uniarq
Centro de Arqueologia da Universidade de Lisboa / Centre for Archaeology. University of Lisbon
Financiado por fundos nacionais através da FCT - Fundação para a Ciência e Tecnologia, no âmbito dos projectos
UID/00698/2025 (doi.org/10.54499/UID/00698/2025) e UID/PRR/00698/2025 (doi.org/10.54499/UID/PRR/00698/2025)
  • Início
    • Contactos
  • Projectos de Investigação
    • Em curso >
      • ARQEVO
      • Projecto Ansor
      • BeArchaeo
      • Projecto Sado Meso
      • Projecto Retorno ao Sado
      • Projecto MegaGeo
      • Projecto IberAmber
      • Projecto Early Metal
      • Projecto FETE
      • Projecto Molião na Antiguidade
      • Projecto Mesas do Castelinho
      • Projecto Os Santuários
      • PALEORESCUE
      • Projecto Produções e interacções
      • Projecto Casa do Governador
      • Projecto Gruta da Oliveira
      • Projecto Gruta da Figueira Brava
    • Parcerias >
      • LO·RI·VAI - Loulé Velho
      • Miño/Minho. Ocupações da margem esquerda do Baixo Minho
      • MOCRATE: Monte dos Castelinhos e a romanização do baixo Tejo
      • PALÆOCOA - Neanderthal to Anatomically Modern Human transition in the Côa Valley: Environments, Symbolism and Social networks
      • VNSP3000 - Vila Nova de São Pedro, again in the 3rd Millennium
  • Concluídos
    • Projecto Castro Marim
  • Investigadores
  • Publicações
    • uniarq digital 107
    • uniarq digital especial 2024: campanhas de verão revisitadas
    • Revista OPHIUSSA
    • Edições da UNIARQ
    • Venda de Publicações / Book Store
  • Arquivo
    • Arquivo Uniarq Digital
    • a UNIARQ na National Geographic
    • Arquivo de Imprensa
    • Eventos anteriores >
      • Zooarchaeology at the Crossroads
      • Curso de Introdução à Geoarqueologia
      • I Curso de Introdução às Línguas e Epigrafias Paleohispânicas
      • ARQUEOZOO
      • International Conference Women and Writing in the Roman West
      • ARCHAEOLOGY ROCKS!
      • Hybrid Seminar: Facing the Last Glacial Maximum: fresh insights into the Gravettian-Solutrean transition in Southwestern Europe
      • Workshop Fotogrametria para estudo e divulgação do Património
      • Workshop Fotogrametria para estudo e divulgação do Património
      • Isto é Arqueologia! 2021/2022
      • Isto é Arqueologia! 2023/2024
      • Isto é Arqueologia! 2024/2025
      • Partir Pedra 2022
      • Introdução à Geoarqueologia
      • Introdução à Moeda como Fonte de Estudo
      • Identificar, escavar e estudar sítios do Paleolítico Superior em contextos de Arqueologia Preventiva
      • NOITE EUROPEIA DOS INVESTIGADORES 2020
      • Arqueologia em Construção 3
      • Arqueologia em Construção 4
      • Arqueologia em Construção 5
      • Arqueologia em Construção 6
      • Archaeology at Work 7
      • Arqueologia em Construção 8
      • Arqueologia em Construção 9
      • Arqueologia em Construção 10
      • Arquivo 5º CNP
      • Arquivo ZaP2012
      • Exposição de fotografia
      • workshop sigillata 2015
      • MEGA-TALKS 2
      • workshop Leisner
      • curso breve Bua
      • workshop sinos e tacas
      • FRUITS
  • Informação Institucional
  • Estatutos
  • ARQUEOLit - Litoteca
Picture
Editorial
Mariana Diniz, Directora da UNIARQ / UNIARQ Director
Cruzam-se, neste número da UNIARQ digital, notícias sobre eventos e acontecimentos que fazendo todos parte da actividade própria de um Centro de Investigação em Arqueologia como a UNIARQ merecem uma reflexão conjunta que vá para além da enumeração simples de cada um.
A realização do Encontro da IV Conferência da European Association for Asian Art and Archaeology, na Faculdade de Letras, a realização on-line e o cancelamento de comunicações e sessões como resposta à contraditória tomada de posições sobre a questão Israel/Palestina Coordenadores do Encontro da European Association of Archaeologists, realizado em Belgrado, a realização de mais uma edição da Noite Europeia dos Investigadores, completando este Setembro, 15 anos de participação da UNIARQ, o Congresso Internacional de Arqueologia Urbana – Que Futuro? , a Mesa-Redonda Bizâncio no Sudoeste Ibérico (V-VIII), o doutoramento em Arqueologia e Inteligência Artificial e o arranque do projecto Água doce, Água salgada, ganho no concurso Science4Policy (S4P) lançado pela PLANAPP — Centro de Planeamento e de Avaliação de Políticas Públicas constituem indicadores claros da: capacidade ilimitada das pontes que a Ciência e o Conhecimento geram, aproximando gerações, investigadores de diferentes partes do globo, com diferentes agendas e diferentes metodologias, unidos pela comoção e pelo desejo do Saber, de que a 1 de Outubro falava Isabel Almeida, na Faculdade de Letras, a propósito de Camões… (https://www.youtube.com/watch?v=i5U2gHHZLVg&list=PL5d1tFXSzc6odYDoDuu5tteej2nEwNzow&index=1), mas do papel desse Conhecimento na sociedade contemporânea espera-se muito e (correndo o risco de conflito de interesses por proximidade familiar), cito também, no mesmo link, as palavras do Director da Faculdade de Letras, a propósito do que somos e do que não somos, em Letras), e como a capacidade de intervenção no desconcerto, ou no conserto, do Mundo se reflecte também nas iniciativas de partilha de informação ou na procura de soluções inovadoras, comos os usos da Inteligência Artificial, para os desafios do Presente.
