Editorial
Mariana Diniz, Directora da UNIARQ / UNIARQ Director
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É quando acaba o ano lectivo que começa um dos momentos de mais intensa actividade da UNIARQ e refiro-me, obviamente às campanhas de escavações arqueológicas, iniciadas ainda no mês de Maio, com os trabalhos na Gruta da Leba (Angola), dirigidos por Daniela de Matos, mas que a partir de Junho e ao longo do Verão vão mobilizar, no campo e em laboratório, Investigadores, Estudantes de Doutoramento e alunos de Mestrado e Licenciatura em Arqueologia, numa geografia que, privilegiando o actual território português como espaço de observação, se estende do hemisfério Sul aos espaços do Mediterrâneo, num arco de tempo que acompanha a trajectória das sociedades humanas das primeiras etapas de fixação no nosso espaço ao período medieval e moderno, numa demonstração clara do dinamismo da Equipa UNIARQ.
Como é próprio dos contextos de investigação é sobretudo no Verão que acontecem os trabalhos de campo, os trabalhos do projecto AKORIS, no Egipto, a realizar no próximo Inverno, são (para já) a excepção no nosso calendário, mas é também no Verão que acontecem porque na tradição da UNIARQ Investigação e Ensino foram sempre indissociáveis e por isso nesta etapa decisiva de obtenção de dados e de formação das futuras gerações de arqueólogos participação em mais de 15 projectos mais de 80 estudantes do 1º e 2º Ciclo em Arqueologia da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Refiram-se também, do mês que passou, algumas iniciativas que se destacam porque assinalam momentos de particular significado, como o da homenagem feita pela ADIM, ao que seriam os 80 anos do Professor Victor Gonçalves ou num outro ponto do espectro e pensando naquilo que há-de ser, a Experimenta o Futuro, onde a UNIARQ participou lembrando que na construção de um futuro melhor muitas lições se aprendem olhando o Passado. E é também essa presença do Futuro agora que justifica mais uma edição da iniciativa Field Techday, este ano realizado no Município de Almada, a quem voltamos a agradecer a hospitalidade, lugar onde foram oficialmente apresentados à Comunidade UNIARQ e testados os novos equipamentos de campo, muitos deles conseguidos no âmbito de financiamento PRR, que permitirão, no terreno, uma mais precisa e mais eficaz captação, registo e posterior disseminação da informação que está contida nos sítios arqueológicos. A disseminação do conhecimento e o contributo para uma Educação de Qualidade (ODS – 4) objectivos centrais do 1º Curso Livre de Arqueologia da UNIARQ, são também propósitos que subjazem a participação em encontros como as III Jornadas Arqueológicas de Alcácer do Sal, onde a Ciência de proximidade se torna efectiva. Outros tópicos como o da circulação de pessoas e de ideias, circulação fundamental para a construção de sociedades de saberes e identidades partilhadas é o tema da rede GlobalMed, e é o quadro que explica a constante vinda de investigadores visitantes que em diferentes etapas dos seus percursos se cruzam com o Centro de Arqueologia. ´também tempo de dar ao Miguel Rodrigues e aos seus Orientadores os parabéns pelo exito da sua Prova Intermédia e desejar a todos os maiores sucessos para esta recta final até ao Doutoramento. Fica para o fim a questão complexa da Inteligência Artificial e do papel desta extraordinária ferramenta no futuro próximo. Uma oportunidade única de crescimento, de processamento quase instantâneo de massas de informação, inatingíveis pelos nossos cérebros pequenos e lentos que encontrarão aqui um auxiliar, ainda que dado a alucinações, único? Ou corremos o risco, por desuso, de transformar os nossos cérebros em mecanismos sedentários, quase imóveis e incapazes de esforço e de, num momento distópico, encerrar o HAL 90 00? Como perante tantos outros engenhos, não é o utensílio em si, mas o uso que lhe damos que ditará o seu papel. Nenhum maleficio virá da Inteligência Artificial que não tenha sido provocado por uma Inteligência Natural. |
It is when the academic year ends that one of UNIARQ’s most intense periods of activity begins. I am referring, of course, to the archaeological excavation campaigns, which started as early as May with the work at Gruta da Leba (Angola), directed by Daniela de Matos, and which from June onward, and throughout the summer, will mobilise, both in the field and in the laboratory, Researchers, PhD’s students, Master’s and Bachelor’s students in Archaeology. Although centred on the present-day Portuguese territory sas a primary area of observation, this work extends from the Southern Hemisphere to the Mediterranean, spanning a temporal arc that follows the trajectory of human societies from their earliest settlement in our region to the medieval and modern periods, clear evidence of the dynamism of the UNIARQ Team.
As is typical in research contexts, it is mainly during the summer that fieldwork takes place. The AKORIS project in Egypt, scheduled for next winter, is (for now) the exception in our calendar. But it is also in summer that these activities occur because, in UNIARQ’s tradition, Research and Training have always been inseparable. For this reason, at this decisive stage of data collection and of training future generations of archaeologists, more than 80 students from the 1st and 2nd Cycles in Archaeology at the School of Arts and Humanities of the University of Lisbon will take part in over 15 projects. From the past month, several initiatives deserve mention for marking moments of particular significance: the tribute organised by ADIM on what would have been Professor Victor Gonçalves’s 80th birthday; and, at the other end of the spectrum, looking toward what is yet to come, Experimenta o Futuro, where UNIARQ participated to remind us that in building a better future, many lessons are learned by looking to the Past. It is also this presence of the Future in the present that justifies another edition of the Field Techday initiative, held this year in the Municipality of Almada, to whom we once again extend our thanks for their hospitality. It was there that the new field equipment, many items acquired through PRR funding,was officially presented to the UNIARQ Community and tested. These tools will enable more precise and effective capture, recording, and dissemination of the information contained within archaeological sites. The dissemination of knowledge and the contribution to Quality Education (SDG 4) are central goals of UNIARQ’s 1st Open Course in Archaeology and also underpin participation in events such as the 3rd Archaeology Conference of Alcácer do Sal, where proximity-based Science becomes tangible. Other themes, such as the circulation of people and ideas, fundamental to building societies of shared knowledge and identities, are at the heart of the GlobalMed network, and help explain the constant arrival of visiting researchers who, at different stages of their careers, intersect with the Centre for Archaeology. It is also time to congratulate Miguel Rodrigues and his Supervisors on the success of his Midterm Evaluation, and to wish everyone the greatest success in this final stretch toward the PhD. Last comes the complex question of Artificial Intelligence and the role this extraordinary tool will play in the near future. Is it a unique opportunity for growth, for the almost instantaneous processing of vast quantities of information,far beyond the reach of our small and slow brains,which may find here an assistant, albeit one prone to hallucinations, but still unique? Or do we risk, through disuse, turning our brains into sedentary mechanisms, almost inert and incapable of effort, and, in a dystopian moment, shutting down HAL 9000? As with so many other devices, it is not the tool itself but the use we make of it that will determine its role and we can be sure that no harm will come from Artificial Intelligence that has not activated by Natural Intelligence. |
NOTÍCIAS / NEWS
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1.º Curso Livre de Arqueologia UNIARQ continua em maio e termina em junho
Continuou ao longo do mês de Maio, o 1º Curso Livre de Arqueologia da UNIARQ. As aulas, reflectindo a diversidade de tópicos de investigação desenvolvidos na UNIARQ, trataram de temas como a Arqueologia do Género e da Complexificação Social por Mariana Diniz e Francisco Gomes, Arqueologia da Cidade de Lisboa por Carlos Fabião, Elisa de Sousa e Victor Filipe, Arqueologia das Tecnologias Digitais por Daniel Carvalho e Mónica Corga e ainda Arqueologia dos Têxteis e da Moda por Francisco Gomes e Catarina Costeira. O Curso encerra-se nesta primeira semana de Junho, com a aula sobre Arqueologia da Produção e do Consumo por Catarina Viegas, Carlos Fabião e Victor Filipe. Deste 1º Curso Livre e inquiridos os alunos que o frequentaram com enorme entusiasmo fica clara a pertinência desta iniciativa que alinha com um dos ODS das Nações Unidas no qual a UNIARQ sempre se reconheceu – 4: Educação de Qualidade e a certeza de que no ano lectivo 2026/2027 outros cursos que permitam tornar cada vez mais público e aberto o conhecimento que aqui produzimos vão ter lugar.
