Editorial
Mariana Diniz, Directora da UNIARQ / UNIARQ Director
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O primeiro Editorial da Primavera de 2026 dá-nos mais uma medida da passagem do tempo, do que se espera que o futuro venha a ser e da capacidade de um centro de investigação e dos seus investigadores em contribuírem activamente para a construção de uma sociedade mais informada, mais capaz de criticamente pensar os Presentes que lhe oferecem.
Para a UNIARQ, os seus ODS, Objectvos Desenvolvimento Sustentável importando a terminologia das Nações Unidas, constituem um programa de trabalhos visível neste número da UNIARQ Digital: consolidar campos de investigação fundamental; abrir novas linhas de trabalho em outras cronologias e geografias; reforçar a componente multidisciplinar recuperando o essencial do espirito humanista, fortalecer os laços com diferentes parceiros – poderes públicos, empresas, público interessados; promover a preservação do património cultural, ambiental; encorajar a pluralidade de perspectivas e pontos de observação procurando gerar um ecossistema cientifico marcado pela biodiversidade. Para além dos pontos que tratam de investigação fundamental, como os das análises tecno-tipológicas a partir de utensilagens líticas de diferentes cronologias, sobre a gestão da morte no 3º milénio AC ou sobre a história da ciência no século XIX em Portugal e o lugar dos Serviços Geológicos, a presença de Investigadores convidados e a participação da UNIARQ na Futurália e as apresentações no Isto é Arqueologia demonstram essa acção que prepara o futuro e que apresenta resultados. Mas ao longo do mês de Março muito do trabalho que se fez na UNIARQ e na Divisão de Apoio à Investigação da Faculdade de Letras da Lisboa é, nesta fase, ainda quase invisível. Um número recorde de projectos foi apresentado pelos Investigadores da UNIARQ ao concurso da Fundação para a Ciência e Tecnologia – 2026, e a todos queremos aqui deixar os nossos mais sinceros parabéns, pelo esforço feito para transformar novas questões e novas metodologias num programa de investigação consistente. Este trabalho, por enquanto quase invisível, traduz também o dinamismo da UNIARQ e, por isso, todos nos sentimos de parabéns. Que a sorte nos sorria, como se diz que faz aos audazes… Uma boa Páscoa para todos. |
The first Editorial of Spring 2026 once again gives us a sense of the passage of time, of what we expect the future to be, and of the capacity of a research centre and its researchers to actively contribute to building a more informed society – one better equipped to think critically about the presents it encounters.
For UNIARQ, its SDGs (Sustainable Development Goals), borrowing the terminology of the United Nations, constitute a programme of work that is clearly visible in this issue of UNIARQ Digital: consolidating fields of fundamental research; opening new lines of work across other chronologies and geographies; strengthening the multidisciplinary component by recovering the essence of the humanist spirit; reinforcing ties with different partners – public authorities, companies, and interested audiences; promoting the preservation of cultural and environmental heritage; and encouraging a plurality of perspectives and viewpoints, with the aim of fostering a scientific ecosystem marked by diversity. In addition to the topics devoted to fundamental research – such as techno-typological analyses based on lithic assemblages from different periods, studies on the management of death in the 3rd millennium BC, or research on the history of science in 19th-century Portugal and the role of the Geological Survey – the presence of visiting researchers, UNIARQ’s participation in Futurália, and the presentations at This is Archaeology! demonstrate this forward-looking activity, which both prepares the future and presents results. However, throughout the month of March, much of the work carried out at UNIARQ and within the Research Support Division of the School of Arts and Humanities of the University of Lisbon remains, at this stage, largely invisible. A record number of projects was submitted by UNIARQ researchers to the 2026 call of the Foundation for Science and Technology, and we would like to extend our sincere congratulations to all for the effort invested in transforming new questions and methodologies into consistent research programmes. This work – still largely unseen – also reflects the dynamism of UNIARQ, and for that reason, we all have cause for celebration. May fortune favour us, as it is said to favour the audacious… Wishing everyone a Happy Easter. |
NOTÍCIAS / NEWS
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“Isto é Arqueologia!”: Três projectos, três olhares sobre o passado e o presente da investigação arqueológica
No dia 25 de março, mais uma sessão do ciclo “Isto é Arqueologia!” reuniu na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa três apresentações que ilustram a diversidade e vitalidade da investigação arqueológica na UNIARQ, atravessando desde a reflexão crítica sobre a disciplina até às práticas laboratoriais e de campo.