Espera-se muito do Conhecimento e da Comunidade que o produz, e quando mais não for possível, porque a escala dos problemas vai para além da nossa possibilidade de acção, que se oiçam também, como no EAA e em tantas outras iniciativas, as vozes da Arqueologia contra o genocídio em Gaza.
In this issue of UNIARQ digital, we bring together news of events and activities which, while each a part of the normal life of a Research Centre in Archaeology such as UNIARQ, also deserve to be considered collectively, beyond a simple listing.
The hosting at the School of Arts and Humanities of the IV Conference of the European Association for Asian Art and Archaeology, the holding of online sessions and the cancellation of presentations in response to contradictory positions taken on the Israel/Palestine issue by the coordinators of the European Association of Archaeologists Meeting in Belgrade, the celebration of yet another edition of the European Researchers’ Night—marking 15 years of UNIARQ’s participation this September—the International Congress on Urban Archaeology – What Future?, the Round Table Byzantium in the Southwestern Iberian Peninsula (5th–8th centuries), the PhD in Archaeology and Artificial Intelligence, and the launch of the project Freshwater, Saltwater, awarded in the Science4Policy (S4P) call promoted by PLANAPP — Centre for Planning and Evaluation of Public Policies, are all clear indicators of the limitless capacity of the bridges that Science and Knowledge generate. They bring together generations, researchers from different parts of the globe, with different agendas and different methodologies, yet united by the emotion and the desire for Knowledge—such as Isabel Almeida referred to, on October 1 at the School of Arts and Humanities, when speaking of Camões (https://www.youtube.com/watch?v=i5U2gHHZLVg&list=PL5d1tFXSzc6odYDoDuu5tteej2nEwNzow&index=1).
But much is also expected of the role of this Knowledge in contemporary society. And (risking a conflict of interest due to family ties), I also quote, at the same link, the words of the Dean of the School of Arts and Humanities, about what we are and what we are not, in the Humanities. The ability to intervene in the dissonance—or in the harmony—of the World is also reflected in initiatives of sharing information or seeking innovative solutions, such as the uses of Artificial Intelligence to meet today’s challenges.
Much is expected of Knowledge and of the Community that produces it. And when direct action is no longer possible, because the scale of the problems exceeds our capacity, then at the very least, as at the EAA and in so many other initiatives, may the voices of Archaeology be heard against the genocide in Gaza.

NOTÍCIAS / NEWS
IV Conferência da European Association for Asian Art and Archaeology
Fotografia
A IV Conferência da European Association for Asian Art and Archaeology (EAAA) decorreu entre 8 e 13 de setembro de 2025, na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa (FLUL). O evento reuniu cerca de 300 académicos e especialistas de várias regiões para debater arte e arqueologia asiáticas, promovendo o diálogo interdisciplinar e internacional.
A organização esteve a cargo do CH-ULisboa, UNIARQ, ARTIS e ACN. Mariana Diniz, diretora da UNIARQ e keynote speaker, destacou-se com a comunicação "Thirty-six ways to honour the Dead - building and digging Kofun and Megaliths”, na Fundação Oriente onde partilhou o palco com o Director de Investigação Curatorial do Tokyo National Museum, Kawano Kazutaka, António Barrento (CH-ULisboa) e Sofia Campos Lopes (Diretora adjunta, Museu Oriente - FO). Elisabetta Colla coordenou a conferência, apoiada pelo back office CH-ULisboa, por André Pereira da UNIARQ e pelas estudantes Maida Monteiro e Catarina Madeira, que, em colaboração com a Liga de Estudos Asiáticos (LEA), organizaram as actividades paralelas e a logística do evento.
O sucesso do encontro contou ainda com o apoio do FCT, Fundação Oriente, Fundação Calouste Gulbenkian, Casa Ásia, Casa Ásia – Colecção Francisco Capelo, da Jorge Welsh Works of Art, da Albuquerque Foundation, do Centro de Estudos Indianos (CEI-FLUL), da Casa da Índia, bem como do generoso apoio de patrocinadores anónimos.

Fotografia
IV Conference of the European Association for Asian Art and Archaeology
The IV Conference of the European Association for Asian Art and Archaeology (EAAA) took place from 8 to 13 September 2025 at the School of Arts and Humanities of the University of Lisbon (FLUL). The event brought together around 300 academics and specialists from various regions to discuss Asian art and archaeology, fostering interdisciplinary and international dialogue.
