Editorial
Mariana Diniz, Directora da UNIARQ / UNIARQ Director
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Previam Pericot García e Maluquer de Motes, na edição portuguesa de A Humanidade Pré-histórica (1971, Livros RTP – Biblioteca de Bolsa da Verbo, n.º 37), que no futuro não muito distante, a Pré-história, disciplina então ainda jovem, viria a transformar-se com a maturação dos métodos de análise, num campo de conhecimento verdadeiramente cientifico, onde os gráficos, as tabelas, os diagramas e a estatística substituiriam impressões e intuições, insuficientemente infundadas sobre as sociedades do Passado e o seu devir. Previsão mais certeira será difícil de encontrar. Foi este um dos caminhos fundamentais da disciplina seguindo as tendências dominantes de outras áreas do conhecimento, também elas dominantes.
Esta mesma capacidade de previsão seria, agora, decisiva, num principio de ano em que o mundo como o conhecemos já não existe – à pequeníssima escala da comunidade cientifica e à grande escala dos assuntos internacionais – o podermos, a partir do conhecimento gerado pelas Ciências Sociais e Humanas, calcular o futuro breve, tomando as necessárias medidas para antecipar catástrofes sociais, como fazem os nossos colegas da Meteorologia com a fúria dos ciclones. Mas é esta incapacidade de reduzir os sistemas sociais, na sua acção e reacção, a uma tabela periódica onde, como acontece com os elementos químicos, tão previsíveis na sua temperatura de fusão ou de evaporação, se definissem as propriedades dos corpos e das suas dinâmicas que distingue as Humanidades das ciências duras. E esta distinção é fundamental porque reconhece a Liberdade, possível aos indivíduos e aos colectivos, que não existe nas outras esferas. Ao contrário dos cometas de rota pré-determinada, às sociedades é possível escolher caminhos alternativos e aqui, sim, a nossa voz deve ser ouvida, porque entre os múltiplos caminhos possíveis há, inequivocamente, alguns que não devem ser trilhados, porque já sabemos – com a clareza da tabela periódica – aonde nos conduzem, e o sofrimento e a destruição que envolvem. É hoje, infelizmente, fácil explicar aos estudantes o que é uma “construção de agendas cientificas”, quando a Defesa se torna um tópico prioritário de investigação, numa Europa em re-armamamento efectivo. Na UNIARQ, não desenvolvemos projectos que permitam construir drones ou misseis de longo alcance, mas desenvolvemos projectos onde encontramos os vestígios deixados pelos conflitos do Passado, como é visível na obra premiada de João Pimenta, pelos impactos de outras armas e pelas tecnologias do seu fabrico, pelas cidades que se amuralham, e por muralhas que se derrubam. Desenvolvemos também projectos, e este número revela mais uma vez essa prática constante, que se debruçam sobre as redes de circulação, de matérias-primas, de tecnologias, de animais e de objectos, comuns ou de luxo, da recente introdução do gato doméstico, à circulação das pedras verdes que que se fabricam adornos, ou às cerâmicas que circulam pelo Mediterrâneo, numa construção de redes, de diferentes escalas e amplitudes, que demonstram que a História também se faz de interacções, para manter a metáfora atómica, de carga positiva. Começamos o Ano de 2026, inquietos. Os números felizes da badana inicial deste número são aqueles que queremos continuar a poder mostrar no princípio de cada ano e para esse fim dirigimos a nossa acção individual e colectiva. Para terminar, votos de um excelente Ano Novo, porque, também como cientista social, não seria possível olhar o futuro sem a fundamental dimensão da Esperança. |
Pericot García and Maluquer de Motes predicted, in the Portuguese edition of Prehistoric Humanity (1971, Livros RTP – Biblioteca de Bolsa da Verbo, no. 37), that in a not-too-distant future Prehistory, a discipline still young at the time, would be transformed, with the maturation of analytical methods, into a truly scientific field of knowledge, in which graphs, tables, diagrams, and statistics would replace impressions and intuitions that were insufficiently grounded about societies of the Past and their future development. A more accurate prediction would be hard to find. This became one of the fundamental paths of the discipline, following the dominant trends of other areas of knowledge, themselves also dominant.
That same capacity for prediction would now be decisive, at the beginning of a year in which the world as we know it no longer exists – both on the very small scale of the scientific community and on the large scale of international affairs – allowing us, on the basis of knowledge generated by the Social Sciences and the Humanities, to calculate the near future and to take the necessary measures to anticipate social catastrophes, as our colleagues in Meteorology do with the fury of cyclones. It is also this inability to reduce social systems, in their action and reaction, to a periodic table in which, as with chemical elements – so predictable in their melting or boiling points – the properties of bodies and their dynamics could be defined, that distinguishes the Humanities from the hard sciences. This distinction is fundamental because it recognizes the Freedom that is possible for individuals and collectives, and which does not exist in other spheres. Unlike comets with predetermined trajectories, societies can choose alternative paths, and here, indeed, our voice must be heard, because among the multiple possible paths there are unequivocally some that should not be taken, because we already know – with the clarity of the periodic table – where they lead: the suffering and destruction they entail. Today, unfortunately, it is easy to explain to students what a “construction of scientific agendas” is, when Defense becomes a priority topic of research in a Europe undergoing effective rearmament. At UNIARQ, we do not develop projects that make it possible to build drones or long-range missiles, but we do develop projects in which we find the traces left by conflicts of the Past, as can be seen in the award-winning work of João Pimenta: the impacts of other weapons and the technologies of their manufacture, cities that fortify themselves, and walls that are torn down. We also develop projects – and this issue once again reveals that constant practice – that focus on networks of circulation: of raw materials, technologies, animals, and objects, common or luxury items; from the recent introduction of the domestic cat, to the circulation of green stones used to make ornaments, or the ceramics that move through the Mediterranean, in a construction of networks of different scales and reach, which demonstrate that History is also made of interactions with positive charge, to maintain the atomic metaphor. We begin the year 2026 uneasy. The encouraging figures on the opening flap of this issue are those we wish to continue to be able to present at the beginning of each year, and to that end we direct our individual and collective action. To conclude, best wishes for an excellent New Year, because, also as a social scientist, it would not be possible to look to the future without the fundamental dimension of Hope. |
BALANÇO 2025
REVIEW 2025
REVIEW 2025
NOTÍCIAS / NEWS
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Ophiussa 9 (2025) já disponível!
No passado dia 19 de Dezembro foi disponibilizado o novo volume da revista Ophiussa.
Este número assinala uma mudança importante na história desta publicação, uma vez que passa a existir exclusivamente em formato digital, deixando de contar com edição impressa. Esta opção, apesar de condicionada por fatores exteriores à nossa unidade de investigação, acaba por reforçar a acessibilidade e a difusão internacional dos conteúdos científicos publicados. O volume 9, correspondente a 2025, integra um total de 10 artigos científicos e cinco recensões bibliográficas, da autoria de 37 investigadores provenientes de instituições nacionais e, maioritariamente, internacionais, refletindo a crescente projeção e diversidade da revista. A versão digital deste novo volume da revista Ophiussa, em acesso aberto, encontra-se disponível em ophiussa.letras.ulisboa.pt/index.php/ophiussa/issue/view/10. Recorda-se ainda que a revista está atualmente indexada em várias bases de dados de referência, nomeadamente Latindex (desde 2018), ERIH PLUS (desde 2022), Sherpa Romeo (desde 2022) e Scopus - Elsevier (desde 2023), o que confirma o seu reconhecimento e impacto no panorama académico internacional. Encontra-se já aberta a fase de submissão de artigos para o volume 10, relativo a 2026. As normas e informações detalhadas sobre o processo de submissão podem ser consultadas em: https://ophiussa.letras.ulisboa.pt/index.php/ophiussa/about/submissions. |
Ophiussa 9 (2025) out now!