A primeira intervenção, sobre o UPDOG – Desvendando as Histórias dos Cães Portugueses (https://doi.org/10.54499/2024.15279.PEX), coordenado por Cleia Detry (co-PI) e focado na história dos cães em Portugal desde o Mesolítico até ao período histórico. O projeto assenta numa abordagem multidisciplinar, integrando a criação de uma base de dados nacional, datações diretas (¹⁴C) e análises de Morfometria Geométrica (GMM) para investigar a evolução morfológica e social desta primeira espécie domesticada. Paralelamente à componente científica, o UPDOG aposta na divulgação pública, através de conteúdos digitais, um vídeo de boas práticas de escavação e exposições em museus, promovendo o diálogo entre investigação, património e sociedade. Seguiu-se a exposição de Jorge de Juan Ares sobre o projeto Ciudad de Vascos, uma notável cidade islâmica situada junto a um afluente do Tejo, ocupada entre os séculos X e XII. Resultado de décadas de investigação e de campanhas arqueológicas, o projecto atual, dirigido por Jorge de Juan e com a participação de uma equipa multidisciplinar internacional – entre os quais investigadores da UNIARQ – integra o estudo de contextos urbanos, cerâmicos e faunísticos. Yasmina Cáceres tem vindo a analisar o vasto espólio cerâmico, enquanto Cleia Detry e Manuel Fialho colaboram no estudo das faunas arqueológicas recolhidas desde 1999. Além da investigação científica, o projeto valoriza a dimensão formativa, acolhendo estudantes de licenciatura e mestrado da FLUL em campanhas de ensino arqueológico prático. A sessão encerrou com uma apresentação conduzida por Cristina Gameiro, Sérgio Gomes e Daniel Carvalho, que apresentou o balanço das atividades do 50Layers (https://doi.org/10.54499/2023.10940.25abr), financiado pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia no âmbito das Comemorações dos 50 anos do 25 de Abril. O projecto propõe-se a explorar a relação entre a Arqueologia Pré-histórica e as questões sociopolíticas contemporâneas, questionando o papel da disciplina na consolidação da democracia em Portugal. Estruturado em três tarefas principais: 1) análise de narrativas através de ciência de dados e inteligência artificial; 2) organização de workshops temáticos; 3) preparação de uma exposição colaborativa, o projeto procura compreender como o discurso arqueológico evoluiu ao longo do século XX e avaliar de que forma certas metodologias ainda refletem heranças de contextos autoritários. A sessão terminou com uma homenagem simbólica à participação cívica e à luta democrática, evocando o plenário estudantil de 25 de março de 1962, ocorrido em frente à FLUL.
O encontro demonstrou, uma vez mais, a pluralidade temática e metodológica que caracteriza a arqueologia produzida na UNIARQ – uma arqueologia atenta às relações entre passado e presente, comprometida com a formação de novas gerações e com a participação informada na vida democrática. |
"Isto é Arqueologia!" [This is Archaeology!] Three Projects, Three Perspectives on the Past and Present of Archaeological Research
On March 25, another session of the series “Isto é Arqueologia!” ("This Is Archaeology") brought together at the School of Arts and Humanities of the University of Lisbon three presentations that showcased the diversity and vitality of archaeological research at UNIARQ, spanning from critical reflections on the discipline to laboratory and field practices.
The first presentation focused on UPDOG – Uncovering Portuguese Dog Histories (https://doi.org/10.54499/2024.15279.PEX), coordinated by Cleia Detry (co-PI) and dedicated to the history of dogs in Portugal from the Mesolithic to the historical period. The project follows a multidisciplinary approach, combining the creation of a national database, direct radiocarbon dating (¹⁴C), and Geometric Morphometric (GMM) analyses to investigate the morphological and social evolution of this first domesticated species. Alongside the scientific dimension, UPDOG also prioritizes public outreach, producing digital content, a video on excavation best practices, and museum exhibitions, fostering dialogue between research, heritage, and society. The second presentation, by Jorge de Juan Ares, addressed the Ciudad de Vascos project – a remarkable Islamic city located near a tributary of the Tagus River and occupied between the 10th and 12th centuries. The result of decades of research and archaeological campaigns, the current project, directed by Jorge de Juan and involving an international multidisciplinary team (including researchers from UNIARQ), integrates the study of urban, ceramic, and faunal contexts. Yasmina Cáceres has been analysing the extensive ceramic collection, while Cleia Detry and Manuel Fialho collaborate on the study of the archaeological fauna recovered since 1999. Beyond its scientific scope, the project also values training opportunities, welcoming BA and MA students from FLUL in hands-on archaeological fieldwork campaigns.
The session concluded with a presentation by Cristina Gameiro, Sérgio Gomes, and Daniel Carvalho, providing an overview of the activities of the 50Layers project (https://doi.org/10.54499/2023.10940.25abr), funded by the Portuguese Foundation for Science and Technology (FCT) as part of the celebrations marking the 50th anniversary of the 25 April Revolution. The project explores the relationship between Prehistoric Archaeology and contemporary sociopolitical issues, questioning the discipline’s role in the consolidation of democracy in Portugal. Structured around three main tasks – (1) analysis of narratives through data science and artificial intelligence, (2) organization of thematic workshops, and (3) development of a collaborative exhibition – the project seeks to understand how archaeological discourse evolved throughout the 20th century and to assess how certain methodologies may still reflect legacies of authoritarian contexts. The session concluded with a symbolic tribute to civic participation and democratic struggle, evoking the student plenary of March 25, 1962, which took place in front of FLUL. The meeting once again highlighted the thematic and methodological plurality that defines archaeology at UNIARQ – a form of archaeology attentive to the connections between past and present, committed to training new generations, and engaged in informed participation in democratic life. |
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A Licenciatura em Arqueologia marcou presença na Futuralia 2026
No passado dia 17 de março, a Licenciatura em Arqueologia da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa (FLUL) esteve representada na Futuralia 2026, a maior feira de educação, formação e empregabilidade do país, que decorreu na FIL – Feira Internacional de Lisboa.