CH-ULisboa, UNIARQ, ARTIS and ACN were responsible for granting the organisation of the conference in Lisbon. Mariana Diniz, Director of UNIARQ and a keynote speaker, stood out with her presentation "Thirty-six Ways to Honour the Dead - Building and Digging Kofun and Megaliths", delivered at the Fundação Oriente, where she shared the stage with Kawano Kazutaka, (Director of Curatorial Research at the Tokyo National Museum), António Barrento (CH-ULisboa) and Sofia Campos Lopes (Deputy Director - Museo Oriente - FO). Elisabetta Colla coordinated the conference, supported by the CH-ULisboa back office, André Pereira from UNIARQ, and students Maida Monteiro and Catarina Madeira, who, in collaboration with the Liga de Estudos Asiáticos (LEA), managed the parallel activities and event logistics.
Fotografia
The success of the conference was also made possible thanks to the support of FCT, Fundação Oriente, Calouste Gulbenkian Foundation, Casa Ásia, Casa Ásia – Francisco Capelo Collection (Santa Casa da Misericórdia de Lisboa), Jorge Welsh Works of Art, the Albuquerque Foundation, the Centre for Indian Studies (CEI-FLUL), the Casa da Índia, as well as the generous contribution of anonymous sponsors.
Elisabetta Colla
UNIARQ na Noite Europeia dos Investigadores 2025
Dando continuidade a uma tradição que remonta a 2010, a UNIARQ marcou mais uma vez presença este ano na Noite Europeia dos Investigadores (NEI), que decorreu no dia 26/09 no Museu Nacional de História Natural e da Ciência. Nesta edição, em que a NEI esteve subordinada ao tema “Science for Global Challenges”, a UNIARQ realizou uma série de atividades lúdicas e pedagógicas sob o lema “Aprender com o Passado, Construir o Futuro”.
Partindo das linhas de investigação desenvolvidas no Centro, estas atividades convidaram os/as participantes a refletir sobre o que o Passado nos pode ensinar sobre os desafios que a sociedade enfrenta no presente, e sobre como o Património Arqueológico pode servir como um recurso para inspirar alternativas e informar escolhas mais sustentáveis para o futuro. Assim, o jogo “O Passado é um lugar estranho?” convidou os/as visitantes a liderar uma comunidade ao longo da História, fazendo escolhas responsáveis que a conduzam ao sucesso; a atividade “Quantos milénios cabem no seu prato?” guiou-os/as uma exploração da rica história da alimentação, servindo para pensar em conjunto os desafios da sustentabilidade deste aspeto central das nossas vidas; por fim, “O Preço Certo Fenício” levou os/as jogadores/as numa viagem ao Mediterrâneo de há 3000 anos para pensar sobre o (sobre)consumo e o seu impacto.
Fotografia
Acompanhadas de outros jogos lúdicos para os/as mais pequenos/as, inspirados no projeto de estudo das Coleções de Arqueologia Colonial Portuguesa, estas atividades expuseram o público da NEI não só às atividades da UNIARQ enquanto unidade de referência na investigação arqueológica em Portugal, mas também à relevância da Arqueologia e do Património Arqueológico para o presente e o futuro.
A atividade constante na banca da UNIARQ mostrou bem o interesse do público pelo Património Arqueológico e a sua vontade de aprender com o Passado. A passagem por este posto de centenas de visitantes – com destaque para as famílias e os mais jovens – foi ainda potenciada por uma sinergia com as outras atividades dinamizadas por unidades da Universidade de Lisboa no âmbito da iniciativa Passaporte NEI.
Esta bem-sucedida participação da UNIARQ naquele que é um dos maiores eventos de Comunicação de Ciência no país e na Europa foi o resultado do esforço e empenho de um conjunto de Bolseiros/as e alunos/as de Doutoramento (Alice Baeta, Carlos Filipe Ferreira, Rafael Lima, Paula Nascimento, Ivan Vieira Neto, Ana Rosa, Inês Catarina da Silva e Helena Soares), bem como de alunas do Mestrado (Daniela Ferreira e Carina Nunes) e Licenciatura (Érica Correia e Lucas Domingos) em Arqueologia da FLUL. A atividade contou ainda com a coordenação do Investigador Integrado da UNIARQ, Francisco B. Gomes e a participação da também Investigadora Integrada e Sub-Diretora da UNIARQ, Elisa de Sousa.

Fotografia
UNIARQ at European Researchers' Night 2025
Continuing with a tradition that dates back to 2010, UNIARQ has once again been represented at the European Researchers’ Night (ERN) in Lisbon, which took place on the 26th of September in the National Museum of Science and Natural History. In this edition, under the general theme “Science for Global Challenges”, UNIARQ offered a range of pedagogical games and activities connected to the topic “Learning from the Past, Building the Future”.
Fotografia
Starting from the research lines developed in our research Centre, these activities invited the participants to think about what the Past can teach us regarding the challenges which society is facing in the Present, and how Archaeological Heritage can be a resource to inspire alternatives and inform more sustainable choices for the future. The game “The Past is a Foreign Place?” invited visitors to lead a community through History, making responsible choices which lead them to success; the activity “How Many Millennia Fit in Your Plate?” guided them in an exploration of the rich history of food, opening conversations on the challenges of making this central part of our lives sustainable; finally, “The Phoenician Price is Right?” led players on a trip to the Mediterranean of 3000 years ago to reflect on (over)consumption and its impact.