On 19 December, the new volume of the journal "Ophiussa" was made available.
This issue marks an important change in the history of the publication, as it is now published exclusively in digital format, with the printed edition being discontinued. Although this decision was conditioned by factors external to our research unit, it ultimately reinforces the accessibility and international dissemination of the scientific content published. Volume 9, corresponding to 2025, includes a total of 10 scientific articles and five book reviews, authored by 37 researchers from national and, predominantly, international institutions, reflecting the journal’s growing visibility and diversity. The digital, open-access version of this new volume of Ophiussa is available at ophiussa.letras.ulisboa.pt/index.php/ophiussa/issue/view/10. The journal is currently indexed in several major reference databases, namely Latindex (since 2018), ERIH PLUS (since 2022), Sherpa Romeo (since 2022), and Scopus – Elsevier (since 2023), confirming its recognition and impact within the international academic landscape. Submissions are now open for volume 10, to be published in 2026. The guidelines and detailed information on the submission process can be consulted at: https://ophiussa.letras.ulisboa.pt/index.php/ophiussa/about/submissions. |
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Gatos Domésticos Chegam à Europa Há Apenas 2000 Anos
O ADN antigo sugere que os gatos foram introduzidos na Europa através do Mediterrâneo há cerca de 2000 anos.
Créditos: Patrizia Serventi (projeto ERC-Felix) / Ancient DNA suggests that cats were introduced to Europe across the Mediterranean around 2000 years ago. credits: Patrizia Serventi (ERC-Felix project)
Um estudo publicado na revista Science revela que os gatos domésticos modernos são geneticamente próximos da espécie selvagem proveniente do Norte de África, tendo sido introduzidos na Europa há cerca de 2000 anos, contrariando a hipótese de uma dispersão mais antiga, com os primeiros agricultores com origem no Médio Oriente.
A investigação, liderada por Claudio Otoni, analisou 87 genomas de gatos antigos e modernos, extraídos de 225 restos osteológicos de 97 sítios arqueológicos da Europa e Anatólia. Os resultados identificam duas vagas principais: uma introdução inicial de gatos selvagens na Sardenha, cerca de 2200 a.C., seguida da chegada dos gatos verdadeiramente domésticos à Europa continental a partir de populações norte-africanas, há 2000 anos. Esta origem norte-africana, contraria as narrativas anteriores sobre a domesticação felina, mostrando que os gatos-domésticos europeus atuais descendem de linhagens africanas relativamente tardias. A UNIARQ – Centro de Arqueologia da Universidade de Lisboa – integrou-se neste projeto ao fornecer amostras osteológicas de gatos de sítios portugueses, essenciais para mapear a presença destes animais no extremo ocidental da Europa. Destacam-se os restos do Banco de Portugal, em Lisboa, escavação dirigida por Artur Rocha, e do Castelo de Palmela, escavação liderada por Isabel Fernandes. A identificação e contextualização destes espécimes coube às zooarqueólogas Cleia Detry e Ana Beatriz Santos, cujos projetos de pós-doutoramento e doutoramento permitiram descrever e identificar os materiais para análise genética, reforçando o papel da instituição em estudos internacionais de larga escala. Esta colaboração posiciona os sítios nacionais no debate global sobre domesticação, ajudando a compreender práticas humanas como controlo de pragas, simbologia e estatuto social dos gatos em contextos arqueológicos portugueses. O artigo encontra-se em www.science.org/doi/10.1126/science.adt2642. |
Domestic Cats Arrived in Europe Only 2,000 Years Ago
A study published in the journal Science reveals that modern domestic cats are genetically close to the wild species from North Africa, having been introduced to Europe around 2,000 years ago, contrary to the hypothesis of an earlier dispersal with the first farmers originating in the Middle East.
The research, led by Claudio Ottoni, analysed 87 ancient and modern cat genomes extracted from 225 osteological remains from 97 archaeological sites across Europe and Anatolia. The results identify two main waves of dispersal: an initial introduction of wild cats to Sardinia around 2200 BC, followed by the arrival of truly domestic cats in continental Europe from North African populations around 2,000 years ago, during the Roman period. This relatively late North African origin revises previous narratives of feline domestication, demonstrating that present-day European domestic cats descend from African lineages. UNIARQ – Centre for Archaeology of the University of Lisbon contributed to this international project by providing osteological samples of cats from Portuguese archaeological sites, which were essential for mapping the presence of these animals at the westernmost part of Europe. Particularly noteworthy are the remains from the Bank of Portugalin Lisbon, excavated under the direction of Artur Rocha, and from Palmela Castle, excavated by Isabel Fernandes. The identification and zooarchaeological contextualisation of these specimens was carried out by Cleia Detry and Ana Beatriz Santos, whose postdoctoral and doctoral research projects enabled the description and selection of materials for genetic analysis.
Crânio antigo de um gato proveniente do sítio arqueológico de Mautern (Áustria). A análise de ADN antigo revelou que este foi um dos primeiros gatos domésticos introduzidos na Europa há cerca de 2000 anos. Créditos: Rudolf Gold, 2003 / Ancient skull of a cat from the archaeological site of Mautern (Austria). Ancient DNA analysis revealed that this was one of the earliest domestic cats brought to Europe around 2000 years ago. credits: Rudolf Gold, 2003
This collaboration reinforces UNIARQ’s role in large-scale international research and places Portuguese archaeological sites within the global debate on animal domestication, contributing to a better understanding of human–cat relationships, including pest control practices, symbolism, and the social status of cats in Portuguese archaeological contexts.
The article is available at: www.science.org/doi/10.1126/science.adt2642. |
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"Arqueologia em Construção 10" despede-se em dezembro
No passado dia 16 de dezembro, teve lugar a sexta e última sessão do ciclo Arqueologia em Construção 10, um evento promovido pela UNIARQ – Centro de Arqueologia da Universidade de Lisboa. Este ciclo tem como principal objetivo a partilha e disseminação de projetos de investigação arqueológica em curso, particularmente no âmbito do 3º ciclo, fomentando o diálogo e a troca de conhecimentos entre a comunidade científica e académica.
Durante esta sessão, foram apresentados dois projetos de investigação. Inês Catarina da Silva apresentou o seu trabalho de doutoramento intitulado Onde andam as ânforas? Construção de um estudo sobre as ânforas D de Pellicer no Sul de Portugal. Este projeto tem como objetivo principal realizar um levantamento atualizado deste tipo específico de contentor anfórico, característico do ocidente andaluz, na região sul de Portugal. A investigação foca-se na análise de aspetos como a morfologia, fabricos e padrões de distribuição e consumo destas ânforas, contribuindo para um melhor entendimento das dinâmicas económicas e culturais da fase mais tardia da Idade do Ferro e período romano-republicano. Por sua vez, Manuel Fialho apresentou o seu projeto intitulado A Ocupação Islâmica no Arrabalde Ocidental de Lisboa: o sítio arqueológico do Hotel de Santa Justa. Este estudo incide sobre os artefactos recolhidos durante as intervenções arqueológicas realizadas em 2011, numa área consideravelmente ampla da atual Baixa Pombalina. A investigação tem permitido desvendar aspetos importantes do urbanismo de Lisboa entre os séculos X e XII, oferecendo novas perspetivas sobre as dinâmicas da ocupação islâmica na cidade. O ciclo Arqueologia em Construção permitiu, mais uma vez, destacar a riqueza e a diversidade temática e cronológica dos projetos de doutoramento que se encontram atualmente em desenvolvimento na UNIARQ, e que contribuem decisivamente para a compreensão do passado e para a valorização do património cultural.