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The 1st UNIARQ Open Archaeology Course continues in May and ends in June
The first UNIARQ Open Archaeology Course continued throughout the month of May. The classes highlighting the wide range of research undertaken at UNIARQ covered topics such as Archaeology of Gender and Social Complexity, taught by Mariana Diniz and Francisco Gomes; Archaeology of the City of Lisbon, by Carlos Fabião, Elisa de Sousa e Victor Filipe; Archaeology of Digital Technologies, by Daniel Carvalho and Mónica Corga; and Archaeology of Textiles and Fashion, by Francisco Gomes and Catarina Costeira.
The course concludes during the first week of June with a session on Archaeology of Production and Consumption, taught by Catarina Viegas, Carlos Fabião and Victor Filipe. Feedback collected from the students who attended this first Open Course with great enthusiasm clearly demonstrates the relevance of this initiative, which is aligned with one of the United Nations Sustainable Development Goals that UNIARQ has always embraced — SDG 4: Quality Education. It also reinforces the conviction that, in the 2026/2027 academic year, further courses will be offered, helping to make the knowledge produced here increasingly accessible, public, and open to all. |
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Almada recebeu o Field TechDay 2026 da UNIARQ
Depois do dia dedicado, em abril, à partilha de conhecimentos acerca de alguns equipamentos de campo e de laboratório à disposição dos investigadores da UNIARQ na FLUL, no passado dia 11 de maio realizou-se o FieldTechDay 2026, tendo este ano como palco o Museu de Almada - Casa da Cidade e o sítio arqueológico da Quinta do Almaraz.
O dia iniciou-se com concentração de investigadores, docentes e alunos da FLUL junto do Museu, onde Ana Olaio, Elsa Luís e João Valente guiaram visita à exposição permanente. De seguida, o grupo foi levado a visitar as reservas arqueológicas e laboratório do Museu. Após as visitas da manhã, e depois do almoço, a que se juntaram também os técnicos do museu João Santos, Telmo António, Fernando Henriques e André Morgado, o grupo rumou ao sítio arqueológico da Quinta do Almaraz, em autocarro gentilmente cedido pelo Município de Alamada. No local, Ana Olaio fez uma visita guiada ao sítio arqueológico, antes de se iniciarem as demonstrações dos equipamentos, primeiramente com o uso de drone para fotografias e vídeos de divulgação, por André Pereira. A aluna de licenciatura em Arqueologia na FLUL Inês Lage fez de seguida um teste de levantamento 3D das estruturas expostas, com recurso a LiDAR Scan em iPad, demonstrando as potencialidades deste equipamento.
Mónica Corga fez uma breve introdução e pequena aula prática da utilização de equipamentos de topografia, através do uso de gps diferenciais e de estação total, antes do regresso ao Museu, no final do dia.
A UNIARQ agradece a toda a equipa do museu, excelente anfitriã, a oportunidade de um dia bem passado, e em que, para além das curtas demonstrações de equipamentos em campo, a iniciativa revelou-se muito importante para team building. |
Almada hosted UNIARQ FieldTechDay 2026
After the day dedicated, in April, to sharing knowledge about some of the field and laboratory equipment available to UNIARQ researchers at FLUL, the FieldTechDay 2026 took place on 11 May, this year hosted by the Museu de Almada - Casa da Cidade and the archaeological site of Quinta do Almaraz.
The day began with researchers, lecturers, and students from FLUL gathering at the museum, where Ana Olaio, Elsa Luís and João Valente guided a tour of the permanent exhibition. The group was then taken to visit the museum’s archaeological reserves and laboratory.
Following the morning visits, and after lunch - joined also by the museum technicians João Santos, Telmo António, Fernando Henriques and André Morgado - the group travelled to the archaeological site of Quinta do Almaraz on a coach kindly provided by the Municipality of Almada. Here, Ana Olaio led a guided tour of the archaeological site before the equipment demonstrations began, first with the use of a drone for outreach photography and video recording, presented by André Pereira. FLUL Archaeology undergraduate student Inês Lage then carried out a 3D survey test of the exposed structures using iPad’s LiDAR scanning feature, demonstrating the potential of this equipment.
Mónica Corga gave a brief introduction and practical demonstration of the use of topographic equipment, including the differential GPS and total station, before the return to the museum at the end of the day.
UNIARQ would like to thank the entire museum team, who proved to be excellent hosts, for the opportunity to enjoy such a rewarding day. Beyond the short field equipment demonstrations, the initiative also proved highly valuable for team building.
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Homenagem póstuma a Victor S. Gonçalves em Reguengos de Monsaraz
A ADIM, Associação de Defesa dos Interesses de Monsaraz, promoveu no dia 14 de maio de 2026, por ocasião do 80º aniversário do nascimento de Victor S. Gonçalves, uma homenagem póstuma em reconhecimento da importância do seu legado científico para o concelho de Reguengos de Monsaraz, desenvolvido em décadas de pesquisa no terreno (1986-2001) e materializado em exposições em Reguengos de Monsaraz e no Museu Nacional de Arqueologia, conferências locais, nacionais e internacionais e uma extensa lista de publicações.
Esta iniciativa inseriu-se na comemoração dos 750 anos do foral de Monsaraz atendendo ao contributo de Victor S. Gonçalves para compreender os “Territórios” de Reguengos de Monsaraz (Gonçalves, 1999). A homenagem teve lugar na Igreja de Santiago, em Monsaraz, no mesmo espaço onde Victor S. Gonçalves organizou os dois colóquios internacionais de referência “Muitas antas, pouca gente” (Gonçalves, 2000) e “Muita gente, poucas antas” (Gonçalves, 2003), tendo contado com intervenções informais de Carlos Tavares da Silva, Joaquina Soares, Ana Catarina Sousa, Ana Paula Amendoeira, Jorge Oliveira, Jorge Cruz e Rui Parreira. A sessão foi iniciada com o visionamento do filme “As Estações” de Maureen Fazendeiro, evocando a obra do casal Leisner e a importância que teve para o concelho de Reguengos de Monsaraz e para Victor S. Gonçalves. O primeiro número da coleção Estudos & Memórias da UNIARQ foi justamente a reedição da obra seminal “As antas do concelho de Reguengos de Monsaraz”, por ocasião do 100º aniversário do nascimento de Vera Leisner (Gonçalves, 1985). Nas palavras de Victor S. Gonçalves: “Tocados pela grandeza da paisagem alentejana, coube-lhes perceber, porventura antes de outros, a enorme importância do estudo monográfico, da «limpeza» sistemática de uma região, das implicações do entrosamento entre o espaço e o Homem megalítico” (Gonçalves, 1985, p. vi). Mas é com “Revendo as Antas de Reguengos de Monsaraz” (Gonçalves, 1992) que se fecha o ciclo do casal Leisner e se abrem novas linhas de pesquisa que Victor S. Gonçalves desenvolveu neste território muito para além dos sepulcros megalíticos, incluindo os menires de Pires Gonçalves, os povoados e a ocupação de tempo longo do 6º ao 2º milénio, antes e depois do fenómeno megalítico. As intervenções centraram-se num registo de memórias do homenageado, com enfoque sobre o contributo de Victor S. Gonçalves para Reguengos de Monsaraz e para o ecletismo dos seus interesses culturais. Carlos Tavares da Silva e Joaquina Soares, os mais antigos amigos de Victor S. Gonçalves e que também estudaram Reguengos de Monsaraz, apresentaram uma leitura dos contributos das pesquisas do homenageado para o estudo do Megalitismo e a transição do Mesolítico-Neolítico antigo, leitura que foi complementada pela apresentação circunstanciada realizada por Ana Catarina Sousa revisitando todos os trabalhos arqueológicos realizados neste concelho: prospeções, estudos de materiais e escavações em 9 povoados e 10 monumentos megalíticos. Os antigos alunos Rui Parreira, Jorge Oliveira, Ana Paula Amendoeira e Ana Catarina Sousa partilharam memórias antigas de décadas de convivência. Finalmente Jorge Cruz e Ana Paula Amendoeira recordaram as vivências de Victor S. Gonçalves em Reguengos de Monsaraz. Para além dos oradores mencionados, associaram-se outros amigos, colegas e antigos alunos de Portugal e de Espanha, tendo se juntado à iniciativa a Professora Ana Ramos Pereira, aluna de Victor Gonçalves em 1972 e o Professor Jose Clemente Martín de la Cruz da Universidade de Córdova.