Em representação do curso, estiveram a docente Cleia Detry e as alunas Inês Gonçalves e Beatriz Blanquet, que divulgaram junto dos estudantes do ensino secundário o funcionamento da licenciatura, os principais conteúdos e metodologias de ensino, bem como as possibilidades de prosseguimento de estudos e saídas profissionais. Como é habitual, a feira contou com uma elevada afluência de visitantes, e o espaço da FLUL despertou grande interesse entre os jovens que procuram conhecer de perto a vida académica e as oportunidades de formação em Arqueologia. A Licenciatura marcou presença logo no primeiro dia da Futurália, contribuindo para inspirar a próxima geração de arqueólogas e arqueólogos. |
The Archaeology Degree at Futuralia 2026
On March 17, the Bachelor’s Degree in Archaeology from the School of Arts and Humanities of the University of Lisbon (FLUL) was represented at Futuralia 2026, Portugal’s largest education, training, and employability fair, held at the Lisbon International Fair (FIL).
Representing the course were lecturer Cleia Detry and students Inês Gonçalves and Beatriz Blanquet, who engaged with secondary-school students to explain how the Archaeology programme works, its structure and teaching methods, as well as the study paths and professional opportunities it offers. As in previous years, the fair attracted a very large audience, and the FLUL booth drew significant interest from young visitors eager to learn more about academic life and training opportunities in Archaeology. The degree programme was present on the very first day of the event, helping to inspire the next generation of archaeologists. |
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Tertúlia: os primeiros Serviços Geológicos e a Academia das Ciências de Lisboa
No dia 19 de março decorreu na Academia das Ciências de Lisboa mais uma tertúlia, dedicada a debater o papel desta Academia no desenvolvimento das Ciências em Portugal, em registo francamente informal.
Esta terceira tertúlia, coordenada e dinamizada pelos Académicos Manuel João Lemos de Sousa e João Luís Cardoso foi dedicada aos primórdios dos estudos geológicos em Portugal e aos primeiros ensaios da sua cartografia. Uma vez que estes levantamentos conduziram também à correcta identificação de antigos vestígios da presença humana no nosso território, Carlos Fabião, juntou-se a João Luís Cardoso na abordagem do tema, não somente das indagações geo-arqueológicas propriamente ditas, mas também da sua publicação e disseminação internacional e junto de um público letrado e urbano. Porque estes trabalhos geológicos estavam associados a instituições e agentes, Vanda Leitão interveio também, analisando as primeiras, sem esquecer os segundos. |
Discussion Session: The First Geological Services and the Lisbon Academy of Sciences
On March 19, another discussion session took place at the Lisbon Academy of Sciences, dedicated to debating the role of this Academy in the development of science in Portugal, in a distinctly informal setting.
This third session, coordinated and led by Academics Manuel João Lemos de Sousa and João Luís Cardoso, focused on the early stages of geological studies in Portugal and the first attempts at their cartography. As these surveys also led to the correct identification of ancient traces of human presence in our territory, Carlos Fabião joined João Luís Cardoso in addressing the topic—not only the geo-archaeological investigations themselves, but also their publication and international dissemination, as well as their reach among an educated urban audience. Since these geological works were associated with institutions and key figures, Vanda Leitão also contributed, analyzing the former while not overlooking the latter. |
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Inovação tecnológica no Paleolítico Superior: o papel do tratamento térmico do cherte
Foi publicado recentemente um artigo na revista Archaeological and Anthropological Sciences (doi.org/10.1007/s12520-026-02420-w) que apresenta uma investigação desenvolvida maioritariamente no âmbito do doutoramento de Julie Bachellerie. O estudo centra-se numa inovação técnica do Solutrense (c. 26–23,5/23 mil anos cal BP) no sudoeste de França: o tratamento térmico do cherte.
O tratamento térmico consiste num processo intencional de aquecimento que altera as propriedades mecânicas do cherte, melhorando frequentemente a qualidade da matéria-prima e facilitando determinadas etapas do talhe. No entanto, apesar das suas vantagens, a utilização desta técnica durante o Solutrense permanece ainda pouco documentada. Este trabalho analisa cerca de vinte conjuntos líticos do sudoeste de França, combinando a identificação macroscópica de vestígios de aquecimento com análises tecnoeconómicas e experimentação (aquecimento e talhe). Os resultados mostram que esta técnica não era generalizada nem sistemática. Surge sobretudo associada à produção de pontas de folha de loureiro, um dos artefactos mais emblemáticos do Solutrense. As experiências confirmam que o aquecimento facilita fases delicadas do talhe, nomeadamente o adelgaçamento bifacial e o retoque por pressão, embora a raridade de peças tratadas indique um processo exigente e selectivo.