Together with other games for the younger visitors, inspired by the project on the study of the Collections of Portuguese Colonial Archaeology, these activities exposed the public of the ERN not just to the work of UNIARQ as a reference unit in Portuguese archaeological research, but also to the relevance of Archaeology and Archaeological Heritage for the present and the future.
The constant flow of visitors in UNIARQ’s stand shows the public interest in Archaeological Heritage and their interest in learning from the Past. Hundreds of visitors – and especially families and children – made a stop at this stand, many also as a result of a synergy with other activities promoted by units of the University of Lisbon as part of the “NEI [ERN] Passport” initiative.
Fotografia
This successful participation of UNIARQ in this event, one of the major outlets for Science Communication in Portugal and in Europe, was the result of the efforts and commitment of a group of Doctoral Students (Alice Baeta, Carlos Filipe Ferreira, Rafael Lima, Paula Nascimento, Ivan Vieira Neto, Ana Rosa, Inês Catarina da Silva, and Helena Soares), as well as students of the Master (Daniela Ferreira, and Carina Nunes) and BA (Érica Correia, and Lucas Domingos) programmes in Archaeology of the School of Arts and Humanities of the University of Lisbon. The activity was coordinated by UNIARQ’s Integrated Researcher Francisco B. Gomes, and the participation of Elisa de Sousa, also an Integrated Researcher and Sub-Director of the Centre.
Francisco B. Gomes
A UNIARQ no 31º Encontro Anual da European Association of Archaeologists (Belgrado / On-line, 2 a 6 de Setembro de 2025): Ciência, Património… e Imperativos Éticos
Decorreu entre 2 e 6 de Setembro a 31ª edição dos encontros anuais da European Association of Archaeologists (EAA), organizada pela Universidade de Belgrado. Este encontro, sob o lema “Intertwined Pasts”, realizou-se infelizmente online devido à instabilidade política causada pela repressão dos movimentos democráticos estudantis anticorrupção na Sérvia.
A UNIARQ marcou, ainda assim, uma forte presença, com a participação de 32 membros da sua equipa (Alice Baeta, Ana Beatriz Santos, Ana Costa, Ana Cristina Araújo, Ana Margarida Arruda, Ana Maria Silva, Carina Nunes, Carine Souza, Carlos Fabião, Catarina Costeira, Catarina Viegas, Cátia Delicado, Cleia Detry, Cristina Gameiro, Daniel Carvalho, Francisco B. Gomes, João Zilhão, Linda Melo, Luis Almeida, Manuel Fialho, Mariana Nabais, Maurizio Zambaldi, Miguel Almeida, Mónica Corga, Nelson J. Almeida, Patrícia Aleixo, Rafael Lima, Rui Gomes Coelho, Samuel Melro, Sara Simões, Telmo Pereira e Victor Filipe).
Destaca-se o papel dos/as investigadores/as da UNIARQ na organização de sessões. Entre os painéis co-organizados por membros do Centro contam-se os seguintes:
  • Sessão 14: Prehistoric Exploitation of Waterscapes and Aquatic Resources (co-organizado por Mariana Nabais);
  • Sessão 21: The Social Life of Crafts(people): Exploring the Interplay Between Crafts and Social Structures and Norms in 1st Millennium BCE Europe (co-organizado por Francisco B. Gomes);
  • Sessão 22: Shaped Margins: Morphological and Environmental Evolution of Coastal Areas in Long-Inhabited Urban Spaces (co-organizado por Ana Costa);
  • Sessão 59: Crafting Identity: A Multidisciplinary Approach to the Relationship Between Material Culture and Gender in the Mediterranean from Prehistory to Us (co-organizado por Francisco B. Gomes);
  • Sessão177: Digging Deeper: Archaeology as a Tool for Social Change (co-organizado por Cristina Gameiro e Rui Gomes Coelho)
  • Sessão 280: Archaeological Heritage, Scientific Recording, Remains and Destruction: A Look at a Complex Relationship (co-organizado por Nelson J. Almeida).
O encontro foi, contudo, marcado por uma série de decisões e intervenções eticamente questionáveis por parte da liderança da EAA, que geraram uma forte contestação entre os membros e os participantes no encontro.
De facto, nas semanas antes do encontro a liderança da associação foi confrontada com uma carta aberta promovida pelo colectivo Archaeologists Against Apartheid que pedia uma tomada de posição mais firme da Associação contra o genocídio do povo palestiniano na Faixa de Gaza perpetrado pelo Estado de Israel. Em face desta legítima tomada de posição, apoiada por mais de 1200 signatários/as, entendeu o Conselho Executivo da Associação assumir uma posição consistente com a missão da Associação de promover uma Arqueologia alinhada com valores éticos e humanísticos, e também com os precedentes estabelecidos aquando da invasão da Ucrânia por parte da Rússia. Foi assim dada a oportunidade aos colegas israelitas de participar no Encontro, mas sem indicação de filiações institucionais a organismos estatais israelitas, como ocorre com os colegas russos e bielorussos desde 2022.
A adoção desta postura, baseada em valores éticos que deveriam nortear a atuação da Associação, deu origem à contestação de alguns membros, participantes e instituições. Cedendo a pressões externas e internas, o Conselho Executivo reverteu essa decisão em vésperas do arranque do Encontro, o que em si mesmo é questionável tanto do ponto de vista ético como processual, estabelecendo um grave precedente de cedência a ingerências nos processos democráticos da Associação.