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"Arqueologia em Construção 10" comes to an end in December
On 16 December, the sixth and final session of the "Arqueologia em Construção 10" cycle took place, an event promoted by UNIARQ – Centre for Archaeology of the University of Lisbon. The main aim of this cycle was to share and disseminate ongoing archaeological research projects, particularly at the doctoral level, fostering dialogue and the exchange of knowledge within the scientific and academic community.
During this session, two research projects were presented. Inês Catarina da Silva presented her doctoral research entitled Where Have the Amphorae Gone? Developing a Study of Pellicer D Amphorae in Southern Portugal. The main objective of this project is to carry out an updated survey of this specific type of amphora – characteristic of western Andalusia – in southern Portugal. The research focuses on the analysis of aspects such as morphology, fabrics, and patterns of distribution and consumption, contributing to a better understanding of the economic and cultural dynamics of the later phase of the Iron Age and the Roman Republican period. Manuel Fialho, in turn, presented his project entitled Islamic Occupation in the Western Suburb of Lisbon: the Archaeological Site of the Hotel de Santa Justa. This study focuses on artefacts recovered during archaeological interventions carried out in 2011 across a considerably large area of the present-day Baixa Pombalina. The research has made it possible to uncover important aspects of Lisbon’s urban development between the 10th and 12th centuries, offering new perspectives on the dynamics of Islamic occupation in the city.
Once again, the "Arqueologia em Construção" cycle highlighted the richness and the thematic and chronological diversity of the doctoral projects currently under development at UNIARQ, which make a decisive contribution to the understanding of the past and to the enhancement of cultural heritage. |
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Academia Portuguesa da História premeia João Pimenta e livro da UNIARQ
O premiado recebendo as felicitações da Presidente da Academia Portuguesa da História, Prof.ª Doutora Manuela Mendonça e do representante da Câmara Municipal de Oeiras, Prof. Doutor João Luís Cardoso / The prize-winner receiving congratulations from the President of the Portuguese Academy of History, Professor Manuela Mendonça, and from the representative of Oeiras City Council, Professor João Luís Cardoso (foto/photo: Ana Catarina Sousa).
No dia 3 de dezembro, João Pimenta foi distinguido com o prémio instituído na Academia Portuguesa da História pela Câmara Municipal de Oeiras "Prémio de Arqueologia Professor Doutor Octávio da Veiga Ferreira" pela publicação, em dois volumes do seu livro "Monte dos Castelinhos e as dinâmicas da Conquista Romana da Península de Lisboa e Baixo", integrado na Coleção Estudos & Memórias, N.º 24 da UNIARQ-FLUL.
O diploma foi entregue pela Senhora Presidente da Academia Portuguesa da História, Prof.ª Doutora Manuela Mendonça e pelo Professor Doutor João Luís Cardoso. João Pimenta recordou a figura tutelar de Octávio da Veiga Ferreira que dá nome a este prémio, afirmando que a sua presença encontra-se indelevelmente ligada ao projeto de estudo da estação arqueológica de Monte dos Castelinhos, agradecendo ao seu Orientador de Tese, que deu origem à obra agora premiada, o Prof. Doutor Carlos Fabião, bem como ao Município de Vila Franca de Xira, que apoiou a realização das escavações arqueológicas no Monte dos Castelinhos, cujos resultados foram essenciais para a concretização da sua tese de doutoramento.
Os dois volumes da obra premiada encontram-se disponíveis em acesso aberto no Repositório da Universidade de Lisboa: Volume I; Volume II. |
Portuguese Academy of History awards João Pimenta and UNIARQ’s book
On 3 December, João Pimenta was awarded the prize established by the Portuguese Academy of History and the Oeiras City Council, the “Professor Doutor Octávio da Veiga Ferreira Archaeology Prize”, for the publication, in two volumes, of his book Monte dos Castelinhos e as dinâmicas da Conquista Romana da Península de Lisboa e Baixo, published as volume no. 24 of the Estudos & Memórias series of UNIARQ–FLUL.
The diploma was presented by the President of the Portuguese Academy of History, Professor Manuela Mendonça, and by Professor João Luís Cardoso. In his remarks, João Pimenta recalled the guiding figure of Octávio da Veiga Ferreira, after whom this prize is named, noting that his presence is indelibly linked to the research project of the Monte dos Castelinhos archaeological site. He expressed his gratitude to his PhD supervisor, Professor Carlos Fabião, whose guidance led to the prize-winning work, as well as to the Municipality of Vila Franca de Xira, which supported the archaeological excavations at Monte dos Castelinhos, the results of which were essential to the completion of his doctoral thesis. The two volumes of the award-winning publication are available in open access through the University of Lisbon Repository: Volume I; Volume II. |
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Provas de Defesa de Projecto de Doutoramento de Daniel Sánchez-Gómez
Daniel Sánchez-Gómez, doutorando da FLUL e bolseiro da FCT (UI/BD/ 154365/2023) defendeu, no passado dia 4 de dezembro, o seu projeto de tese intitulado «Exploring a data-driven approach to study Social Complexity in Prehistory: Computational Archaeology and Personal Adornment in the Iberian Peninsula» sob orientação da signatária e do Prof. Carlos P. Odriozola (Universidade de Sevilha/UNIARQ).
As provas foram arguidas pelos Professores João Luis Cardoso (Universidade Aberta) e Joan Anton Barceló (Universidad Autonoma de Barcelona), sendo presididas pela diretora do Doutoramento em Arqueologia da FLUL, Prof. Mariana Diniz. Com uma investigação solidamente alicerçada sobre sucessivos projetos analíticos sob direção de Carlos P. Odriozola que integram a base de dados aberta PEPAdb (Prehistoric Europe's Personal Adornment database), a investigação deste projeto doutoral explora a utilidade de uma perspetiva computacional baseada aplicada ao estudo das dinâmicas socioeconómicas relacionadas com os adornos pessoais. O projeto tem ainda como objetivo desenvolver ferramentas computacionais de acesso aberto para o estudo da complexidade social que contribuam para a digitalização das humanidades, a publicação de dados em acesso aberto e a reprodutibilidade dos resultados da investigação através de uma abordagem de ciência aberta. Os contributos dos membros do juri serão sem duvida muito relevantes qualificar o trabalho na sua fase final. |
Daniel Sánchez-Gómez' Doctoral Project Defense
Daniel Sánchez-Gómez, a PhD candidate at the School of Arts and Humanities of the University of Lisbon (FLUL) and an FCT grant holder (UI/BD/154365/2023), defended his doctoral research project on 4 December. The project, entitled “Exploring a data-driven approach to study Social Complexity in Prehistory: Computational Archaeology and Personal Adornment in the Iberian Peninsula”, is supervised by the undersigned and Professor Carlos P. Odriozola (University of Seville / UNIARQ).
The examination committee included Professor João Luis Cardoso (Universidade Aberta) and Professor Joan Anton Barceló (Universitat Autònoma de Barcelona), and was chaired by Professor Mariana Diniz, Director of the PhD Programme in Archaeology at FLUL. Building on a solid research foundation developed through successive analytical projects under the direction of Carlos P. Odriozola, and integrated into the open-access database PEPAdb (Prehistoric Europe’s Personal Adornment database), this doctoral research explores the usefulness of an applied computational perspective for the study of socio-economic dynamics related to personal adornment. The project also aims to develop open-access computational tools for the study of social complexity, contributing to the digitalisation of the humanities, open data publication, and the reproducibility of research results through an open science approach. The contributions of the members of the examination committee will undoubtedly be highly valuable in enhancing the quality of the work in its final phase. |
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Exposição "Os Bichos" no Museu do Dinheiro
O Museu do Dinheiro, em Lisboa, acolhe até 31 de maio de 2026 a exposição temporária Os Bichos | Do Fragmento à Forma, inaugurada a 15 de novembro de 2025, dando vida aos milhares de ossos, conchas, escamas e dentes recuperados nas escavações do edifício-sede do Banco de Portugal, entre 2010 e 2011.