A concentração de peças tratadas termicamente em poucos sítios, frequentemente associados a fases avançadas de produção, sugere uma organização espacial segmentada e, possivelmente, o armazenamento ou circulação destes artefactos. A sua produção parece, assim, refletir um planeamento deliberado e a antecipação de necessidades futuras. |
Technological innovation in the Upper Paleolithic: the role of heat treatment of chert
A recent article was published in the journal Archaeological and Anthropological Sciences (doi.org/10.1007/s12520-026-02420-w) presenting research largely carried out as part of Julie Bachellerie’s PhD work. It focuses on a Solutrean technical innovation (ca. 26–23.5/23 ka cal BP) in southwestern France: the heat treatment of chert.
Heat treatment is an intentional heating process that modifies the mechanical properties of chert, often improving the quality of the raw material and facilitating certain stages of knapping. However, despite its advantages, the use of this technique during the Solutrean period remains poorly documented.
This study examines around twenty lithic assemblages from southwestern France, combining the macroscopic identification of heat-treatment traces with techno-economic analysis and experimental heating and knapping.
The results show that this technique was neither widespread nor systematic. It appears mainly associated with the production of laurel-leaf points, one of the most emblematic Solutrean artefacts. Experiments confirm that heating facilitates delicate stages of knapping, particularly bifacial thinning and pressure retouch, although the rarity of heated artefacts suggests a costly and selective process. The concentration of heat-treated pieces at only a few sites, often linked to advanced stages of production, suggests spatially segmented production and possibly the storage or circulation of these artefacts. Their manufacture therefore appears to reflect deliberate planning and anticipation of future needs.
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Julie Bachellerie; Tradução para português revista por André Pereira
INVESTIGAÇÃO NA UNIARQ
RESEARCH AT UNIARQ
RESEARCH AT UNIARQ
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Um Arado sobre os Ossos dos Mortos: a construção das paisagens mortuárias no 3º milénio AC, a partir de uma abordagem integrada das práticas de gestão da morte no recinto do Porto Torrão
Equipa de orientação:
Mariana Diniz – UNIARQ | FLUL Sérgio Monteiro-Rodrigues – CITCEM | FLUP Miguel Almeida – Morph | Grupo Octopetala Breve descrição do projecto:
O 3.º milénio A.C. caracteriza‑se, em toda a Península Ibérica, pela emergência de centralidades monumentalizadas, pelo crescimento das redes culturais e económicas de longa distância, e por uma intensificação sem precedentes da estratificação social e antropização da paisagem. Contudo, apesar de amplamente reconhecidos, estes fenómenos permanecem profundamente debatidos, exigindo estudos integrados que articulem práticas sociais, gestão da morte, estruturas de poder e territorialidade [18; 22]. Este projecto de doutoramento pretende compreender como as comunidades do 3.º milénio AC produziram, transformaram e usaram as suas paisagens mortuárias, tomando como caso de estudo o recinto calcolítico de Porto Torrão, um dos maiores e mais complexos recintos da Pré‑história Recente do Sul de Portugal. Integrado numa rede de “lugares centrais” [4; 20], o sítio apresenta uma extraordinária diversidade de práticas mortuárias, dentro e fora do recinto; em fosso, fossa ou sepulcros colectivos; em necrópoles ou isolados; em posição primária ou mostrando intensa manipulação dos restos humanos [15; 19; 21; 23]. Esta diversidade não é apenas arqueológica: ela reflete formas distintas de viver e pensar a morte, e é precisamente nesse espaço simbólico que este projecto se inscreve. Parto de três premissas estruturantes: (1) A morte, enquanto ritualização, constitui um momento crítico de coesão comunitária e reconstrução identitária [7; 8; 13; 16]; (2) O registo arqueológico preserva materialmente traços das performances sociais associadas à gestão da morte que permitem inferir dimensões simbólicas, económicas e políticas [11; 12; 15; 17]; (3) A interpretação destes traços exige, desde a escavação, uma abordagem holística, transdisciplinar combinando arqueotanatologia, antropologia da morte, geoarqueologia, análises laboratoriais e diferentes tecnologias de prospeção [6; 9; 10; 11; 12; 14; 15; 24]. Ao mesmo tempo, o projeto responde a uma necessidade crítica: grande parte do conhecimento disponível sobre Porto Torrão resulta de Arqueologia Preventiva, que, devido ao modelo adoptado, apresenta limitações estruturais — reduzida integração multidisciplinar, áreas de intervenção condicionadas e baixas taxas de processamento laboratorial [1; 2; 3]. Estas limitações produziram um défice de impacto científico e social que este doutoramento pretende colmatar através de uma revisão crítica, sistematização e valorização dos dados acumulados ao longo de décadas.
Financiado pela FCT, no contexto das Bolsas de Doutoramento, da linha em ambiente não académico, o projeto assenta em dois eixos complementares: 1. Investigação Fundamental Analisar de forma integrada as práticas mortuárias de Porto Torrão para compreender:
Propor protocolos adequados para a Arqueologia Preventiva, reforçando:
Análise tecno-tipológica de materiais cerâmicos. Criação de modelos fotográficos bi- e tridimensionais obtidos a partir de fotogrametria digital e image tiling com focus stacking / Techno-typological analysis of ceramic materials. Creation of two- and three-dimensional photographic models using digital photogrammetry and image tiling with focus stacking
Através da revisão de coleções arqueológicas, prospeção geofísica, inventariação de soluções funerárias e definição de redes de aprovisionamento, o projeto visa produzir um modelo interpretativo robusto para Porto Torrão e sua integração no sudoeste peninsular e, simultaneamente, propor uma metodologia exportável para outros contextos de Arqueologia Preventiva em Portugal.