A jornada contou com o apoio da Câmara Municipal de Reguengos de Monsaraz que se associou institucionalmente com a presença da vereadora da cultura Dina Simão na sessão de abertura e sempre com o acompanhamento da arqueóloga municipal e antiga aluna Ana Catarina Basílio. Recuperando o texto do programa da ADIM: “VSG foi sempre uma pessoa interessada por artefactos artesanais e artísticos, desde os mais rudimentares aos mais sofisticados, em todos os ramos da criação humana como peças cerâmicas e em pedra, cachimbos e arte do fumo, cajados e cacheiros (walking stick). Interesses que se estendiam à literatura e à Banda desenhada, às diversas formas de arte contemporânea - da pintura e da escultura à música – e também à mais moderna e sofisticada tecnologia - da fotografia ao som, à computação e ao software, e a maquinarias variadas (…) VSG foi mais além do que um arqueólogo que estudou monumentos e artefactos. Foi um investigador que se tentou colocar na pele do homem do neolítico, procurando interpretar as suas motivações e os contextos em que esta comunidade criou os seus monumentos, espaços residenciais e estruturas defensivas, mas também como viveu em família e em comunidade urbana, como praticou as suas actividades criativas primitivas, como olhava o mundo e o território, como e o que comia, como fruía o tempo e o espaço, e como, lentamente, foi transformando e adaptando a paisagem às suas necessidades físicas e sociais” (ADIM, 2026) |
Posthumous Tribute to Victor S. Gonçalves in Reguengos de Monsaraz
On 14 May 2026, to mark the 80th anniversary of the birth of Victor S. Gonçalves, ADIM (Association for the Defence of the Interests of Monsaraz) organised a posthumous tribute in recognition of the importance of his scientific legacy for the municipality of Reguengos de Monsaraz. This legacy was built through decades of field research (1986-2001) and materialised in exhibitions held in Reguengos de Monsaraz and at the National Museum of Archaeology, as well as in local, national and international conferences and an extensive list of publications.
The initiative formed part of the celebrations marking the 750th anniversary of the charter (foral) of Monsaraz, acknowledging Victor S. Gonçalves’ contribution to the understanding of the “Territories” of Reguengos de Monsaraz (Gonçalves, 1999). The tribute took place in the Church of Santiago, in Monsaraz, the same venue where Victor S. Gonçalves organised the two landmark international colloquia Many Dolmens, Few People (Gonçalves, 2000) and Many People, Few Dolmens (Gonçalves, 2003). The event included informal contributions from Carlos Tavares da Silva, Joaquina Soares, Ana Catarina Sousa, Ana Paula Amendoeira, Jorge Oliveira, Jorge Cruz and Rui Parreira. The session opened with a screening of The Seasons, a film by Maureen Fazendeiro, evoking the work of the Leisner couple and highlighting their importance for the municipality of Reguengos de Monsaraz and for Victor S. Gonçalves himself. The first volume in UNIARQ’s Studies & Memories series was, in fact, a re-edition of the seminal work The Dolmens of the Municipality of Reguengos de Monsaraz, published to mark the centenary of Vera Leisner’s birth (Gonçalves, 1985). In the words of Victor S. Gonçalves: “Touched by the grandeur of the Alentejo landscape, they understood, perhaps before others, the enormous importance of monographic study, the systematic ‘clearing’ of a region, and the implications of the relationship between space and Megalithic communities” (Gonçalves, 1985, p. vi). However, it was with Revisiting the Dolmens of Reguengos de Monsaraz (Gonçalves, 1992) that the Leisners’ cycle of research came to a close and new lines of investigation were opened. Victor S. Gonçalves developed these studies far beyond megalithic tombs, encompassing the Pires Gonçalves menhirs, settlements, and the long-term occupation of the region from the sixth to the second millennium BC, before, during and after the megalithic phenomenon. The speakers focused on personal recollections of the scholar, emphasising his contribution to the study of Reguengos de Monsaraz and the breadth of his cultural interests. Carlos Tavares da Silva and Joaquina Soares, Victor S. Gonçalves’ longest-standing friends and fellow researchers in Reguengos de Monsaraz, presented an assessment of his contributions to the study of Megalithism and the Mesolithic–Early Neolithic transition. This perspective was complemented by Ana Catarina Sousa’s detailed presentation revisiting all archaeological work undertaken in the municipality, including surveys, material studies and excavations at nine settlements and ten megalithic monuments. Former students Rui Parreira, Jorge Oliveira, Ana Paula Amendoeira and Ana Catarina Sousa shared memories spanning decades of friendship and collaboration. Jorge Cruz and Ana Paula Amendoeira recalled Victor S. Gonçalves’ experiences and close ties with Reguengos de Monsaraz. In addition to the speakers, many other friends, colleagues and former students from Portugal and Spain joined the tribute, including Professor Ana Ramos Pereira, who had been a student of Victor Gonçalves in 1972, and Professor José Clemente Martín de la Cruz of the University of Córdoba. The event was supported by the Municipality of Reguengos de Monsaraz, represented at the opening session by Councillor for Culture Dina Simão, and throughout by the municipal archaeologist and former student Ana Catarina Basílio. The programme text prepared by ADIM summarised Victor S. Gonçalves’ wide-ranging interests as follows:
“VSG was always fascinated by handcrafted and artistic artefacts, from the simplest to the most sophisticated, across every branch of human creativity: ceramic and stone objects, pipes and smoking culture, walking sticks and staffs. His interests extended to literature and comics, to the many forms of contemporary art - from painting and sculpture to music - and also to the most modern and sophisticated technologies, from photography and sound to computing, software and a wide variety of machinery (...). VSG was far more than an archaeologist who studied monuments and artefacts. He was a researcher who sought to place himself in the position of Neolithic people, attempting to interpret their motivations and the contexts in which they created their monuments, settlements and defensive structures. He sought to understand how they lived within families and communities, how they pursued their creative activities, how they viewed the world and the landscape, what and how they ate, how they experienced time and space, and how they gradually transformed and adapted the environment to their physical and social needs” (ADIM, 2026). |
Lista de publicações de Victor S. Gonçalves sobre Reguengos de Monsaraz / List of Publications by Victor S. Gonçalves on Reguengos de Monsaraz:
GONÇALVES, V. S. (1985) – Apresentação (à 2ª edição de) LEISNER, G. e V., As antas do concelho de Reguengos de Monsaraz. Lisboa: INIC/UNIARQ. P. V-VII.
GONÇALVES, V. S. (1988/89) – A ocupação pré-histórica do Monte Novo dos Albardeiros (Reguengos de Monsaraz). Portugália. Porto: Instituto de Arqueologia da Faculdade de Letras. Nova Série. 9-10. p. 49-61.
GONÇALVES, V. S. (1991) - TESP3: O povoado pré-histórico da Torre do Esporão (Reguengos de Monsaraz). PORTVGALIA. Porto. N. S., 11-12; p. 53-72.
GONÇALVES, V. S. e CALADO, M. (1990-91) – A necrópole da Idade do Bronze do Monte dos Cebolinhos (S. Pedro do Corval, Reguengos de Monsaraz). Notícia da sua identificação. Portugália. Nova Série. Porto: Instituto de Arqueologia da Faculdade de Letras. 11-12. p. 143-147.
GONÇALVES, V. S. (1992) – Revendo as antas de Reguengos de Monsaraz. Lisboa: UNIARQ/INIC. 264 p.
GONÇALVES, V. S.; CALADO, M. e ROCHA, L. (1992) – Reguengos de Monsaraz: o antigo povoamento da Herdade do Esporão. Setúbal Arqueológica. Setúbal: MAEDS. 9-10. p. 391-412.
GONÇALVES, V. S. (1992-1994) – O grupo megalítico de Reguengos de Monsaraz: procurando algumas possíveis novas perspectivas, sem esquecer as antigas. Actas do seminário sobre Megalitismo. Mangualde. 20-22 de Novembro de 1992.
GONÇALVES, V. S. (1993) – O grupo megalítico de Reguengos de Monsaraz. História de Portugal dirigida por João Medina. Vol. 1. Lisboa: Ediclube. p. 290-294.
GONÇALVES, V. S. (1996 [2003]) – Pastores, agricultores e metalurgistas em Reguengos de Monsaraz: os 4º e 3º milénios. OPHIUSSA. 0. Lisboa, 1996, p. 77-96.
] GONÇALVES, V. S., BALBÍN-BEHRMANN, R., e BUENO RAMÍREZ, P. (1997) – A estela menir do Monte da Ribeira (Reguengos de Monsaraz, Alentejo, Portugal). Brigantium. A Coruña. 10. p. 235-254.