Curada pelo arqueólogo Artur Rocha, a exposição organiza-se em sete núcleos temáticos que exploram o papel dos animais na alimentação, vestuário, trabalho, imaginário coletivo e transformações urbanas e ambientais de Lisboa ao longo dos séculos. Dos fragmentos ósseos emergem histórias de bichos que marcaram a alimentação e a imaginação dos lisboetas, desde época romana ao período Moderno, convidando à reflexão sobre o impacto humano na paisagem natural e histórica da cidade. Esta iniciativa resulta de uma estreita colaboração entre o Museu do Dinheiro e a UNIARQ – Centro de Arqueologia da Universidade de Lisboa, com Cleia Detry a integrar a comissão científica. O estudo da fauna, fundamental para a exposição, integrou um projeto de pós-doutoramento financiado pela FCT – Fundação para a Ciência e a Tecnologia, que analisou os restos faunísticos do sítio, revelando padrões de consumo e interações homem-animal em contexto urbano. A exposição está aberta ao público durante seis meses, sendo o horário de abertura das 10h às 18h de quarta-feira a domingo. A exposição oferece visitas guiadas com o arqueólogo Artur Rocha aos sábados às 16h (duração: 60 minutos), destinadas a adultos e jovens acima de 14 anos, mediante marcação prévia para [email protected] ou +351 213 213 213. |
Exhibition "Os Bichos" at the Money Museum
The Money Museum in Lisbon is hosting the temporary exhibition Os Bichos | From Fragment to Form until 31 May 2026. Inaugurated on 15 November 2025, the exhibition brings to life thousands of bones, shells, scales, and teeth recovered during excavations at the Banco de Portugal headquarters between 2010 and 2011.
Curated by archaeologist Artur Rocha, the exhibition is organised into seven thematic sections exploring the role of animals in food, clothing, work, collective imagination, and the urban and environmental transformations of Lisbon over the centuries. From the bone fragments emerge the stories of creatures that shaped both the diet and imagination of Lisbon’s inhabitants, from the Roman period to the Modern era, inviting reflection on the human impact on the city’s natural and historical landscape. This initiative results from close collaboration between the Money Museum and UNIARQ – Centre for Archaeology of the University of Lisbon, with Cleia Detry serving on the scientific committee. The study of the faunal remains, fundamental to the exhibition, was part of a postdoctoral project funded by FCT –Foundation for Science and Technology – which analysed the faunal remains at the site, revealing patterns of consumption and human–animal interactions in an urban context. The exhibition is open to the public for six months, from Wednesday to Sunday, 10:00–18:00. Guided tours with archaeologist Artur Rocha take place on Saturdays at 16:00 (duration: 60 minutes), suitable for adults and young people aged 14 and over, by prior booking at [email protected] or +351 213 213 213. |
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Faculdade de Medicina da Universidade do Porto homenageou o seu antigo aluno José Leite de Vasconcelos
No âmbito do programa Figuras Eminentes da Universidade do Porto, a Faculdade de Medicina homenageou o seu antigo aluno José Leite de Vasconcelos, numa sessão que percorreu diferentes aspectos da vida e obra do fundador do Museu Ethnographico Portuguez (hoje Museu Nacional de Arqueologia).
A convite da organização, participaram na sessão de homenagem diversos investigadores de diferentes áreas científicas que se ocuparam da variada obra de Vasconcelos. Estiveram presentes os membros da UNIARQ Carlos Fabião, que abordou a figura de Leite de Vasconcelos no domínio da Arqueologia, e António Carvalho, director do Museu Nacional de Arqueologia, que apresentou uma perspectiva sobre o legado de Vasconcelos no museu que fundou e hoje se renova. |
The Faculty of Medicine of the University of Porto honoured its former student José Leite de Vasconcelos
As part of the University of Porto's Eminent Figures programme, the Faculty of Medicine honoured its former student José Leite de Vasconcelos in a session that covered different aspects of the life and work of the founder of the Museu Ethnographico Portuguez (now the National Museum of Archaeology).
At the invitation of the organisation, several researchers from different scientific fields who have studied Vasconcelos' varied work participated in the tribute session. Present were UNIARQ members Carlos Fabião, who discussed Leite de Vasconcelos' role in the field of archaeology, and António Carvalho, director of the National Museum of Archaeology, who presented a perspective on Vasconcelos' legacy in the museum he founded, and which is now being renovated. |
INVESTIGAÇÃO NA UNIARQ
RESEARCH AT UNIARQ
RESEARCH AT UNIARQ
Edgar Fernandes - Estudante de Doutoramento
Orientadores/Supervisors: Catarina Viegas (FLUL; UNIARQ); Paul Reynolds (ICREA; Universitat de Barcelona; IAUB; ERAAUB)
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O comércio norte-africano e mediterrânico oriental na Lusitânia Meridional (séculos IV-VI/VII d.C.): uma visão a partir das cerâmicas finas
De entre as várias vertentes de estudo das sociedades e economias da Antiguidade, o comércio é uma daquelas para a qual o contributo da Arqueologia é mais essencial. Com efeito, ao lidar com bens de uso quotidiano cuja existência e/ou características não ficaram registadas na grande maioria das leituras históricas que as sociedades antigas produziram sobre si mesmas, a Arqueologia possui, através das suas metodologias próprias, a capacidade de criar um discurso coerente acerca dos produtos que são objecto de venda, de transporte e de aquisição, respondendo – ainda que com sucesso variável, consoante os casos concretos – a questões como “de onde?”, “para onde?”, “por onde?”, “como?”, “quando?” e “porquê?”.
Um dos bens de consumo e objecto de trocas mais abundante durante as épocas históricas é a cerâmica, praticamente omnipresente nos contextos arqueológicos desde a Antiguidade. De entre as várias classes cerâmicas produzidas na Época Romana, uma das mais difundidas pelo território do Império é a classe de loiças finas de mesa com revestimento avermelhado ou alaranjado conhecida entre os especialistas como “terra sigillata” – ou, mais coloquialmente, apenas como “sigillata”. Manufacturada um pouco por todo o mundo romano ao longo de cerca de sete séculos, a sigillata encontra-se dividida em várias produções com geografias, cronologias e até algumas técnicas de fabrico distintas, mas que partilham todas uma aparência suficientemente idêntica para serem reconhecidas como parte de uma mesma classe cerâmica. Pela sua abundância, pela sua dispersão geográfica e pelos inúmeros estudos tipocronológicos que lhe têm vindo a ser dedicados desde finais do século XIX, a sigillata tem sido encarada como um importante indicador socioeconómico e temporal para o Período Romano. Assim, esta classe cerâmica permite datações fiáveis para as ocupações, as remodelações e os abandonos de arqueossítios. Possibilita igualmente que compreendamos – pelo menos em parte – redes e rotas comerciais, bem como variações de volumes de exportação e importação ao longo do tempo.
Fig. 1 – Arqueossítios com conjuntos de terra sigillata estudados em primeira mão e reconsiderados para o projecto de doutoramento./Archaeological sites with terra sigillata assemblages studied first-hand and reconsidered for the PhD project: 1) Tróia; 2) Sines; 3) Mirobriga; 4) São Cucufate; 5) Represas; 6) Torre Velha; 7) Cidade das Rosas; 8) Mértola; 9) Montinho das Laranjeiras; 10) Balsa; 11) Faro; 12) Loulé Velho; 13) Vale da Arrancada; 14) Lagos; 15) Boca do Rio. Adaptado do Google Earth Pro pelo autor, a 29 de Dezembro de 2025./Adapted from Google Earth Pro by the author, on the 29th December 2025.