No final, este doutoramento pretende não só aprofundar o conhecimento sobre a gestão social da morte no 3.º milénio AC, mas também contribuir para a preservação da memória histórica, para a optimização das práticas arqueológicas e para a valorização de um património único, cuja relevância transcende a comunidade científica. |
A Plough over the Bones of the Dead: The Construction of Mortuary Landscapes in the 3rd Millennium BC through an Integrated Approach to Death Management Practices at the Porto Torrão Enclosure
Supervising Team:
Mariana Diniz – UNIARQ | FLUL Sérgio Monteiro-Rodrigues – CITCEM | FLUP Miguel Almeida – Morph | Octopetala Group Project Overview:
The 3rd millennium BC is characterised, across the entire Iberian Peninsula, by the emergence of monumentalised centres, the expansion of long-distance cultural and economic networks, and an unprecedented intensification of social stratification and landscape anthropization. However, although widely recognised, these phenomena remain the subject of intense debate, requiring integrated studies that bring together social practices, the management of death, power structures and territoriality [18; 22]. This PhD project aims to understand how communities of the 3rd millennium BC created, transformed and utilised their funerary landscapes, using the Chalcolithic site of Porto Torrão — one of the largest and most complex sites from the Recent Prehistory of southern Portugal — as a case study. As part of a network of “central places” [4; 20], the site exhibits an extraordinary diversity of mortuary practices: inside and outside the enclosure; in ditches, pits, or collective tombs; in necropolises or isolated contexts; in primary deposition or showing intensive manipulation of human remains [15; 19; 21; 23]. This diversity is not merely archaeological — it reflects different ways of living and conceptualizing death, and it is within this symbolic space that the project is situated. The research is grounded on three key premises:
(1) Death, as a ritualized process, represents a critical moment of community cohesion and identity reconstruction [7; 8; 13; 16]; (2) The archaeological record materially preserves traces of social performances associated with the management of death, allowing us to infer symbolic, economic, and political dimensions [11; 12; 15; 17]; (3) Interpreting these traces requires a holistic, transdisciplinary approach from the excavation stage onward, combining archaeothanatology, anthropology of death, geoarchaeology, laboratory analyses, and a range of survey technologies [6; 9; 10; 11; 12; 14; 15; 24]. At the same time, the project addresses a critical issue: much of the existing knowledge about Porto Torrão derives from Preventive Archaeology, which — due to its operational framework — presents structural limitations, including limited multidisciplinary integration, constrained intervention areas, and low rates of laboratory processing [1; 2; 3]. These limitations have resulted in a gap in both scientific and social impact, which this PhD seeks to overcome through the critical revision, systematization, and enhancement of data accumulated over decades. Funded by the Portuguese Foundation for Science and Technology (FCT), within the framework of PhD grants in a non-academic environment, the project is structured around two complementary axes:
1. Fundamental Research To analyze Porto Torrão’s mortuary practices in an integrated manner, in order to understand:
To propose improved protocols for Preventive Archaeology, strengthening:
Ultimately, this PhD aims not only to deepen our understanding of the social management of death in the 3rd millennium BC, but also to contribute to the preservation of historical memory, the improvement of archaeological practices, and the valorization of a unique heritage whose relevance extends far beyond the scientific community. |
Bibliografia / Bibliography:
- Almeida, M. (2022). Vitaminas ou Cianeto: que solução para uma Arqueologia de empresas? Al-Madan. IIª série (25): 130-137.
- Almeida, M. & Neves, M. (2006). Arqueologia low-cost: fatalidade nacional ou opção de classe? Al-Madan. IIª série (14): 86-91.
- Almeida, M. J. (2022). Conservação pelo Registo: qual registo? IIª série (25): 94-98.
- Aranda Jiménez, G.; Lozano Medina, A.; Escudero Carrillo, J.; Sánchez Romero, M., Alarcón García, E.; Fernández Martín, S., Díaz-Zorita Bonilla, M. & Barba Colmenero, V. (2016). Cronología y temporalidad de los recintos de fosos prehistóricos: el caso de Marroquíes Bajos (Jaén). Trabajos De Prehistoria, 73(2), 231–250. https://doi.org/10.3989/tp.2016.12171
- Arnaud, J. M. (1993). O povoado calcolítico de Porto Torrão (Ferreira do Alentejo): síntese das investigações realizadas. Vipasca 2, Aljustrel, Câmara Municipal de Aljustrel: 41-61.