GONÇALVES, V. S., e SOUSA, A. C. (1997) – A propósito do grupo megalítico de Reguengos de Monsaraz e das origens do megalitismo no Ocidente peninsular. Actas do colóquio internacional O Neolítico atlántico e as orixes do megalitismo. Santiago de Compostela. UISPP. p. 609-634.
GONÇALVES, V. S. e SOUSA, A. C. (1997) – Uma primeira notícia sobre a ocupação pré-histórica do sítio Areias 15 (Reguengos de Monsaraz, Évora). Cadernos de Cultura de Reguengos de Monsaraz. Boletim Cultural do Munícipio. Reguengos de Monsaraz, 1; p. 71-95.
GONÇALVES, V. S. (1999) – Reguengos de Monsaraz, territórios megalíticos. Lisboa: Câmara Municipal de Reguengos de Monsaraz, 151 p.
GONÇALVES, V. S. (1999) – Reguengos de Monsaraz, territórios megalíticos. Guia da exposição com o mesmo nome patente no Museu Nacional de Arqueologia, seriando e identificando os materiais expostos e reproduzindo os textos de referência. Museu Nacional de Arqueologia.
GONÇALVES, V. S., ed. (2000) – Muitas antas, pouca gente?. Actas do 1º Colóquio Internacional sobre Megalitismo. Lisboa: Instituto Português de Arqueologia, 319 p.
GONÇALVES, V. S. e SOUSA, A. C. (2000) – O grupo megalítico de Reguengos de Monsaraz e a evolução do megalitismo no Ocidente Peninsular (espaços de vida, espaços da morte: sobre as antigas sociedades camponesas em Reguengos de Monsaraz). Muitas antas, pouca gente?. Actas do I Colóquio Internacional sobre Megalitismo. Lisboa: Instituto Português de Arqueologia, p. 11-104
GONÇALVES, V. S. (2001) – A anta 2 da Herdade de Santa Margarida (Reguengos de Monsaraz). Revista Portuguesa de Arqueologia. Nº 4.2. Lisboa: Instituto Português de Arqueologia. P. 115-206.
GONÇALVES, V. S. (2001) – Algumas notas sobre as cerâmicas das antigas sociedades camponesas, com alguma especial referência às de Reguengos de Monsaraz . Actas das V Jornadas Ibéricas de olaria e cerâmica. S. Pedro do Corval, 20 a 23 de Maio de 1999. Reguengos de Monsaraz: Câmara Municipal. P. 7-14.
GONÇALVES, V. S. (2001) – As antas da Herdade de Santa Margarida (Reguengos de Monsaraz). Almadan. Almada, 2ª Série, 10. p. 204-207.
GONÇALVES, V. S. (2002) – Intervenções arqueológicas em monumentos do Grupo Megalítico de Reguengos de Monsaraz na área a inundar pela Barragem de Alqueva. Um ponto da situação em fins de 2001. Revista Portuguesa de Arqueologia. 5:1. Lisboa. p. 39-65.
GONÇALVES, V. S. (2002) – Intervenções arqueológicas em povoados das antigas sociedades camponesas na área a inundar pela Barragem de Alqueva. Um ponto da situação em fins de 2001. Revista Portuguesa de Arqueologia. Lisboa. 5:2, 2002, p. 153-189.
GONÇALVES, V. S. (2003) – STAM-3, A anta 3 da Herdade de Santa Margarida (Reguengos de Monsaraz). Lisboa: IPA, 472 p.
GONÇALVES, V. S., ed. (2003) – Muita gente, poucas antas? Espaços, Origens e Contextos do Megalitismo. Actas do 2º Colóquio internacional sobre Megalitismo. Reguengos de Monsaraz, 2000.
GONÇALVES, V. S. (2003) – Comer em Reguengos no Neolítico: o sítio XZ-12. In Muita gente, poucas antas? Espaços, Origens e Contextos do Megalitismo. Actas do 2º Colóquio internacional sobre Megalitismo. Reguengos de Monsaraz, 2000.
GONÇALVES, V. S. (2003) – Muita gente, poucas antas? Espaços, Origens e Contextos do Megalitismo, apresentação do volume Muita gente, poucas antas? Espaços, Origens e Contextos do Megalitismo. Actas do 2º Colóquio internacional sobre Megalitismo. Reguengos de Monsaraz, 2000, p. 7-14.
GONÇALVES, V. S., e SOUSA, A. C. (2003) – Novos dados sobre as práticas funerárias das antigas sociedades camponesas em Reguengos de Monsaraz: o limite oriental. In Muita gente, poucas antas? Espaços, Origens e Contextos do Megalitismo. Actas do 2º Colóquio internacional sobre Megalitismo. Reguengos de Monsaraz, 2000, p. 199-226.
GONÇALVES, V. S. (2003) – A Anta 2 da Herdade dos Cebolinhos (Reguengos de Monsaraz, Évora). As intervenções de 1996 e 1997 e duas datas de radiocarbono para a última utilização da Câmara ortostática. Revista Portuguesa de Arqueologia. Lisboa. 6:2; p. 143-166.
GONÇALVES, V. S. (2005) – Manifestações do Sagrado no Ocidente Peninsular. 6. As representações da Deusa no edifício funerário tipo tholos do Monte Novo dos Albardeiros (Reguengos de Monsaraz, Évora). O Arqueólogo Português. Lisboa. 4ª S. 23, p. 197-229.
GONÇALVES, V. S.; VALÉRIO, P.; ARAÚJO, M. F. (2005) – The archaeometallurgy of Monte Novo dos Albardeiros (Reguengos de Monsaraz, Évora, Portugal). O Arqueólogo Português. Lisboa. 4ª S. 23,p. 231-255.
GONÇALVES, V. S.; SOUSA, A. C.; MARCHAND, G. (2008) – Mudança e permanência do Mesolítico final ao Neolítico. Os sítios da Baixa do Xarez (Reguengos de Monsaraz, Évora, Portugal. In HERNÁNDEZ PÉREZ, M.; SOLER DÍAZ, J.; LÓPEZ PADILLA, J., eds. Actas del IV Congreso del Neolítico Peninsular. Alicante: MARQ. Tomo II, p. 167-177.
GONÇALVES, V. S.; ALFARROBA, A. (2010) – In GONÇALVES, V. S.; SOUSA, A. C., eds., 2009. Ver ao longe no 3º milénio a.n.e. Sobre a localização e o significado do Monte Novo dos Albardeiros. Transformação e mudança no Centro e Sul de Portugal no 3º milénio a.n.e. Actas do Colóquio Internacional, p. 297- 322. Cascais: Câmara Municipal [ColecçãoCascais, Tempos Antigos, #2].
GONÇALVES, V. S. (2013) – No limite oriental do Grupo megalítico de Reguengos de Monsaraz. Évora: DRCALEN. 521 p.
GONÇALVES, V. S.; SOUSA, A. C.; MARCHAND, G. (2013) – Na margem do Grande Rio. Lugares de povoamento das antigas sociedades camponesas junto ao Guadiana e à Ribeira do Álamo. Évora: DRCALEN. 616 p.
GONÇALVES, V. S. (2014 [2016]) – Les changements du sacré : du dolmen au tholos à Reguengos de Monsaraz (Alentejo, Portugal, 3200-2500 a.n.e.) [Texte intégral] Colloque | 2014 Fonctions, utilisations et représentations de l’espace dans les sépultures monumentales du Néolithique européen (Functions, uses and representations of space in the monumental graves of Neolithic Europe). Préhistoires de la Mediterrannée. Aix-en-Provence: Presses Universitaires de Provence, p. 143-160.
GONÇALVES, V. S.; SOUSA, A. C.; TORQUATO, F.; BRAGANÇA, F.; PARREIRA, R. (2020): Georg e Vera Leisner e as Antas do Concelho de Reguengos de Monsaraz. In SOUSA, A. C.; BRAGANÇA, F.; TORQUATO, F.; KUNST, M., eds - Georg e Vera Leisner e o estudo do Megalitismo no Ocidente da Península Ibérica. Contributos para a história da investigação arqueológica luso-alemã através do Arquivo Leisner (1909-1972). (estudos & memórias, 14 UNIARQ). Lisboa: UNIARQ/ IAA / DGPC, p. 427-537.
GONÇALVES, V. S. (1985) – Apresentação (à 2ª edição de) LEISNER, G. e V., As antas do concelho de Reguengos de Monsaraz. Lisboa: INIC/UNIARQ. P. V-VII.