O projecto de doutoramento a que nos propusemos – iniciado na Universitat de Barcelona sob orientação de Paul Reynolds e Catarina Viegas, e que foi financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia, I.P. com uma bolsa individual de doutoramento (SFRH/BD/85315/2012) – tem por intenção o estudo do comércio proveniente do Norte de África e do Mediterrâneo Oriental no Sul do actual Portugal – grosso modo a antiga Lusitânia Meridional –, entre os séculos IV e VI/VII d.C., a partir dos dados fornecidos pela sigillata. Através da análise em primeira mão de diversos conjuntos cerâmicos inéditos e também da reconsideração de muitos outros já estudados e/ou publicados por outros investigadores (Alarcão, Étienne & Mayet 1990; Lopes 1994; Silva 2010; Viegas 2011; Quaresma 2012; Fernandes, Almeida & Gradim 2013; Martins 2019; Viegas 2019; Magalhães 2021; Pereira 2021; Martins et al. 2024), todos encontrados no Sul de Portugal, pretendemos traçar um panorama diacrónico da aquisição e distribuição destas loiças finas de mesa na região em apreço. Trata-se, numa fase inicial, de identificar formas, decorações, quantidades e cronologias. O facto de as colecções em apreço serem quase exclusivamente oriundas de deposições secundárias ou de prospecções e recolhas de superfície inibe o recurso a referências estratigráficas como meio de datação, quer das peças encontradas, quer das tendências comerciais que se pretende identificar através desses objectos. Assim, tem sido essencial a consulta das tipocronologias de referência (Hayes 1972; Hayes 1980; Atlante I; Fulford 1984; Mackensen 1993; Bonifay 2004) para identificar formas, decorações e as suas datações. No que respeita ao reconhecimento de flutuações comerciais quantitativas ao longo dos séculos, tem-se seguido um método de aferição de probabilidades de produção/importação baseado nas cronologias das formas e na sua frequência absoluta em cada conjunto (Fentress & Perkins 1988). A nosso ver, esta técnica apresenta duas insuficiências que há que mencionar. Por um lado, não se aplicam desvios-padrão que espelhariam o menor volume quantitativo de uma forma no início e no final da sua cronologia de produção. Por outro, não permite a percepção de paragens temporárias na produção ou aquisição de cerâmicas, que o recurso a uma sequência estratigráfica deixa reconhecer. Ainda assim, relativamente a colecções sem referências úteis ao nível da estratigrafia, esta abordagem apresenta utilidade para a identificação de tendências comerciais na longa duração.
Numa segunda fase, tratando-se de um projecto que versa sobre o comércio, importa completar as informações relativas à sigillata com dados provenientes de outras categorias de produtos norte-africanos e mediterrânicos orientais existentes no Sul de Portugal. Neste caso, as informações sobre ânforas possuem grande relevância e têm sido considerados diversos trabalhos, da autoria de outros investigadores, em que se procede à sua análise, sendo essas ânforas frequentemente provenientes de arqueossítios cuja sigillata já foi ou tem vindo a ser objecto de estudo, nosso ou de outros autores (Norton, Cardoso & Carvalhosa 2006; Pinto & Lopes 2006; Viegas 2011; Medeiros 2012; Almeida et al. 2014a; Almeida et al. 2014b; Bernardes & Medeiros 2016; Calaveiras 2023). Numa terceira fase, temos procurado contextualizar o comércio norte-africano e mediterrânico oriental tardo-antigo no Sul de Portugal com aquilo que se regista um pouco por toda a Península Ibérica, nos territórios atlânticos que fizeram parte do Império Romano e no Mediterrâneo Ocidental. Nesse sentido, o recurso a importantes trabalhos dedicados ao comércio – sobretudo de cerâmicas – no Mediterrâneo Ocidental e no Atlântico, como sejam os de Paul Reynolds (1995 e 2010), Adolfo Fernández (2014), Maria Duggan (2018) e Joachim Le Bomin (2018), apresenta-se como essencial para uma leitura integrada das informações que vimos recolhendo para o território da antiga Lusitânia Meridional. No que respeita à percepção das rotas de abastecimento de determinadas produções de cerâmica em determinadas épocas, temo-nos baseado no exemplo de Paul Reynolds, no qual é essencial o reconhecimento de presenças, ausências e quantidades registadas em diversos arqueossítios. No caso específico do Sul de Portugal, é igualmente muito importante considerar as vias de comunicação existentes, nomeadamente as fluviais e as terrestres, sendo que estas últimas foram estudadas por André Carneiro (2010). Foi este duplo processo que seguimos recentemente (Fernandes, no prelo) num artigo em que tratámos do abastecimento de grandes quantidades da sigillata oriental tardo-antiga denominada “Late Roman C Ware” à villa da Cidade das Rosas, no município de Serpa, com resultados que consideramos que prefiguram um sistema que poderá aplicado ao nosso projecto de doutoramento como um todo.
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North African and Eastern Mediterranean trade in Southern Lusitania (4th-6th/7th centuries AD): the fine-ware evidence
Among the various aspects of study of the societies and economies of Antiquity, trade is one of those for which the input from archaeology is more essential. In fact, by dealing with everyday goods whose existence and/or features were not recorded in the great majority of the historical readings that ancient societies produced about themselves, archaeology possesses, through its own specific methods, the ability to create a coherent discourse about the products that are object of sale, transportation and acquisition, answering — albeit with a variable success, depending on particular cases — to questions such as “from where?”, “to where?”, “by where?”, “how?”, “when?”, and “why?”.
One of the most abundant everyday goods and objects of exchange during historical periods is ceramics, virtually omnipresent in archaeological contexts since Antiquity. Among the several pottery categories made in the Roman Period, one of the most widespread throughout the territory of the Empire is the category of fine tableware with a reddish or orangey coating known by experts as “terra sigillata” — or more colloquially just as “sigillata”. Manufactured across the Roman world during about seven centuries, sigillata is divided in various productions with different geographies, chronologies, and even some different production techniques, but all of which share an appearance identical enough to be recognised as part of a single pottery category. Because of its abundance, geographic spread, and the countless typochronological studies that have been dedicated to it since the late 19th century, sigillata has been regarded as a meaningful socioeconomic and chronological indicator for the Roman Period. Thus, this ceramic category allows for reliable dating for the occupations, remodelling and abandonments of archaeological sites. It also makes possible for us to understand — at least partially — trade networks and routes, as well as variations of import and export volumes through time. The PhD project I committed myself to — initiated at the Universitat de Barcelona under the supervision of Paul Reynolds and Catarina Viegas, and funded by the Fundação para a Ciência e Tecnologia, I.P. with an individual PhD studentship (SFRH/BD/85315/2012) — has the intention of studying trade coming from North Africa and the Eastern Mediterranean to the South of present-day Portugal — grosso modo the ancient Southern Lusitania —, from the 4th to the 6th/7th centuries AD, starting with the data provided by sigillata. Through the first-hand analysis of several unpublished pottery assemblages and also by reconsidering many other collections which have already been studied and/or published by other researchers (Alarcão, Étienne & Mayet 1990; Lopes 1994; Silva 2010; Viegas 2011; Quaresma 2012; Fernandes, Almeida & Gradim 2013; Martins 2019; Viegas 2019; Magalhães 2021; Pereira 2021; Martins et al. 2024), all found in the South of Portugal, I seek to outline a diachronic panorama of the acquisition and distribution of these fine tableware productions in the abovementioned region. At an initial stage, it is about identifying forms, decorations, quantities and chronologies. The fact that the assemblages under consideration are almost exclusively originating from secondary deposits or surveys curbs the resort to stratigraphic references as a means of dating the pottery fragments that were found and the commercial trends that we aim to identify through those objects. Therefore, consulting the typochronologies of reference (Hayes 1972; Hayes 1980; Atlante I; Fulford 1984; Mackensen 1993; Bonifay 2004) in order to identify forms, decorations and their datings has been essential. As for recognising quantitative fluctuations in trade across the centuries, I have been employing a method for assessing production/import probabilities, which is based on the chronologies of the forms and on their absolute frequency in each assemblage (Fentress & Perkins 1988). In my opinion, this technique presents two shortcomings that must be mentioned. On the one hand, no standard deviations are applied, and these would mirror a lesser quantitative volume of a form in the beginning and in the end of the time span of its production. On the other hand, it does not allow the perception of temporary halts in the production or acquisition of ceramics, something that the resort to a stratigraphic sequence lets us recognise. Still, when it comes to collections with no useful references regarding stratigraphy, this approach appears to be useful for the identification of commercial trends in the long term.