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- Corga, M. (2022). Os Vivos depois da Morte uma abordagem à gestão mortuária dos Tholoi 1 e 2 da Horta do João da Moura 1 (Ferreira do Alentejo) durante o 3º milénio AC. Dissertação de Mestrado apresentada à Faculdade de Letras da Universidade do Porto. https://hdl.handle.net/10216/145030
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- Evangelista, L.S. (2017). Resting in Peace or in Pieces? Tomb I and death management in the 3rd millennium BC at the Perdigões Enclosure (Reguengos de Monsaraz, Portugal). Tese de doutoramento em Antropologia Biológica apresentada ao Departamento de Ciências da Vida. Faculdade de Ciências e tecnologia. Universidade de Coimbra. http://hdl.handle.net/10316/81204
- Hallam, E., Hockey, J., & Howarth, G. (1999). Beyond the Body: Death and Social Identity (1st ed.). Routledge. https://doi.org/10.4324/9780203982174
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- Neves, M. J. (2019). O contributo da Arqueotanatologia para a compreensão das práticas Funerárias nos 4º e 3º milénios a.c. no Sul de Portugal: Os hipogeus de Monte Canelas I (Portimão, Faro) e Monte do Carrascal 2 (Ferreira do Alentejo, Beja). Tese no âmbito do Doutoramento em Antropologia, Antropologia Biológica apresentada ao Departamento de Ciências da Vida. Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra. http://hdl.handle.net/10316/90757
- Parker Pearson, M. (2000). The archaeology of death and burial. College Station: Texas A&M University Press.
- Stutz, L. N. & Tarlow, S. (eds), The Oxford Handbook of the Archaeology of Death and Burial (2013; online edn, Oxford Academic, 1 Aug. 2013). https://doi.org/10.1093/oxfordhb/9780199569069.001.0001
- Vale, A. (2019). Possibilidades para pensar a arquitetura dos recintos murados da Pré-história Recente. In S. LOPES (coord.). Olhares Sobre Castelo Velho De Freixo De Numão: Revisitar Um Recinto Pré-Histórico Do Alto Douro Português, 329-355. Portugal: DigitAR Monografias. https://doi.org/10.14195/2182-844X_EX1
- Valera, A. C. (ed.) (2014). Recent Prehistoric Enclosures and Funerary Practices in Europe. Proceedings of the International Meeting held at the Gulbenkian Foundation. BAR International Series 2676: Oxford.
- Valera, A.C. (2016). Ditched enclosures and the ideologies of death in the late Neolithic and Chalcolithic South Portugal. In: V. ARD & L. PILLOT (eds.). Giants in the Landscape: monumentality and territories in the European Neolithic. Proceedings of the XVII UISPP World Congress (1-7 September, Burgos, Spain). Vol. 3 / Session A25d. (pp.69-84). Archeopress Archaeology. Gordon House. http://www.monument.ufg.uni-kiel.de/fileadmin/projekte/common/fmsd18/Megaliths_Societies_Landscapes_3.pdf
- Valera, A.C. (2021). “‘Death in the Occident Express’: Social Breakdown in Southwestern Iberia at the End of the 3rd Millennium BC”. In In: LOPES, S.; GOMES, S. (eds.). Between the 3rd and 2nd Between the 3rd and 2nd Millennia BC: Exploring Cultural Millennia BC: Exploring Cultural Diversity and Change in Diversity and Change in Late Prehistoric Communities Late Prehistoric Communities. Archaeopress 2021: 105-118.
- Valera, A. C. & Evangelista, L. (eds.). (2010). Session WS29: The Idea of Enclosure in Recent Iberian Prehistory. in Proceedings of the XV world congress (Lisbon, 4-9 September 2006).36. BAR International Series 2124. Reino Unido: Archaeopress. http://hdl.handle.net/10261/27359.
- Valera, A.C., Figueiredo, M., Lourenço, M., Evangelista, L. S., Basílio, A. C., Wood, R. (2019). O Tholos de Cardim 6. Porto Torrão, Ferreira do Alentejo (Beja). Era Monográfica. 3. https://www.era-arqueologia.pt/publicacoes/eramonografica/69
- Wood, M. (2022). Recent Developments in Archaeometry. Murphy & Moore Publishing. 242p.
INVESTIGADOR VISITANTE NA UNIARQ
VISITING RESEARCHER AT UNIARQ
VISITING RESEARCHER AT UNIARQ
José Luis Caro (Universidad de Málaga)
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José Luis Caro, investigador e docente da Universidade de Málaga, realizou no dia 9 de março, na Faculdade de Letras de Lisboa, uma conferência centrada na utilização de tecnologias digitais para a valorização e comunicação do património arqueológico. A iniciativa integrou-se no programa da disciplina Indígenas, Fenícios e Gregos na Península Ibérica e abordou, em particular, o desenvolvimento de experiências de modelação 3D e de realidade virtual aplicadas ao património fenício da região de Málaga.