As ações que se seguiram só vieram agravar a situação. Com efeito, na sequência desta decisão, a liderança da Associação, à revelia dos organizadores locais, emitiu diretivas dirigidas aos voluntários e organizadores de sessões para silenciar os microfones dos participantes que se manifestassem sobre esta situação e sobre o genocídio na Faixa de Gaza durante as sessões. Indicava-se igualmente que, se fossem os organizadores das sessões a tomar a palavra para se manifestarem a este respeito, as mesmas seriam automaticamente encerradas.
Estas instruções, mais tarde justificadas com uma suposta “urgência” em fazer face a “ameaças” externas, constituiu uma clara tentativa de censura e de coartar a liberdade de expressão dos membros e dos participantes no encontro, aproveitando para esse efeito o formato digital do mesmo. Colocou ainda, de forma inadmissível, o ónus de exercer essa repressão nos elementos mais vulneráveis da comunidade da EAA – os/as investigadores/as em início de carreira que participam no encontro como voluntários.
Como é compreensível, estas ações antidemocráticas causaram uma forte contestação por parte dos membros e participantes no encontro, que levou à retirada de numerosas sessões e comunicações, tendo muitos membros cancelado mesmo a sua filiação na Associação; outros membros entenderam manter as suas sessões, como forma de não ceder um espaço comum face a esta postura autoritária, realizando declarações durante as mesmas contra esta tentativa de censura, a favor da liberdade de expressão, e em solidariedade com o povo palestiniano.
Na Assembleia Geral que encerrou as atividades do Encontro, a liderança da Associação recusou oferecer quaisquer esclarecimentos e reconhecer quaisquer responsabilidades reais, escudando-se numa retórica que condena as legítimas preocupações éticas dos seus membros como agitação e disrupção. Apesar de algumas iniciativas dúbias, não ofereceu até ao momento um caminho claro para superar a quebra de confiança dos membros e enfrentar adequadamente os desafios éticos que estiveram na base desta crise.
São muitos os membros que acreditam na missão da EAA de promover uma Arqueologia alinhada com princípios éticos e valores humanísticos, e de proteger os/as arqueólogos/as e o Património Arqueológico onde quer que eles estejam e quem quer que os ameace. Espera-se por isso que a liderança da Associação seja ainda capaz de reconhecer a gravidade da situação e de assumir as suas responsabilidades nesta crise interna, tomando medidas consequentes para a superar e repor a normalidade ética e democrática dentro deste organismo de referência da Arqueologia europeia.
UNIARQ on the 31st Annual Meeting of the European Association of Archaeologists (Belgrade / Online, 2 – 6 September 2025): Science, Heritage… and Ethical Imperatives
Fotografia
The 31st Annual Meeting of the European Association of Archaeologists (EAA), organised by the University of Belgrade, took place between the 2nd and the 6th of September. This meeting, with the motto “Intertwined Pasts”, was unfortunately held online due to the political unrest caused by the repression of the democratic anticorruption student movements in Serbia.
Despite this, UNIARQ was well-represented, with the participation of 32 team members (Alice Baeta, Ana Beatriz Santos, Ana Costa, Ana Cristina Araújo, Ana Margarida Arruda, Ana Maria Silva, Carina Nunes, Carine Souza, Carlos Fabião, Catarina Costeira, Catarina Viegas, Cátia Delicado, Cleia Detry, Cristina Gameiro, Daniel Carvalho, Francisco B. Gomes, João Zilhão, Linda Melo, Luis Almeida, Manuel Fialho, Mariana Nabais, Maurizio Zambaldi, Miguel Almeida, Mónica Corga, Nelson J. Almeida, Patrícia Aleixo, Rafael Lima, Rui Gomes Coelho, Samuel Melro, Sara Simões, Telmo Pereira and Victor Filipe).
It is particularly worth highlighting the role of UNIARQ members in the organisation of sessions during the meeting. Among the panels organised by UNIARQ researchers were the following:
  • Session 14: Prehistoric Exploitation of Waterscapes and Aquatic Resources (co-organised by Mariana Nabais);
  • Session 21: The Social Life of Crafts(people): Exploring the Interplay Between Crafts and Social Structures and Norms in 1st Millennium BCE Europe (co-organised by Francisco B. Gomes);
  • Session 22: Shaped Margins: Morphological and Environmental Evolution of Coastal Areas in Long-Inhabited Urban Spaces (co-organised by Ana Costa);
  • Session 59: Crafting Identity: A Multidisciplinary Approach to the Relationship Between Material Culture and Gender in the Mediterranean from Prehistory to Us (co-organised by Francisco B. Gomes);
  • Session 177: Digging Deeper: Archaeology as a Tool for Social Change (co-organised by Cristina Gameiro and Rui Gomes Coelho)
  • Session 280: Archaeological Heritage, Scientific Recording, Remains and Destruction: A Look at a Complex Relationship (co-organised by Nelson J. Almeida).
The meeting, however, was marked by a series of ethically questionable decisions and interventions by the EAA leadership, which generated strong opposition among members and meeting participants.