Fig. 3 – Gráfico linear com probabilidades de importação por década de terra sigillata africana e Late Roman C Ware da Horta da Misericórdia (Faro). / Linear graph with import probabilities per decade of African Red Slip Ware and Late Roman C Ware from Horta da Misericórdia (Faro) (Fernandes 2018: 104, fig. 7).
At a second stage, as this is a project that deals with trade, it is important to complete the information provided by sigillata with data extracted from other categories of North African and Eastern Mediterranean products which are present in the South of Portugal. In this case, the information about amphorae has a great deal of relevance, and I have been considering several works made by other researchers in which they analyse such materials, those amphorae often coming from sites whose sigillata was or has been an object of study for me or other authors (Norton, Cardoso & Carvalhosa 2006; Pinto & Lopes 2006; Viegas 2011; Medeiros 2012; Almeida et al. 2014a; Almeida et al. 2014b; Bernardes & Medeiros 2016; Calaveiras 2023).
At a third stage, I have been seeking to put the North African and Eastern Mediterranean trade in the South of Portugal in context with what has been recorded across the Iberian Peninsula, in the Atlantic territories that were part of the Roman Empire and in the Western Mediterranean. In that sense, the resource to meaningful works dedicated to trade — especially trade on pottery — in the Western Mediterranean and the Atlantic, as those of Paul Reynolds (1995 and 2010), Adolfo Fernández (2014), Maria Duggan (2018) and Joachim Le Bomin (2018) is fundamental to an integrated reading of the information that I have been collecting for the territory of ancient Southern Lusitania. In what concerns the perception of the supply routes for certain pottery productions at certain epochs, I have been drawing on the example of Paul Reynolds, in which the recognition of occurrences, absences and recorded quantities in several sites is essential. In the specific case of the South of Portugal, it is equally very important to consider the existing communication routes, namely the fluvial and the land-based ones, the latter having been studied by André Carneiro (2010). I have recently followed this double process in an article in which I dealt with the supply of large amounts of the Late Antique Eastern sigillata named “Late Roman C Ware” to the villa of Cidade das Rosas, in the municipality of Serpa (Fernandes, in print), with results that I consider that prefigure a system that may be applied to this PhD project as a whole.
Fig. 4 – Possíveis rotas de abastecimento de Late Roman C Ware à Cidade das Rosas, tendo por base as quantidades existentes dessa loiça em cada arqueossítio e as vias de comunicação fluviais e terrestres que se conhecem. A vermelho, rotas descartadas; a amarelo, rotas possíveis que carecem de confirmação; a verde, rotas mais prováveis. Adaptado do Google Earth Pro pelo autor, a 09 de Abril de 2025. / Possible supply routes of Late Roman C Ware to Cidade das Rosas, based on the existing quantities of that ware in each site, and on the known fluvial and land-based communication routes. In red, discarded routes; in yellow, possible routes which lack confirmation; in green, most probable routes. Adapted from Google Earth Pro by the author, on the 9th April 2025.
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Bibliografia / Bibliography
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REYNOLDS, P. (1995) – Trade in the Western Mediterranean, AD 400-700: the ceramic evidence, BAR International Series, 604, Tempus Reparatum, Oxford.
REYNOLDS, P. (2010) – Hispania and the Roman Mediterranean, AD 100-700. Ceramics and Trade, Duckworth, Londres.
SILVA, A. P. M. M. da (2010) – A terra sigillata da oficina de salga 1 de Tróia: contextos de escavações antigas (1956-1961) e recentes (2008-2009). Dissertação de mestrado/MA thesis. Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.
VIEGAS, C. (2011) – A ocupação romana do Algarve: estudo do povoamento e economia do Algarve central e oriental no período romano, col. Estudos & Memórias, 3, Centro de Arqueologia da Universidade de Lisboa, Lisboa.
VIEGAS, C. (2019) – “A terra sigillata de uma villa algarvia: o caso do Vale da Arrancada (Portimão)”, in COLL CONESA, J. (coord.), Opera fictiles. Estudios transversales sobre cerámicas antiguas de la península ibérica. IV Congreso Internacional de la SECAH-Ex Officina Hispana – Valencia, del 26 al 28 de abril de 2017, Sociedad de Estudios de la Cerámica Antigua en Hispania/Ediciones de la Ergástula, Madrid, pp. 293-312.
INVESTIGADOR VISITANTE NA UNIARQ
VISITING RESEARCHER AT UNIARQ
VISITING RESEARCHER AT UNIARQ
Ana Rita García Cobeña (Universidad de Cádiz)
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Ana Rita García Cobeña é investigadora pré-doutoral do Plano Estatal FPU e PDI da Universidade de Cádiz, na Área de Arqueologia, integrada no Departamento de História, Geografia e Filosofia. Integra igualmente o grupo de investigação HUM-1126 Arqueología y Patrimonio Cultural. Del Estrecho de Gibraltar al ámbito atlántico-mediterráneo.