Responsável desde 2018 pela Cátedra Estratégica de Tecnologia de Vanguarda em Humanidades, José Caro tem desenvolvido investigação que cruza diferentes áreas do conhecimento, articulando informática, matemática e arqueologia. Entre as suas principais linhas de trabalho destacam-se a aplicação da datação por radiocarbono e de modelos bayesianos ao estudo da pré- e proto-história, bem como o uso de ferramentas digitais na análise e divulgação do património histórico. Durante a sessão, o investigador apresentou alguns projetos desenvolvidos no âmbito destas iniciativas, dedicados especificamente à criação de reconstruções digitais de contextos arqueológicos fenícios da baía de Málaga. Entre os casos abordados destacou-se o sítio do Cerro del Villar, atualmente em escavação sob direção de José Suárez Padilla, onde os trabalhos se concentram na área da chamada Casa do Embarcadero e na reconstrução de uma embarcação fenícia. Foram também apresentados os resultados de iniciativas de documentação e divulgação associadas aos santuários identificados na Calle Cister, no centro urbano de Málaga, estudados por Ana Arancibia e Bartolomé Mora-Serrano. Através da criação de ambientes virtuais e reconstruções tridimensionais, estas iniciativas procuram não apenas apoiar a investigação científica, mas também oferecer novas formas de interpretação e comunicação do passado. Segundo o investigador, a integração de tecnologias imersivas constitui hoje uma ferramenta fundamental para aproximar a arqueologia do público e reforçar a valorização do património histórico da região. |
José Luis Caro, researcher and lecturer at the University of Málaga, delivered a lecture on 9 March at the School of Arts and Humanities of the University of Lisbon, focusing on the use of digital technologies for the enhancement and communication of archaeological heritage. The initiative formed part of the programme of the course Indigenous Peoples, Phoenicians and Greeks in the Iberian Peninsula and addressed, in particular, the development of 3D modelling and virtual reality experiences applied to the Phoenician heritage of the Málaga region.
Since 2018, José Caro has been responsible for the Strategic Chair in Cutting-edge Technology in the Humanities, where he has carried out research that brings together different fields of knowledge, combining computer science, mathematics and archaeology. His main lines of research include the application of radiocarbon dating and Bayesian modelling to the study of prehistory and protohistory, as well as the use of digital tools in the analysis and dissemination of historical heritage. During the session, the researcher presented several projects developed in the context of these initiatives, specifically dedicated to the creation of digital reconstructions of Phoenician archaeological contexts in the Bay of Málaga. Among the case studies discussed was the site of Cerro del Villar, currently under excavation under the direction of José Suárez Padilla, where work is concentrated in the area of the so-called Casa del Embarcadero and on the reconstruction of a Phoenician vessel. The results of documentation and dissemination initiatives related to the sanctuaries identified in Calle Cister, in the urban centre of Málaga, studied by Ana Arancibia and Bartolomé Mora-Serrano, were also presented. Through the creation of virtual environments and three-dimensional reconstructions, these initiatives aim not only to support scientific research but also to offer new ways of interpreting and communicating the past. According to the researcher, the integration of immersive technologies now constitutes a fundamental tool for bringing archaeology closer to the public and for strengthening the appreciation of the region’s historical heritage.
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PEÇA DO MÊS
ARTEFACT OF THE MONTH
ARTEFACT OF THE MONTH
Bibliografia / Bibliography:
FARAONE, C.A. (2014) - Inscribed Greek Thunderstones as House- and Body-Amulets in Roman Imperial Times. Kernos [Online], 27.DOI: https://doi.org/10.4000/kernos.2283
KLIMSCHA, F. (2025) - Axes make the man. The social and economic value of axe blades in the Neolithic. In RISCH, R., PERNICK, E. & MELLER, H. (ed.), The social value of prehistoric axes - new archaeological and archaeometric approaches. Heidelberg: Propylaeum. pp.47-64.DOI: https://doi.org/10.11588/propylaeum.1474.c21011
PETREQUIN P.; PETREQUIN, A-M. (2020) - Ecology of a tool: The Ground Stone Axes of Irian Jaya (Indonesia). Oxbow Books.
WHITE, J. P. (1979) - Recreating the stone age. Popular Archaeology. pp.19–21.
FARAONE, C.A. (2014) - Inscribed Greek Thunderstones as House- and Body-Amulets in Roman Imperial Times. Kernos [Online], 27.DOI: https://doi.org/10.4000/kernos.2283
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PETREQUIN P.; PETREQUIN, A-M. (2020) - Ecology of a tool: The Ground Stone Axes of Irian Jaya (Indonesia). Oxbow Books.
WHITE, J. P. (1979) - Recreating the stone age. Popular Archaeology. pp.19–21.