GONÇALVES, V. S. (1988/89) – A ocupação pré-histórica do Monte Novo dos Albardeiros (Reguengos de Monsaraz). Portugália. Porto: Instituto de Arqueologia da Faculdade de Letras. Nova Série. 9-10. p. 49-61.
GONÇALVES, V. S. (1991) - TESP3: O povoado pré-histórico da Torre do Esporão (Reguengos de Monsaraz). PORTVGALIA. Porto. N. S., 11-12; p. 53-72.
GONÇALVES, V. S. e CALADO, M. (1990-91) – A necrópole da Idade do Bronze do Monte dos Cebolinhos (S. Pedro do Corval, Reguengos de Monsaraz). Notícia da sua identificação. Portugália. Nova Série. Porto: Instituto de Arqueologia da Faculdade de Letras. 11-12. p. 143-147.
GONÇALVES, V. S. (1992) – Revendo as antas de Reguengos de Monsaraz. Lisboa: UNIARQ/INIC. 264 p.
GONÇALVES, V. S.; CALADO, M. e ROCHA, L. (1992) – Reguengos de Monsaraz: o antigo povoamento da Herdade do Esporão. Setúbal Arqueológica. Setúbal: MAEDS. 9-10. p. 391-412.
GONÇALVES, V. S. (1992-1994) – O grupo megalítico de Reguengos de Monsaraz: procurando algumas possíveis novas perspectivas, sem esquecer as antigas. Actas do seminário sobre Megalitismo. Mangualde. 20-22 de Novembro de 1992.
GONÇALVES, V. S. (1993) – O grupo megalítico de Reguengos de Monsaraz. História de Portugal dirigida por João Medina. Vol. 1. Lisboa: Ediclube. p. 290-294.
GONÇALVES, V. S. (1996 [2003]) – Pastores, agricultores e metalurgistas em Reguengos de Monsaraz: os 4º e 3º milénios. OPHIUSSA. 0. Lisboa, 1996, p. 77-96.
] GONÇALVES, V. S., BALBÍN-BEHRMANN, R., e BUENO RAMÍREZ, P. (1997) – A estela menir do Monte da Ribeira (Reguengos de Monsaraz, Alentejo, Portugal). Brigantium. A Coruña. 10. p. 235-254.
GONÇALVES, V. S., e SOUSA, A. C. (1997) – A propósito do grupo megalítico de Reguengos de Monsaraz e das origens do megalitismo no Ocidente peninsular. Actas do colóquio internacional O Neolítico atlántico e as orixes do megalitismo. Santiago de Compostela. UISPP. p. 609-634.
GONÇALVES, V. S. e SOUSA, A. C. (1997) – Uma primeira notícia sobre a ocupação pré-histórica do sítio Areias 15 (Reguengos de Monsaraz, Évora). Cadernos de Cultura de Reguengos de Monsaraz. Boletim Cultural do Munícipio. Reguengos de Monsaraz, 1; p. 71-95.
GONÇALVES, V. S. (1999) – Reguengos de Monsaraz, territórios megalíticos. Lisboa: Câmara Municipal de Reguengos de Monsaraz, 151 p.
GONÇALVES, V. S. (1999) – Reguengos de Monsaraz, territórios megalíticos. Guia da exposição com o mesmo nome patente no Museu Nacional de Arqueologia, seriando e identificando os materiais expostos e reproduzindo os textos de referência. Museu Nacional de Arqueologia.
GONÇALVES, V. S., ed. (2000) – Muitas antas, pouca gente?. Actas do 1º Colóquio Internacional sobre Megalitismo. Lisboa: Instituto Português de Arqueologia, 319 p.
GONÇALVES, V. S. e SOUSA, A. C. (2000) – O grupo megalítico de Reguengos de Monsaraz e a evolução do megalitismo no Ocidente Peninsular (espaços de vida, espaços da morte: sobre as antigas sociedades camponesas em Reguengos de Monsaraz). Muitas antas, pouca gente?. Actas do I Colóquio Internacional sobre Megalitismo. Lisboa: Instituto Português de Arqueologia, p. 11-104
GONÇALVES, V. S. (2001) – A anta 2 da Herdade de Santa Margarida (Reguengos de Monsaraz). Revista Portuguesa de Arqueologia. Nº 4.2. Lisboa: Instituto Português de Arqueologia. P. 115-206.
GONÇALVES, V. S. (2001) – Algumas notas sobre as cerâmicas das antigas sociedades camponesas, com alguma especial referência às de Reguengos de Monsaraz . Actas das V Jornadas Ibéricas de olaria e cerâmica. S. Pedro do Corval, 20 a 23 de Maio de 1999. Reguengos de Monsaraz: Câmara Municipal. P. 7-14.
GONÇALVES, V. S. (2001) – As antas da Herdade de Santa Margarida (Reguengos de Monsaraz). Almadan. Almada, 2ª Série, 10. p. 204-207.
GONÇALVES, V. S. (2002) – Intervenções arqueológicas em monumentos do Grupo Megalítico de Reguengos de Monsaraz na área a inundar pela Barragem de Alqueva. Um ponto da situação em fins de 2001. Revista Portuguesa de Arqueologia. 5:1. Lisboa. p. 39-65.
GONÇALVES, V. S. (2002) – Intervenções arqueológicas em povoados das antigas sociedades camponesas na área a inundar pela Barragem de Alqueva. Um ponto da situação em fins de 2001. Revista Portuguesa de Arqueologia. Lisboa. 5:2, 2002, p. 153-189.
GONÇALVES, V. S. (2003) – STAM-3, A anta 3 da Herdade de Santa Margarida (Reguengos de Monsaraz). Lisboa: IPA, 472 p.
GONÇALVES, V. S., ed. (2003) – Muita gente, poucas antas? Espaços, Origens e Contextos do Megalitismo. Actas do 2º Colóquio internacional sobre Megalitismo. Reguengos de Monsaraz, 2000.
GONÇALVES, V. S. (2003) – Comer em Reguengos no Neolítico: o sítio XZ-12. In Muita gente, poucas antas? Espaços, Origens e Contextos do Megalitismo. Actas do 2º Colóquio internacional sobre Megalitismo. Reguengos de Monsaraz, 2000.
GONÇALVES, V. S. (2003) – Muita gente, poucas antas? Espaços, Origens e Contextos do Megalitismo, apresentação do volume Muita gente, poucas antas? Espaços, Origens e Contextos do Megalitismo. Actas do 2º Colóquio internacional sobre Megalitismo. Reguengos de Monsaraz, 2000, p. 7-14.
GONÇALVES, V. S., e SOUSA, A. C. (2003) – Novos dados sobre as práticas funerárias das antigas sociedades camponesas em Reguengos de Monsaraz: o limite oriental. In Muita gente, poucas antas? Espaços, Origens e Contextos do Megalitismo. Actas do 2º Colóquio internacional sobre Megalitismo. Reguengos de Monsaraz, 2000, p. 199-226.
GONÇALVES, V. S. (2003) – A Anta 2 da Herdade dos Cebolinhos (Reguengos de Monsaraz, Évora). As intervenções de 1996 e 1997 e duas datas de radiocarbono para a última utilização da Câmara ortostática. Revista Portuguesa de Arqueologia. Lisboa. 6:2; p. 143-166.
GONÇALVES, V. S. (2005) – Manifestações do Sagrado no Ocidente Peninsular. 6. As representações da Deusa no edifício funerário tipo tholos do Monte Novo dos Albardeiros (Reguengos de Monsaraz, Évora). O Arqueólogo Português. Lisboa. 4ª S. 23, p. 197-229.
GONÇALVES, V. S.; VALÉRIO, P.; ARAÚJO, M. F. (2005) – The archaeometallurgy of Monte Novo dos Albardeiros (Reguengos de Monsaraz, Évora, Portugal). O Arqueólogo Português. Lisboa. 4ª S. 23,p. 231-255.
GONÇALVES, V. S.; SOUSA, A. C.; MARCHAND, G. (2008) – Mudança e permanência do Mesolítico final ao Neolítico. Os sítios da Baixa do Xarez (Reguengos de Monsaraz, Évora, Portugal. In HERNÁNDEZ PÉREZ, M.; SOLER DÍAZ, J.; LÓPEZ PADILLA, J., eds. Actas del IV Congreso del Neolítico Peninsular. Alicante: MARQ. Tomo II, p. 167-177.