É duplamente licenciada em História e Humanidades e detentora de um Mestrado em Património, Arqueologia e História Marítima pela Universidade de Cádiz. Foi distinguida com dois Prémios Extraordinários nestas duas últimas formações, em virtude da classificação obtida no seu percurso académico. Obteve ainda a meritória bolsa de atividade científica ININV2023-064 (Iniciação à Investigação), no âmbito do concurso 2023-012/PU/PP-INICIA-INV/BÑ, relacionada com o seu Trabalho de Fim de Licenciatura em Humanidades. Graças à bolsa MOV-FORM DOC do Plano Próprio de Estímulo e Apoio à Investigação e Transferência 2025–2027 da Universidade de Cádiz, realizou uma estadia durante os meses de outubro e novembro na Universidade de Lisboa (Portugal), na Faculdade de Letras, colaborando com a UNIARQ, Centro de Arqueologia da Universidade de Lisboa. Esta estadia teve como objectivo a ampliação e revisão bibliográfica, bem como a visita a sítios arqueológicos relacionados com a sua tese de doutoramento. A sua tese incide sobre El uso de la moneda en la ciudad de Carteia a través del registro arqueológico. Desde época púnica hasta la Antigüedad Tardía. O trabalho centra-se na revisão dos contextos arqueológicos associados aos achados monetários identificados no sítio arqueológico de Carteia, cidade de grande importância no comércio marítimo e terrestre da Baía de Algeciras e do denominado Círculo do Estreito. Este estudo procura configurar uma nova abordagem que ultrapasse e complemente o tradicional tratamento crono-tipológico da numismática, permitindo lançar luz sobre a atividade económica, as relações sociais e o factor humano desde a época púnica até à formação e dominação do Império Bizantino na Baía de Algeciras. Tal abordagem justifica-se pelo papel intrínseco do uso da moeda no quotidiano das comunidades do Campo de Gibraltar. A sua estadia em Lisboa, acolhida por Mariana Diniz e orientada por Carlos Fabião, permitiu-lhe recolher informação bibliográfica na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e na Biblioteca de Arqueologia do Palácio Nacional da Ajuda, relacionada quer com achados em Portugal de moedas emitidas na oficina monetária de Carteia, quer com arqueólogos que escavaram a cidade hispano-romana, como Antonio Caballos Rufino, Francisco José Presedo Velo ou Julio Martínez Santa-Olalla. De igual modo, foi fundamental a visita de campo a diversos sítios arqueológicos que partilham cronologia e atividades comerciais relacionadas com Carteia, nomeadamente as cetariae identificadas nas cidades de Lisboa e Setúbal (Casa dos Bicos e Travessa de Frei Gaspar, 10) e em Tróia. Neste último local, foi particularmente relevante a colaboração e o acolhimento de Inês Vaz Pinto, arqueóloga e responsável pelo sítio arqueológico das Ruínas Romanas de Tróia. Todo este trabalho permitiu ampliar paralelos e comparar outros registos arqueológicos semelhantes aos que estão a ser analisados na sua tese de doutoramento.
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Ana Rita García Cobeña is a pre-doctoral researcher for the FPU State Plan and PDI programme at the University of Cadiz, in the Archaeology Area, within the Department of History, Geography and Philosophy. She also belongs to the HUM-1126 Archaeology and Cultural Heritage research group "From the Strait of Gibraltar to the Atlantic-Mediterranean area".
Double graduate in History and Humanities, with a Master's Degree in Heritage, Archaeology and Maritime History from the University of Cádiz, she has been awarded two extraordinary prizes in these last two degrees, due to the grades obtained in her academic record. She has also obtained the meritorious grant for scientific activity ININV2023-064 (Introduction to Research), in the 2023-012/PU/PP-INICIA-INV/BÑ call for applications, within the framework of her Final Degree Project in Humanities. Thanks to the MOV-FORM DOC grant from the University of Cádiz’s 2025-2027 Plan for the Promotion and Support of Research and Knowledge Transfer, she undertook a research stay during the months of October and November at the University of Lisbon (Portugal), at the School of Arts and Humanities, collaborating with UNIARQ - Centre for Archaeology of the University of Lisbon. The aim was to expand and review the bibliography and visit archaeological sites in relation to her doctoral thesis. Specifically, this thesis deals with the use of currency in the city of Carteia through archaeological records, from the Punic period to Late Antiquity. The research focuses on reviewing the archaeological contexts associated with the numismatic finds identified at the archaeological site of Carteia, a city of great importance in maritime and land trade in the Bay of Algeciras and the area known as the Strait Circle. The work aims to establish a new approach that surpasses and complements the traditional chrono-typological treatment of numismatics. This would shed light on economic activity, social relations and the human factor from the Punic period to the creation and domination of the Byzantine Empire in the Bay of Algeciras.
Her stay in Lisbon, hosted by Professor Mariana Diniz and supervised by Professor Carlos Fabião, has enabled her to compile bibliographic information at the Faculty of Arts of the University of Lisbon and at the Archaeology Library of the Ajuda National Palace; related to finds in Portugal of coins minted in Carteia and archaeologists who have excavated in the Hispano-Roman city, such as Antonio Caballos Rufino, Francisco José Presedo Velo and Julio Martínez Santa-Olalla.. Furthermore, an essential part of her stay involved field visits to several archaeological sites sharing chronology and commercial activities related to Carteia, namely the cetariae identified in the cities of Lisbon and Setúbal (Casa dos Bicos and Travessa de Frei Gaspar, 10) and at Tróia. At the latter site, the collaboration and hospitality of Inês Vaz Pinto, archaeologist and director of the archaeological site of the Roman Ruins of Tróia, were particularly significant. Altogether, this work has made it possible to broaden parallels and to compare other archaeological records similar to those being analysed in her doctoral research. |
Ana Rita García Cobeña; Tradução revista por Daniel Sánchez-Gómez
FINANCIAMENTO COMPETITIVO
COMPETITIVE FUNDING
COMPETITIVE FUNDING
Concurso Estímulo ao Emprego Científico Individual - 7.ª Edição
Individual Call to Scientific Employment Stimulus - 7th Edition
Individual Call to Scientific Employment Stimulus - 7th Edition
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Mariana Vilas Boas de Castro Nabais
PALAEOZOOARCH: Human-Animal Interactions in Atlantic Iberia Throughout the Transitional Phases of the Palaeolithic (2024.08182.CEECIND) |
PEÇA DO MÊS
ARTEFACT OF THE MONTH
ARTEFACT OF THE MONTH
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Fragmento de pega de simpulum romano de pega horizontal do tipo A de Castoldi / Feugère em liga de cobre (bronze?)
Proveniência: Povoado de Mesas do Castelinho (Almodôvar) CNS 4263 / IPA.00000964
Cronologia: Século I a.C. Direcção dos trabalhos: Recolha de Carlos Jorge Ferreira (IPPC) em 1987, na sequência da grande destruição que o sítio arqueológico sofreu. Descrição: Pega fragmentada de um simpulum de pega horizontal do Tipo A de Castoldi / Feugère com cerca de 19 cm conservados. A pega é constituída por dois segmentos achatados, com decoração linear incisa reproduzindo remo ou leme de navio, articulados por um toro central, de secção cilíndrica, com pequenas protuberâncias hemisféricas. Na extremidade ostenta um gancho, terminado com estilização de cabeça de ofídio, destinada à suspensão do objecto quando não estava a ser usado. Falta na extremidade oposta o elemento que abraçaria o casco, que seria feito em folha de cobre. Constitui uma concha usada para mexer e servir o vinho – no desenho apresenta-se um outro simpulum do tipo B de Castoldi / Feugère, procedente do sítio de Cabeça de Vaiamonte, Monforte, que dará uma ideia mais concreta de como eram estes artefactos (na imagem o nº 7 é o exemplar aqui apresentado). Comentário: O simpulum é um artefacto que pertence ao conjunto da baixela metálica utilizada no serviço do vinho em circunstâncias particulares de symposium. No mundo mediterrâneo o vinho não se bebia sem diluição em água e, eventualmente, outros aromatizantes, pelo que se criou um conjunto de artefactos associados a estas práticas de serviço e consumo: um recipiente de maior dimensão (sítula) para onde se vertia o vinho e a água, a partir do qual se procedia à sua mistura e retirada com o simpulum para distribuição nos copos dos participantes nos actos destes consumos conviviais. Acompanhando a expansão e instalação de romanos fora da Península Itálica estes conjuntos de servir e consumir o vinho disseminaram-se pelos novos territórios ocupados e são relativamente frequentes quer em sítios de fundação / ocupação romana quer em âmbitos indígenas. Podem considerar-se artefactos relevantes não somente para a identificação de presenças romanas durante o processo de conquista e instalação na Península Ibérica, mas também para identificar potenciais situações de assimilação de hábitos de consumo à maneira romana entre as elites indígenas, um indicador de processos de romanização destas populações. É importante um bom conhecimento da morfologia destes artefactos, uma vez que é bastante frequente encontrar somente fragmentos dos mesmos, sobretudo em espaços habitacionais, já que os elementos depositados em contextos funerários tendem a apresentar melhor estado de conservação. Local de depósito: Centro de Arqueologia da Universidade de Lisboa (UNIARQ) |
Fragment of handle from a Roman simpulum with a horizontal handle, Type A (Castoldi / Feugère), in copper alloy (bronze?)