AGENDA
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Workshop
"Pluralidade, Arqueologia, Democracia" 7 de abril | 14h30-18h30 Faculdade de Letras de Coimbra |
1.º Curso Livre de Arqueologia UNIARQ
7 de abril a 2 de junho Faculdade de Letras de Lisboa Inscrições AQUI |
Aula Aberta/Conferência
Deu gente... e agora? Questões estratégicas, metodológicas e interpretativas do ponto de vista do(a) Arqueólogo(a). por Mónica Corga 8 de abril | 11h00- 12h30 Faculdade de Letras de Lisboa Entrada livre |
V Encontro Peninsular de Numismática Antiga (EPNA)
"Guerra e Moeda" 9 a 11 de abril Faculdade de Letras da Universidade do Porto Mais informação AQUI |
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Prehistoric Textile Tool Kits: From the Baltic to the Mediterranean
13 de abril Faculdade de Arqueologia da Universidade de Varsóvia Mais informação AQUI |
X Feira do Livro Arqueológico UNIARQ
20 a 24 de abril Sala A111 ("Gabinete Verde") da Faculdade de Letras de Lisboa Preçário AQUI |
Conferência
Astérix vai à Escola, na Lusitânia por Carlos Fabião e António Marques 23 de abril | 18h | Anfiteatro III da Faculdade de Letras de Lisboa |
Aula Aberta/Conferência
Povoado de Cabanas de Santa Sofia: 20 anos depois. Entre indígenas e fenícios no vale do Tejo por João Pimenta 27 de abril | 12h30-14h00 Faculdade de Letras de Lisboa Entrada livre |
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International Workshop
«Exploring Textile Transitions in the Long 2nd Millennium BCE (2200 - 800 BCE): Bronze Age Portugal in its Mediterranean and European Context» 28 e 29 de abril Faculdade de Letras de Lisboa Programa AQUI |
DIA ABERTO FLUL
"Uma vida em Letras, um só dia" 29 de abril Faculdade de Letras de Lisboa Pré-inscrições AQUI |
ISTO É ARQUEOLOGIA!2025-2026
29 de abril | 17h00 Sala C130 (Anfiteatro 2) da FLUL Entrada Livre Mais informação e programa AQUI |
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5th Roman Period Working Group Meeting of the International Council for Archaeozoology (ICAZ)
30 de junho a 3 de julho de 2026 FLUL Mais informação e inscrições AQUI |
Participações em Congressos, Colóquios e Conferências
Participation in Congresses, Meetings and Conferences
Participation in Congresses, Meetings and Conferences
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«The Bay of Lagos in Antiquity: the evidence from Monte Molião»
Palestra de Ana Margarida Arruda 3 de março | São Brás e Lagoa Mesa Redonda "Ser Mulher Trabalhadora, Antes e Depois do 25 de Abril"
Participação de Ana Margarida Arruda 7 de março | Casa Sindical de Campanhã «A Geofísica aplicada à Arqueologia: história, métodos e exemplos»
Aula Aberta/Conferência de Tiago do Pereiro 9 de março | Faculdade de Letras de Lisboa Mulheres na arqueologia: (estrati)grafias 4 "Nos 50 anos da morte de Agatha Christie"
Participação de Catarina Costeira, Elsa Luis e Francisco B. Gomes 11 de março | Auditório Adriano Moreira «A Necrópole do Bronze do Sudoeste de Casas Velhas (Grândola) e a construção de uma identidade cultural no Sudoeste Peninsular»
Conferência de Joaquina Soares e Carlos Tavares da Silva 11 de março | Academia Portuguesa da História e Online Programa "Amigos à Conversa"
«O passado da Serra da Ota» Entrevista a André Texugo 14 de março | Rádio Alta Tensão |
Tertúlia: "Os primeiros Serviços Geológicos e a Academia das Ciências de Lisboa"
Participação de Carlos Fabião e João Luis Cardoso 19 de março | Academia das Ciências de Lisboa Podcast "Histórias de Lisboa"
«Fenícios, os fundadores de Lisboa» Entrevistas a Elisa de Sousa 20 de março | Online Encontro "Nós do Tejo. Dos caçadores recoletores ao mundo romano"
Participação de Ana Margarida Arruda, Catarina Viegas, Elisa de Sousa e João Pimenta 21 de março | Casa do Brasil (Santarém) «Sob a Rocha: metodologia e desafios da escavação de contextos do Paleolítico em ambiente cársico»
Aula aberta / Conferência de Luis Gomes 23 de março | Faculdade de Letras de Lisboa Isto é Arqueologia! 2025/2026
Participação de Cleia Detry, Cristina Gameiro, Jorge de Juan Ares, Manuel Fialho Silva e Yasmina Cáceres Gutiérrez 25 de março | Faculdade de Letras de Lisboa |
Provas Académicas
Academic Examinations
Academic Examinations
Tese de Doutoramento / PhD Thesis "Poder e Representação: O culto imperial na Hispânia (séc. III-IV d. C.)"
por/by Sara Carolina Henriques Ferreira dos Reis
14 de abril | 10h00 | Sala D. Pedro V da FLUL e Online (Teams)
por/by Sara Carolina Henriques Ferreira dos Reis
14 de abril | 10h00 | Sala D. Pedro V da FLUL e Online (Teams)
Provas de Defesa de Projecto de Tese de Doutoramento em Arqueologia e Pré-história "Produção monetária na fachada atlântica da Península Ibérica até ao reinado de Augusto"
por/by Alice Ferreira Godinho Baeta
15 de abril | 10h00 | Online (Teams)
por/by Alice Ferreira Godinho Baeta
15 de abril | 10h00 | Online (Teams)
Tese de Doutoramento / PhD Thesis "Os meados do Iº Milénio a.C. no Baixo Ardila"
por/by Rui Manuel Gusmão Monge Soares
28 de abril | 10h30 | Sala D. Pedro V da FLUL e Online (Teams)
por/by Rui Manuel Gusmão Monge Soares
28 de abril | 10h30 | Sala D. Pedro V da FLUL e Online (Teams)
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