GONÇALVES, V. S.; ALFARROBA, A. (2010) – In GONÇALVES, V. S.; SOUSA, A. C., eds., 2009. Ver ao longe no 3º milénio a.n.e. Sobre a localização e o significado do Monte Novo dos Albardeiros. Transformação e mudança no Centro e Sul de Portugal no 3º milénio a.n.e. Actas do Colóquio Internacional, p. 297- 322. Cascais: Câmara Municipal [ColecçãoCascais, Tempos Antigos, #2].
GONÇALVES, V. S. (2013) – No limite oriental do Grupo megalítico de Reguengos de Monsaraz. Évora: DRCALEN. 521 p.
GONÇALVES, V. S.; SOUSA, A. C.; MARCHAND, G. (2013) – Na margem do Grande Rio. Lugares de povoamento das antigas sociedades camponesas junto ao Guadiana e à Ribeira do Álamo. Évora: DRCALEN. 616 p.
GONÇALVES, V. S. (2014 [2016]) – Les changements du sacré : du dolmen au tholos à Reguengos de Monsaraz (Alentejo, Portugal, 3200-2500 a.n.e.) [Texte intégral] Colloque | 2014 Fonctions, utilisations et représentations de l’espace dans les sépultures monumentales du Néolithique européen (Functions, uses and representations of space in the monumental graves of Neolithic Europe). Préhistoires de la Mediterrannée. Aix-en-Provence: Presses Universitaires de Provence, p. 143-160.
GONÇALVES, V. S.; SOUSA, A. C.; TORQUATO, F.; BRAGANÇA, F.; PARREIRA, R. (2020): Georg e Vera Leisner e as Antas do Concelho de Reguengos de Monsaraz. In SOUSA, A. C.; BRAGANÇA, F.; TORQUATO, F.; KUNST, M., eds - Georg e Vera Leisner e o estudo do Megalitismo no Ocidente da Península Ibérica. Contributos para a história da investigação arqueológica luso-alemã através do Arquivo Leisner (1909-1972). (estudos & memórias, 14 UNIARQ). Lisboa: UNIARQ/ IAA / DGPC, p. 427-537.
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A UNIARQ no Experimenta o Futuro
A Universidade de Lisboa celebrou o primeiro aniversário da abertura do Pavilhão de Portugal (na Expo) à sociedade organizando o evento Experimenta o Futuro. Embora se encontre sob a alçada da ULisboa desde 2015, após uma profunda remodelação, este espaço reabriu portas há um ano como um local onde ciência e cultura podem ser usufruídas pela sociedade civil. Entre 21 e 24 de maio, um programa composto por concertos, teatro e expositores das diferentes escolas da Universidade de Lisboa permitiu dar a conhecer aos visitantes os projetos em curso na instituição.
No Sábado, dia 23 de maio, a UNIARQ esteve presente com a atividade: Experimenta o Passado para um Futuro Mais Inteligente.
Ao longo do evento, os visitantes tiveram oportunidade de participar em quizzes, explorar cartas de conhecimento sobre práticas sustentáveis do passado, analisar materiais arqueológicos ao microscópio e descobrir mais sobre o trabalho desenvolvido pelos investigadores do Centro de Arqueologia da Universidade de Lisboa. Entre ciência, património e sustentabilidade, procurámos mostrar como o estudo do passado pode ajudar a refletir sobre os desafios do futuro. Para aceder à documentação produzida: https://tinyurl.com/ExperimentaPassado |
UNIARQ at Experimenta o Futuro
The University of Lisbon celebrated the first anniversary of the opening of the Portugal Pavilion (at the Expo grounds) to the public by organising the event Experimenta o Futuro. Although under the management of the University of Lisbon since 2015, following extensive renovation works this space reopened a year ago as a venue where science and culture can be enjoyed by the wider public. Between 21 and 24 May, a programme featuring concerts, theatre performances, and exhibition stands from the different schools of the University of Lisbon gave visitors the opportunity to discover the projects currently being developed across the institution.
On Saturday, 23 May, UNIARQ took part with the activity: Experimenta o Passado para um Futuro Mais Inteligente (“Experience the Past for a Smarter Future”).
Throughout the event, visitors had the opportunity to take part in quizzes, explore knowledge cards on sustainable practices from the past, analyse archaeological materials under the microscope, and learn more about the work carried out by researchers at the Archaeology Centre of the University of Lisbon. Through science, heritage, and sustainability, we sought to demonstrate how the study of the past can help us reflect on the challenges of the future. |
Cristina Gameiro, Paula do Nascimento, Mónica Corga e Miguel Almeida; Tradução revista por Bianca Viseu
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Prova intermédia de doutoramento de Miguel Rodrigues
No dia 28 de maio de 2026, às 14h30, realizou-se em formato online a prova intermédia de doutoramento de Miguel Rodrigues, bolseiro de doutoramento da UNIARQ e aluno de doutoramento da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.
A tese, orientada pela Dr.ª Ana Margarida Arruda, investigadora da FLUL e da UNIARQ e especialista na Idade do Ferro, e pela Dr.ª Sónia Gabriel, especialista em Ictioarqueologia do Laboratório de Arqueociências do Património Cultural, tem como título “Entre osso e oceano (e rio adentro): pistas sobre a relação entre as comunidades humanas e os recursos ictiológicos da Quinta do Almaraz (Almada) entre os séculos VII e IV a.C”. O trabalho incide sobre os restos de peixes deste sítio arqueológico, sobre contextos da Idade do Ferro com uma importante ocupação fenícia. O júri integrou ainda a Prof.ª Cleia Detry, que apreciou o trabalho com especial foco nas metodologias de Zooarqueologia, a Dr.ª Ana Olaio, arqueóloga responsável pelo sítio arqueológico de Almaraz e a Prof.ª Elisa de Sousa como especialista sobre a ocupação da Idade do Ferro no vale do Tejo. Destaca-se também a elaboração de um Atlas osteológico de identificação de Mugilídeos de Portugal Continental, que será uma ferramenta muito útil para futuros investigadores nesta área e também de outras áreas. O candidato respondeu extensamente a todas as perguntas do júri tendo a prova terminado com a aprovação do candidato. |
Intermediate PhD Examination of Miguel Rodrigues
On 28 May 2026, at 2.30 pm, the intermediate PhD examination of Miguel Rodrigues, a doctoral fellow at UNIARQ and PhD student at the School of Arts and Humanities of the University of Lisbon, took place online.
The thesis, supervised by Dr Ana Margarida Arruda, researcher at FLUL and UNIARQ and specialist in the Iron Age, and by Dr Sónia Gabriel, specialist in Ichthyoarchaeology at the Archaeosciences Laboratory for Cultural Heritage, is entitled “Between Bone and Ocean (and Further Inland by River): Insights into the Relationship between Human Communities and Ichthyological Resources at Quinta do Almaraz (Almada) between the 7th and 4th Centuries BC”. The research focuses on fish remains from this archaeological site, examining Iron Age contexts associated with a significant Phoenician occupation. The examination panel also included Prof. Cleia Detry, who assessed the work with particular emphasis on Zooarchaeological methodologies, Dr Ana Olaio, archaeologist responsible for the Almaraz archaeological site, and Prof. Elisa de Sousa, specialist in Iron Age occupation in the Tagus Valley. Particular note should also be made of the preparation of an osteological atlas for the identification of Mugilidae from mainland Portugal, which will constitute a highly valuable tool for future researchers in this and related fields. The candidate responded extensively to all questions raised by the examination panel, and the examination concluded with the candidate’s approval. |
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UNIARQ e a rede GlobalMed
Como parte da rede GlobalMed - "GlobalMed - La Méditerranée et le monde de la Préhistoire à nos jours - Approches interdisciplinaires et internationales" est un réseau de recherche international coordonné par la Maison méditerranéenne des sciences humaines et sociales (Mmsh), (https://globalmed.hypotheses.org/), a UNIARQ esteve presente no séminaire «Autres Méditerranées, transferts, réappropriations» que decorreu no passado dia 18 de maio no Mucem de Marseille. A Arqueologia como disciplina fundamental para reconstruir e pensar os espaços do Mediterrâneo e as geografias que para além dele fazem parte desta koiné cultural, participou com a conferência de Mariana Diniz "Le IIIe millénaire (av. J.-C.) dans le sud du Portugal – ou le lieu où l’Atlantique et la Méditerranée se confondent" (https://globalmed.hypotheses.org/6944). Num momento em que as circulações, conexões e convergências se veem ameaçadas ou ao serviço das formas modernas de escravatura, lembrar sempre que o Mediterrâneo, e outros mares, também foram lugares de passagem e de descoberta, de reconstrução e recriação de novas paisagens sociais que nós, deste Atlântico que é fundamentalmente Mediterrâneo, somos parte integrante.