In fact, in the weeks leading up to the meeting, the leadership was confronted with an open letter promoted by the Archaeologists Against Apartheid collective requesting the Association takes a stronger stance regarding the genocide of the Palestinian people in Gaza by the State of Israel. In light of this legitimate expression of concern, supported by 1200+ signatories, the Executive Board of the Association decided to take a stance consistent with the mission of the Association to promote an Archaeology guided by ethical and humanistic values, but also with the precedent established at the time of the Russian invasion of Ukraine. Israeli colleagues were offered the possibility to participate in the meeting, but without the indication of the institutional affiliations to Israeli state organisms, similarly to the participation guidelines for Russian and Belarussian colleagues since 2022.
This posture, based on the ethical values which should guide the action of the Association, generated a backlash from some members, participants and institutions. Caving in to external and internal pressures, the Executive Board decided to revert this decision shortly before the beginning of the meeting, which in itself is questionable on ethical and procedural grounds, thus establishing a serious precedent of giving in to interference with the Association’s democratic processes.
The actions which followed only escalated the situation further. In fact, following this decision, the leadership of the Association, without consulting the local organisers, sent out a directive for volunteers and session organisers to silence the microphones of any participants speaking out on this situation and on the genocide in Gaza during the sessions. It was equally stated that, if the session organisers were the ones speaking out, the sessions would automatically be closed.
These instructions, later justified with the supposed “urgency” of facing external “threats”, were a clear attempt at censorship and to limit the members’ and the participant’s freedom of speech, taking advantage for that purpose of the digital format of the meeting. It also placed the burden of executing these repressive orders on the most vulnerable members of the EAA community – the early career researchers taking place in the meeting as volunteers.
As can easily be understood, these antidemocratic actions generated a strong opposition from members and participants, resulting in the withdrawal of many sessions and presentations, with many members even cancelling their EAA membership; other members decided to keep their sessions in order not to cede ground on this shared forum in face of this authoritarian posture, using them to make statements against censorship, for freedom of speech, and in solidarity with the Palestinian people.
During the Annual Members Business Metting which closed the meeting, the leadership of the Association refused to offer any clarification or to acknowledge any substantial responsibility, shielding itself using a rhetoric which condemns the legitimate ethical concerns of members as agitation and disruption. Despite some dubious initiative since, it has so far failed to offer a clear path to overcome the breech of the members’ thrust and to adequately face the ethical challenges which were on the basis of this crisis.
There are still many members who believe in the EAA’s mission to promote an Archaeology aligned with ethical and humanistic values, and to protect archaeologists and Archaeological Heritage wherever they may be, and whomever may be threatening them. It is therefore to be hoped that the Association leadership is still able to recognize the seriousness of the situation and to assume its responsibilities in this internal crisis, taking consequential measures to overcome it and to restore the ethical and democratic order in this reference organization for European Archaeology.
Fotografia
Francisco B. Gomes
Congresso Internacional de Arqueologia Urbana – Que Futuro? – Braga 18-20 de setembro de 2025
Fotografia
Mesa Institucional da Sessão Inaugural do Congresso / Opening Session Institutional Panel of the Congress (in https://www.facebook.com/photo?fbid=1279797200855219&set=pcb.1279797314188541)
Por iniciativa da Câmara Municipal de Braga e da Universidade do Minho, decorreu em Braga o Congresso Internacional dedicado à complexa temática da Arqueologia Urbana, abarcando temas tão variados como: legislação e práticas de gestão; metodologias de preservação e registo dos solos arqueológicos; gestão e arquivo dos dados resultantes das escavações; valorização da história e memória das cidades.
Num ano em que Braga é a Capital Portuguesa da Cultura, a localização do Congresso ganha sentido por ser esta cidade a pioneira no controle e regulação da Arqueologia Urbana, desde 1976, mas também pela presença do Presidente da CCDR Norte, que apresentou o projecto de criação de vários pólos arqueológicos de recepção e gestão dos materiais saídos das múltiplas intervenções arqueológicas que se realizam na região – espera-se, naturalmente, que as outras CCDRs sigam este notável exemplo.
O Congresso serviu como espaço de apresentação de casos, com particular destaque para o sempre referido caso de Londres e da sua gestão da Arqueologia urbana, mas também de bons exemplos peninsulares, como são os casos de Cartagena, Zaragoza, Mérida. Braga prepara-se para juntar às outras áreas arqueológicas musealizadas e abertas ao público, o novo espaço da Insula das Carvalheiras, mais um exemplo de como na cidade se cuida, preserva, expõe o seu património arqueológico.
Um dos mais interessantes e inovadores contextos de apresentações e debates prendeu-se com o tema das estratégias e modos de conservação e gestão da informação gerada pelas múltiplas intervenções arqueológicas em áreas urbanas.
Nunca será de mais sublinhar como o relevante trabalho que em Braga se desenvolve resulta de uma parceria virtuosa entre o Gabinete de Arqueologia da Autarquia e a Universidade do Minho.