Provenance: Settlement of Mesas do Castelinho (Almodôvar), CNS 4263 / IPA.00000964
Chronology: 1st century BC Excavation: Collected by Carlos Jorge Ferreira (IPPC) in 1987, following the extensive destruction suffered by the archaeological site. Description: Fragmented handle of a Castoldi/Feugère Type A horizontal handled simpulum, approximately 19 cm long. The handle consists of two flattened segments decorated with incised linear motifs evoking an oar or a ship’s rudder, articulated by a central torus of cylindrical section with small hemispherical protuberances. At one end it features a hook, terminating in a stylised serpent’s head, intended for suspending the object when not in use. The opposite end, which would have embraced the bowl and was originally made of sheet copper, is missing. The simpulum is a ladle used for stirring and serving wine. For illustrative purposes, the drawing also shows another simpulum of Type B (Castoldi / Feugère), from the site of Cabeça de Vaiamonte (Monforte), providing a clearer idea of the overall form of these artefacts (in the image, no. 7 corresponds to the specimen presented here). Commentary: The simpulum is part of the metal tableware associated with wine service in specific symposium contexts. In the Mediterranean world, wine was not consumed without dilution in water and, at times, the addition of other aromatics. This practice led to the development of a set of artefacts linked to the preparation, serving and consumption of wine: a larger vessel (situla) into which wine and water were poured and mixed, from which the liquid was then drawn using a simpulum and distributed into the cups of the participants in these convivial gatherings.
With the expansion and settlement of Roman populations beyond the Italian Peninsula, these wine-serving and consumption sets spread across newly occupied territories and are relatively common both in Roman-founded or Roman-occupied sites and in indigenous contexts. Such artefacts are significant not only for identifying Roman presence during the processes of conquest and settlement in the Iberian Peninsula, but also for recognising potential cases of the adoption of Roman-style consumption habits by indigenous elites, serving as indicators of the romanisation of these populations. A good understanding of the morphology of these artefacts is essential, as they are very often found only in fragmentary form, particularly in domestic contexts. Items deposited in funerary contexts, by contrast, tend to be better preserved. Repository: Centre for Archaeology of the University of Lisbon (UNIARQ) |
Bibliografia / Bibliography
CASTOLDI, Marina; FEUGÈRE, Michel (1991), &. Les simpulums, In: FEUGÈRE, Michel; ROLLEY, Claude (eds.) La Vaiselle Tardo-Républicaine en Bronze (Actes de la table-ronde CNRS organisée à Lattes du 26 au 28 avril de 1990). Dijon : Université de Bourgogne, p. 61-88.
FABIÃO, Carlos (1999), A propósito do depósito de Moldes, Castelo de Neiva, Viana do Castelo, a baixela romana tardo-republicana em bronze no extremo ocidente peninsular, Revista portuguesa de Arqueologia, 1 (2), p. 163-198.
FERREIRA, Carlos Jorge (1992), Escavações no Povoado fortificado das Mesas do Castelinho (Almodôvar) - relatório preliminar, Vipasca - Arqueologia e História, 1, Aljustrel, p. 19-38.
CASTOLDI, Marina; FEUGÈRE, Michel (1991), &. Les simpulums, In: FEUGÈRE, Michel; ROLLEY, Claude (eds.) La Vaiselle Tardo-Républicaine en Bronze (Actes de la table-ronde CNRS organisée à Lattes du 26 au 28 avril de 1990). Dijon : Université de Bourgogne, p. 61-88.
FABIÃO, Carlos (1999), A propósito do depósito de Moldes, Castelo de Neiva, Viana do Castelo, a baixela romana tardo-republicana em bronze no extremo ocidente peninsular, Revista portuguesa de Arqueologia, 1 (2), p. 163-198.
FERREIRA, Carlos Jorge (1992), Escavações no Povoado fortificado das Mesas do Castelinho (Almodôvar) - relatório preliminar, Vipasca - Arqueologia e História, 1, Aljustrel, p. 19-38.
AGENDA
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Workshop
ECOFREEDOM - Ecologias da Liberdade: Balanço e Perspetivas Futuras 8 de janeiro | 13h00 - 19h30 Biblioteca do Instituto Dom Luiz, Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa Mais informação e programa AQUI |
Workshop
DESCOLONIZAÇÃO, ARQUEOLOGIA, DEMOCRACIA 9 de janeiro | 14h00-18h30 Anfiteatro III Faculdade de Letras de Lisboa Entrada Livre |
Ciclo de Conferências
"Poentes Olisiponenses" Lisboa Judaico-Medieval por Manuel Fialho Silva 14 de janeiro | 18h Fundação Cidade de Lisboa Inscrição AQUI |
Participações em Congressos, Colóquios e Conferências
Participation in Congresses, Meetings and Conferences
Participation in Congresses, Meetings and Conferences
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VI Meeting REPORT(H)A
«Culturas como Cultura: O Arroz Africano e o Alentejo no Mundo Atlântico/ Crops as Culture: African Rice and the Alentejo within the Atlantic World» Comunicação de Fernando Mouta 4 a 6 de dezembro | Faculdade de Letras do Porto Ciclo de Conferências "Celebrando Leite de Vasconcelos"
Participação de António Carvalho, Carlos Fabião e João Luis Cardoso 9 de dezembro | Faculdade de Medicina da Universidade do Porto |
Theoretical Archaeology Group (TAG) Annual Meeting
Participação de Ana Rosa, César Neves e Mariana Diniz 15 a 17 de dezembro | York, UK Arqueologia em Construção 10 (2025): Sessão 6
Participação de Inês Catarina da Silva e Manuel Fialho 16 de dezembro | Faculdade de Letras de Lisboa |
Provas Académicas
Academic Examinations
Academic Examinations
Tese de Mestrado / Masters Thesis "O urbanismo em Monte Molião (Lagos, Portugal): Leituras a partir dos dados recolhidos nos sectores B e C."
por/by Alexandre Fontinha Gomes
8 de janeiro | 10h30 | Online (Teams)
por/by Alexandre Fontinha Gomes
8 de janeiro | 10h30 | Online (Teams)
Tese de Mestrado / Masters Thesis "Tracing Archaeological Fire By Mapping Heat-Induced Alterations In Limestone A Case Study From The Middle Paleolithic Site Of Pech De L’azé IV (Dordogne, France)"
por/by André Silvestre Shat Santana
13 de janeiro | 10h30 | Online (Teams)
por/by André Silvestre Shat Santana
13 de janeiro | 10h30 | Online (Teams)
Tese de Mestrado / Masters Thesis "A Cerâmica de Engobe Vermelho: Uma Nova Leitura para O Estuário do Tejo"
por/by Rui Pedro Baltazar Capela
14 de janeiro | 10h30 | Online (Teams)
por/by Rui Pedro Baltazar Capela
14 de janeiro | 10h30 | Online (Teams)
Provas de Defesa de Projecto de Tese de Doutoramento em Arqueologia e Pré-história "TEXTO, AUTOR E CONTEXTO NA CONTEMPORÂNEA ARQUEOLOGIA PORTUGUESA (XIX-XXI) [Epistemologia – Memoria - Estudos Narrativos]"
por/by Luís Alexandre Sarrazola da Silva Barata
26 de janeiro | 10h30 | Online (Teams)
por/by Luís Alexandre Sarrazola da Silva Barata
26 de janeiro | 10h30 | Online (Teams)
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