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UNIARQ and the GlobalMed network
As part of the GlobalMed network — “GlobalMed – La Méditerranée et le monde de la Préhistoire à nos jours – Approches interdisciplinaires et internationales”, an international research network coordinated by the Maison méditerranéenne des sciences humaines et sociales (MMSH) (https://globalmed.hypotheses.org/) — UNIARQ participated in the seminar “Autres Méditerranées, transferts, réappropriations”, held on 18 May at the Mucem in Marseille. Archaeology, as a fundamental discipline for reconstructing and rethinking Mediterranean spaces and the geographies that, beyond its shores, form part of this cultural koiné, was represented by Mariana Diniz’s lecture, “Le IIIe millénaire (av. J.-C.) dans le sud du Portugal – ou le lieu où l’Atlantique et la Méditerranée se confondent” (https://globalmed.hypotheses.org/6944).
At a time when mobility, connectivity, and convergence are increasingly under threat or being exploited in the service of modern forms of slavery, it is important to remember that the Mediterranean – and other seas as well – have also been spaces of passage and discovery, of reconstruction and the creation of new social landscapes. We, from this Atlantic that is in many ways profoundly Mediterranean, are an integral part of that shared history. |
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Acção COST: CA23141, Managing Artificial Intelligence in Archaeology (MAIA)
O debate sobre a Inteligência Artificial que implícita e/ou explicitamente transformou, nos últimos anos, as práticas diárias e cientificas no mundo ocidental traduz hoje a nossa percepção clara da extraordinária ferramenta em todos os domínios que é a IA, mas em simultâneo, a reserva perante um utensílio novo de que ainda não conseguimos avaliar o impacto e as consequências efectivas do seu uso imoderado. Foram estão algumas das questões discutidas no passado dia 21 de Maio, no âmbito da Acção COST: CA23141, Managing Artificial Intelligence in Archaeology (MAIA) que decorreu na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa e que contou com a participação de Mariana Diniz e Nelson J. Almeida, no painel de discussão que reuniu stakeholders de diferentes nacionalidades e instituições com o propósito comum de identificar oportunidades e riscos associados à IA na área especifica da Arqueologia.
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Cost Action: CA23141, Managing Artificial Intelligence in Archaeology (MAIA)
The debate surrounding Artificial Intelligence, which has implicitly and/or explicitly transformed daily and scientific practices in the Western world over recent years, reflects both our clear recognition of AI as an extraordinary tool across all fields and, at the same time, our reservations regarding a new technology whose full impact and the actual consequences of its widespread use we are not yet able to assess.
These were among the issues discussed on 21 May as part of the COST Action CA23141, Managing Artificial Intelligence in Archaeology (MAIA), held at the Faculty of Social Sciences and Humanities of the NOVA University Lisbon. The event included the participation of Mariana Diniz and Nelson J. Almeida in a discussion panel that brought together stakeholders from different countries and institutions, united by the common goal of identifying the opportunities and risks associated with AI in the specific field of archaeology. |
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III Jornadas de Arqueologia de Alcácer do Sal
A UNIARQ participou nas III Jornadas de Arqueologia de Alcácer do Sal, com as conferências “A vida e a morte nas margens do rio Sado – o caso dos concheiros mesolíticos de Alcácer do Sal e os dados do projeto SADO-MESO” por Mariana Diniz, e “Contributos para a identificação de sítios arqueológicos no território de Alcácer do Sal com base nos dados LiDAR da DGT: potencial e limitações”, por Tiago do Pereiro. Num território que foi no Inverno de 2025/2026 assolado pelas tempestades e pelas cheias do Sado que deixaram um rasto de destruição à sua passagem, o património arqueológico adquire uma outra dimensão. É ao mesmo tempo, um elo de ligação fundamental a um território ameaçado, é uma lição de resistência e capacidade de adaptação, é também um recurso de imenso valor para pensar o futuro das comunidades e dos concelhos. Todas estas dimensões ficaram claramente expressas nas conferências apresentadas e nas palavras das técnicas de Arqueologia da autarquia e da Senhora Presidente da Câmara de Alcácer do Sal, Clarisse Campos, a quem louvamos o esforço feito perante a adversidade.
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3rd Archaeology Conference of Alcácer do Sal
UNIARQ participated in the 3rd Archaeology Conference of Alcácer do Sal, presenting the lectures “A vida e a morte nas margens do rio Sado – o caso dos concheiros mesolíticos de Alcácer do Sal e os dados do projeto SADO-MESO” by Mariana Diniz and “Contributions to the identification of archaeological sites in the territory of Alcácer do Sal based on DGT LiDAR data: potential and limitations” by Tiago do Pereiro.
In a region that, during the winter of 2025/2026, was devastated by storms and by the Sado River floods that left a trail of destruction in their path, archaeological heritage acquires a renewed significance. It becomes, simultaneously, a vital link to a threatened landscape, a lesson in resilience and adaptability, and a resource of immense value for envisioning the future of local communities and municipalities. These dimensions were clearly reflected in the presentations and in the words of the municipality’s archaeology specialists and the Mayor of Alcácer do Sal, Clarisse Campos, whose efforts in the face of adversity deserve our highest commendation. |
INVESTIGAÇÃO NA UNIARQ
RESEARCH AT UNIARQ
RESEARCH AT UNIARQ
CAMPANHAS DE VERÃO 2026
SUMMER CAMPAIGNS 2026
SUMMER CAMPAIGNS 2026
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Iniciaram-se, em maio, as campanhas de investigação de campo e de laboratório dos investigadores da UNIARQ, que se prolongarão até ao mês de setembro.
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In May, the UNIARQ researchers began their field and laboratory research campaigns, which will continue until September.
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Para mais informações, clicar no ponto escolhido / For more information, click on the selected point
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O Projecto CirCe, na cidade romana Baelo Claudia (Bolonia), conta com a participação da UNIARQ
Pelo terceiro ano consecutivo, a UNIARQ participou no projecto Internacional da Universidade de Sevilha, na cidade romana de Baelo Claudia. Este projecto dirigido por Oliva Rodríguez (Universidade de Sevilha) tem como principais objectivos o estudo do funcionamento da logística urbana desta cidade romana. Para tal, parte-se de uma base metodológica que se desenvolve a partir da economia circular: “Se parte de la hipótesis de que la ciudad antigua funcionaba de acuerdo con principios básicos de reutilización y aprovechamiento de productos y materiales, evidencias que pueden ser rastreadas a partir de diferentes aproximaciones arqueológicas, algunas más tradicionales, otras más novedosas”.
Catarina Viegas juntou-se mais uma vez à equipa na qual participam Jesús Acero, Ada Lasheras, Amanda Bravo, José Luis Rodríguez, e esta ano também Rui Almeida. A campanha que realizou em Maio centrou-se no tratamento e estudo de materiais. Os trabalhos incidiram no estudo de um conjunto de cerâmicas (comuns, ânforas e terra sigillata) recuperadas no ano passado, provenientes de um contexto de lixeira identificada no exterior de muralha, junto à porta de Gades. Além da intensa partilha de experiências e conhecimentos, estreitaram-se ainda mais os laços já fortes entre a Universidade de Lisboa e a Universidade de Sevilha.
Sobre o projecto CirCe: https://www.iaph.es/revistaph/index.php/revistaph/article/view/5567 https://www.youtube.com/watch?v=sg-L2XSXw3s |
The CirCe Project at the Roman City of Baelo Claudia (Bolonia) with the Participation of UNIARQ
For the third consecutive year, UNIARQ has taken part in the international project led by the University of Seville at the Roman city of Baelo Claudia. Directed by Oliva Rodríguez (University of Seville), the project’s main objective is to investigate the urban logistics of this Roman city. The research is based on a methodological framework inspired by the principles of the circular economy:"The project starts from the hypothesis that the ancient city functioned according to basic principles of reuse and the efficient use of products and materials, evidence that can be traced through different archaeological approaches, some more traditional and others more innovative."
Catarina Viegas once again joined the team, which includes Jesús Acero, Ada Lasheras, Amanda Bravo and José Luis Rodríguez, and this year was also joined by Rui Almeida. The fieldwork campaign carried out in May focused on the processing and study of archaeological materials. Particular attention was given to a group of ceramics (common wares, amphorae and terra sigillata) recovered during last year’s excavations from a rubbish disposal context identified outside the city walls, near the Gate of Gades.