Para ver o Programa:
https://patrimonioarqueologico.cm-braga.pt/congresso-internacional-de-arqueologia-urbana/

International Congress on Urban Archaeology – What Future? – Braga, 18–20 September 2025
On the initiative of Braga City Council and the University of Minho, an international congress was held in Braga dedicated to the complex subject of urban archaeology, covering topics as varied as: legislation and management practices; methodologies for the preservation and recording of archaeological sites; management and archiving of data resulting from excavations; and the enhancement of the history and memory of cities.
n a year in which Braga is the Portuguese Capital of Culture, the location of the Congress makes sense because this city has been a pioneer in the control and regulation of Urban Archaeology since 1976, but also because of the presence of the President of CCDR Norte, who presented the project to create several archaeological centres for the reception and management of materials from the many archaeological interventions carried out in the region – it is naturally hoped that the other CCDRs will follow this remarkable example.
The Congress served as a forum for presenting case studies, with particular emphasis on the often-cited example of London and its management of urban archaeology, but also on good examples from the Iberian Peninsula, such as Cartagena, Zaragoza and Mérida. Braga is preparing to add the new Insula das Carvalheiras space to the other archaeological areas that have been turned into museums and opened to the public, yet another example of how the city cares for, preserves and exhibits its archaeological heritage.
One of the most interesting and innovative presentations and debates was the topic of strategies and methods for conserving and managing information generated by multiple archaeological interventions in urban areas.
It cannot be overemphasised how the important work being carried out in Braga is the result of a virtuous partnership between the Local Authority's Archaeology Office and the University of Minho.
To view the programme:
https://patrimonioarqueologico.cm-braga.pt/congresso-internacional-de-arqueologia-urbana/

Fotografia
(in https://www.facebook.com/photo?fbid=1279797204188552&set=pcb.1279797314188541)
Carlos Fabião
Bizâncio no Sudoeste Ibérico (V-VIII)
Fotografia
Uma mesa-redonda que resultou de mais uma colaboração entre os Centros de Investigação da Universidade de Lisboa (Centro de História e Centro de Arqueologia / UNIARQ) e o Gabinete de estudos Olisiponenses, integrada na iniciativa internacional, promovida pela Universidade de Messina (Itália).
A mesa-redonda transmitida online, foi gravada e pode ser vista aqui:
https://www.facebook.com/gabinetedeestudosolisiponenses/videos/1353398772870118

Bizantium in the Iberian Southwest (V-VIII)
A round table discussion resulting from yet another collaboration between the Research Centres of the University of Lisbon (Centre for History and Centre for Archaeology / UNIARQ) and the Gabinete de Estudos Olisiponenses, as part of an international initiative promoted by the University of Messina (Italy).
The round table discussion was broadcast online, recorded and can be viewed here:
https://www.facebook.com/gabinetedeestudosolisiponenses/videos/1353398772870118

Fotografia
Carlos Fabião
Doutoramento Daniel Carvalho
Fotografia
Realizou-se, no passado dia 8 setembro 2025, a prova de Doutoramento em Arqueologia e Pré-história de Daniel Carvalho, com a defesa da tese The Artificial Theorist: identifying concepts, ideas and patterns in the archaeological discourse of Iberian Peninsula (20th-21st centuries) resorting to Artificial Intelligence and Machine Learning, financiado por uma Bolsa FCT. A tese, orientada por Mariana Diniz e Juan Antonio Barceló, foi defendida perante um Júri constituído por Cátia Pesquita, da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, Sébastien Plutniak, do Centre Nationale de la Recherche Scientifique, Ana Cristina Martins, da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa e Ana Margarida Vale, da Faculdade de Letras da Universidade do Porto. 
Com o sucesso desta tese fica definitivamente aberto na UNIARQ e na Faculdade de Letras de Lisboa, o campo de investigação em se desenvolvem novas ferramentas de Inteligência Artificial aplicadas à história e à construção da teoria em Arqueologia, em que Daniel Carvalho foi pioneiro. Muitos parabéns ao novo Doutor
!
PhD Daniel Carvalho
On September 8, 2025, Daniel Carvalho’s PhD defence in Archaeology and Prehistory took place, with the thesis 'The Artificial Theorist: identifying concepts, ideas and patterns in the archaeological discourse of the Iberian Peninsula (20th–21st centuries) resorting to Artificial Intelligence and Machine Learning', funded by an FCT scholarship. The dissertation, supervised by Mariana Diniz and Juan Antonio Barceló, was defended before a jury composed of Cátia Pesquita (Faculty of Sciences, University of Lisbon), Sébastien Plutniak (Centre National de la Recherche Scientifique), Ana Cristina Martins (Faculty of Social and Human Sciences, NOVA University Lisbon), and Ana Margarida Vale (Faculty of Arts, University of Porto).
With the success of this thesis, the field of research dedicated to the development of new Artificial Intelligence tools applied to history and to theory building in Archaeology is now definitively established at UNIARQ and at the School of Arts and Humanities of the University of Lisbon, where Daniel Carvalho is a pioneer. Congratulations to the new Doctor!

Fotografia
Mariana Diniz
Noé Conejo premiado pela Nummus
Fotografia
A Nummus-Sociedad Española de Numismática, anunciou Noé Conejo Delgado, investigador colaborador da UNIARQ, como vencedor do «Prémio Lastanosa 2024», pela sua obra Moneta et territoria en Lusitania: Economía monetaria y rural de una provincia.