In addition to the intensive exchange of experience and knowledge, the campaign further strengthened the already close ties between the University of Lisbon and the University of Seville. About the CirCe Project https://www.iaph.es/revistaph/index.php/revistaph/article/view/5567 https://www.youtube.com/watch?v=sg-L2XSXw3s |
INVESTIGADOR VISITANTE NA UNIARQ
VISITING RESEARCHER AT UNIARQ
VISITING RESEARCHER AT UNIARQ
Alberto Cruzado Romero (Universidad de Huelva)
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Entre abril e maio de 2026, o doutorando Alberto Cruzado Romero, da Universidade de Huelva, realizou uma estadia de investigação na UNIARQ - Centro de Arqueologia da Universidade de Lisboa, no âmbito de uma bolsa atribuída pela Universidade de Huelva e financiada pelo Banco Santander.
A sua investigação centra-se no estudo do papel desempenhado pela cidade tartéssica de Tejada la Vieja (Escacena del Campo, Huelva) nas redes de redistribuição dos metais provenientes da Faixa Piritosa Ibérica durante a I Idade do Ferro (séculos IX–V a.C.), tendo realizado sobre este mesmo tema uma aula aberta no dia 18 de maio na disciplina "Indígenas, Fenícios e Gregos na Península Ibérica". A sua tese, orientada por Clara Toscano Pérez (Universidade de Huelva) e José Suárez Padilla (Universidade de Málaga), procura compreender os mecanismos de interação entre populações locais e colonizadores fenícios, bem como a forma como essas relações contribuíram para a configuração do que atualmente compreendemos como Tartessos. Tejada la Vieja constitui um caso particularmente relevante para o estudo destes processos, por conservar o seu registo arqueológico praticamente intacto desde o abandono do sítio no século V a.C. As investigações desenvolvidas nas últimas décadas identificaram abundantes evidências de atividades metalúrgicas, incluindo escórias, moldes, cadinhos e outros elementos associados à transformação de metais. A investigação em curso procura aprofundar o conhecimento sobre os sistemas de produção, circulação e redistribuição de recursos minerais, propondo a existência de uma rede articulada através de cursos fluviais ligados à área mineira de Aznalcóllar e à desembocadura do Guadalquivir. Neste modelo, Tejada la Vieja teria funcionado como um importante centro de redistribuição e tratamento inicial dos minerais, articulando uma rede de assentamentos especializados e espaços portuários integrados em circuitos comerciais mediterrânicos e atlânticos. A estadia na UNIARQ tem permitido estabelecer paralelos com modelos semelhantes identificados na fachada atlântica portuguesa, em particular nos contextos arqueológicos de Lisboa e da Quinta do Almaraz. Estes núcleos apresentam igualmente evidências de atividades metalúrgicas e estruturas com possível dimensão ritual, além de terem desempenhado funções relevantes nas dinâmicas de redistribuição comercial associadas ao estuário do Tejo. O acesso aos recursos bibliográficos e à produção científica desenvolvida na UNIARQ tem contribuído para aprofundar a análise comparativa destes modelos de ocupação e circulação de bens. Paralelamente, a estadia está também a proporcionar formação em novas metodologias de estudo e documentação arqueológica, incluindo a utilização do sistema de digitalização cerâmica Laser Aided Profiler, disponibilizado pela UNIARQ, reforçando competências técnicas que poderão ser aplicadas em futuros projetos de investigação. |
Between April and May of 2026, doctoral researcher Alberto Cruzado Romero, from the University of Huelva, undertook a research stay at UNIARQ - Centre for Archaeology of the University of Lisbon, within the framework of a grant awarded by the University of Huelva and funded by Banco Santander.
His research focuses on the role played by the Tartessian city of Tejada la Vieja (Escacena del Campo, Huelva) within the redistribution networks of metals originating from the Iberian Pyrite Belt during the Early Iron Age (9th–5th centuries BC). On 18 May, he also delivered an open lecture on this topic as part of the course Indigenous Peoples, Phoenicians and Greeks in the Iberian Peninsula. His doctoral thesis, supervised by Clara Toscano Pérez (University of Huelva) and José Suárez Padilla (University of Málaga), seeks to understand the mechanisms of interaction between local populations and Phoenician colonisers, as well as the ways in which these relationships contributed to the formation of what we now understand as Tartessos. Tejada la Vieja represents a particularly significant case study for examining these processes, as its archaeological record has remained virtually undisturbed since the abandonment of the site in the 5th century BC. Research carried out over recent decades has identified abundant evidence of metallurgical activity, including slag, moulds, crucibles and other materials associated with metalworking. The ongoing research aims to deepen understanding of the systems of production, circulation and redistribution of mineral resources, proposing the existence of an interconnected network structured around river routes linked to the mining area of Aznalcóllar and the mouth of the Guadalquivir. Within this model, Tejada la Vieja would have functioned as a major centre for the redistribution and initial processing of minerals, coordinating a network of specialised settlements and port areas integrated into Mediterranean and Atlantic trade circuits. The research stay at UNIARQ - Centre for Archaeology of the University of Lisbon has enabled the establishment of parallels with similar models identified along the Portuguese Atlantic façade, particularly in the archaeological contexts of Lisbon and Quinta do Almaraz. These sites likewise present evidence of metallurgical activities and structures with a possible ritual dimension, in addition to having played important roles in the commercial redistribution dynamics associated with the Tagus estuary. Access to the bibliographic resources and scientific output produced at UNIARQ has contributed to a more in-depth comparative analysis of these models of settlement and circulation of goods. At the same time, the stay has also provided training in new methodologies for archaeological study and documentation, including the use of the Laser Aided Profiler ceramic scanning system made available by UNIARQ, thereby strengthening technical skills that may be applied in future research projects. |
AGENDA
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V Jornadas de Arqueologia da FLUL
Apresentação de Trabalhos de Mestrado em Arqueologia 2 e 3 de junho Anfiteatro III (Sala A201) da FLUL Programa e Livro de Resumos AQUI |
Curso Livre de Introdução à Fotogrametria
8 de junho Faculdade de Letras de Lisboa |
Curso Livre de Introdução à Fotografia de Materiais Arqueológicos
12 de junho Faculdade de Letras de Lisboa Inscrição Gratuita AQUI |
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Apresentação de Livro
Arqueologia nos Territórios da Literatura 12 de junho | 18h | AJHLP, Porto 16 de junho | 18h | SMS, Guimarães 24 de junho | 18h | AAP, Lisboa |
5th Roman Period Working Group Meeting of the International Council for Archaeozoology (ICAZ)
30 de junho a 3 de julho FLUL Mais informação e inscrições AQUI |
Participações em Congressos, Colóquios e Conferências
Participation in Congresses, Meetings and Conferences
Participation in Congresses, Meetings and Conferences
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Colóquio "Arqueologia Rural: da Investigação à Salvaguarda Patrimonial"
Participação de Elisa de Sousa, Samuel Melro, Sandra Lourenço e Tiago do Pereiro 8 de maio | Museu Arqueológico do Carmo, Lisboa Jornada "70 años de investigación del DAI en Munigua (1956-2026)"
«Las ánforas y la integración en redes comerciales» Comunicação de Carlos Fabião 13 de maio | Madrid (Espanha) "Alter Méditerranée - Sciences et arts en dialogue - Ateliers de la jeunesse méditerranéenne"
Seminário de Investigação GlobalMed «Autres Méditerranées: transferts, réappropriations» Participação de Mariana Diniz 18 e 20 de maio | Marselha (França) "45 ISA 2026: International Symposium on Archaeometry"
«Black is back – the igneous long blades mobility in Southwest Iberia during 3thMillenium BCE» Comunicação de Patrícia Jordão e César Neves 18 a 22 de maio | Turim (Itália) |
XIX Congreso de Máster en Arqueología Profesional y Gestión Integral del Patrimonio
«Gestión de la actividad arqueológica en Portugal, balances y perspectivas» Conferência de Ana Catarina Sousa 20 e 21 de maio | Alicante (Espanha) Congresso Internacional "LASA 2026: Republic & Revolution"
«Collaborative Methodologies in Audiovisual Production: the Experience of Nhimongueta Renda at Aldeia Tabaçu Reko Ypy, São Paulo, Brazil» Comunicação de Marianne Sallum e Francisco Silva Noelli 26 a 30 de maio | Paris (França) III Encontro de Arqueologia de Alcácer do Sal
Participação de Mariana Diniz e Tiago do Pereiro 30 de maio | Auditório Municipal de Alcácer do Sal |
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