Este reconhecimento reflecte a relevância e a qualidade da sua contribuição para o campo da numismática, bem como o contributo que a sua obra representa para o avanço dos estudos na nossa disciplina.
O livro de Noé Conejo Delgado resulta da sua tese de Doutoramento, realizada em cotutela entre a Universidade de Lisboa e a Universidad de Sevilla

Noé Conejo awarded by Nummus
Nummus – Sociedad Española de Numismática has announced Noé Conejo Delgado, collaborating researcher at UNIARQ, as the winner of the Premio Lastanosa 2024 for his work Moneta et territoria en Lusitania: Economía monetaria y rural de una provincia.
This recognition reflects the significance and quality of his contribution to the field of numismatics, as well as the contribution his work makes to the advancement of studies in our discipline.
Noé Conejo Delgado’s book is the outcome of his doctoral thesis, carried out under a joint supervision agreement between the University of Lisbon and the University of Seville.
Fotografia
André Pereira e Carlos Fabião

INVESTIGAÇÃO NA UNIARQ
RESEARCH AT UNIARQ
CAMPANHAS DE VERÃO
SUMMER CAMPAIGNS

Iniciaram-se, em junho, as campanhas de investigação de campo e de laboratório dos investigadores da UNIARQ, que se prolongaram até ao mês de setembro.
Field and lab research campaigns by UNIARQ researchers began in June and continued until September.
Fotografia
CAMPO / FIELD
1. Penascosa (Vila Nova de Foz Côa). Paleolítico. Projecto CÔA3P: Paleogeografia, Paleoclimatologia e Paletnologia do Côa e territórios envolventes. Thierry Aubry e Miguel Almeida
2. Abrigo da Gruta da Buraca da Moira (Leiria). Do Calcolítico ao Gravetense Médio. Projecto EcoPLis - Ecótonos Plistocénicos na Bacia do Rio Lis. Telmo Pereira
3. Abrigo da Senhora das Lapas (Tomar). Paleolítico Superior. Projecto ARQEVO 2 - Arqueologia e Evolução dos Primeiros Humanos na Fachada Atlântica da península Ibérica 2 (continuação). Luis Gomes, Mariana Nabais, Filipa Rodrigues e Alexandre Varanda
4. Gruta do Caldeirão (Tomar). Paleolítico Médio/Superior. Projecto ARQEVO 2 - Arqueologia e Evolução dos Primeiros Humanos na Fachada Atlântica da península Ibérica 2 (continuação). Luis Gomes, Mariana Nabais e Alexandre Varanda
5. Gruta 3 da Curva da Bezelga - Lapa Escura (Torres Novas). Paleolítico Superior. Projecto ARQEVO 2 - Arqueologia e Evolução dos Primeiros Humanos na Fachada Atlântica da península Ibérica 2 (continuação). Maria Melo, Filipa Rodrigues e Luís Gomes
6. Gruta do Aderno (Torres Novas). Paleolítico Inferior. Projecto Arqueologia e evolução dos primeiros humanos na fachada atlântica da Península Ibérica (ARQEVO 2). Henrique Matias, John Willman e João Zilhão
7. Lapa da Bugalheira (Torres Novas). Neolítico Antigo e Médio. Projecto ARQEVO: Arqueologia e Evolução dos Primeiros Humanos na Fachada Atlântica da Península Ibérica. Filipa Rodrigues e João Zilhão
8. Villa Cardílio (Torres Novas). Romano. Projecto Villa Cardílio: a romanização da bacia hidrográfica do Almonda. Victor Filipe
9. Cidade Romana de Ammaia (Marvão). Romano e Antiguidade Tardia. Projecto CRA Ludi. Anfiteatro da cidade romana de Ammaia. Carlos Fabião, Amílcar Guerra e Catarina Viegas
10. Povoado de Vila Nova de São Pedro (Azambuja). Calcolítico. Projecto Vila Nova de São Pedro, de novo no 3º milénio - VNSP3000. Mariana Diniz e César Neves
11. Bacia de Rio Maior (Vila Nova de São Pedro). Projecto MOBlades - Proveniência da matéria-prima das lâminas como indicador da mobilidade humana ao longo do Calcolítico do SW da Península Ibérica. Patrícia Jordão
12. Vale do Forno 8 (Alpiarça). Paleolítico Inferior. Projecto O tecno-complexo Acheulense no ocidente europeu: caracterização e variabilidade das indústrias acheulenses da vertente atlântica da Península Ibérica. Carlos Ferreira, João Pedro Cunha-Ribeiro e Eduardo Méndez-Quintas 
13. Alto da Vigia (Sintra). Romano e Medieval Islâmico. Projecto Alto da Vigia: Santuário Romano Astral e Ribat de Alconchel. Alexandre Gonçalves
18. Castelo Velho de Safara (Moura). Calcolítico, Idade do Ferro, Romano Republicano. Projecto FOMEGA II. Mariana Nabais, Margarida Figueiredo e Rui Monge Soares
19. Ciudad de Vascos (Toledo, Espanha). Andalusi (Ss. IX-XI). Projecto Intervenciones arqueológicas en Ciudad de Vascos (2025). Jorge de Juan Ares
20. Gruta da Sassa (Sumbe, Província do Cuanza Sul) e Gruta do Tchivinguiro (Humpata, Província da Huíla). Angola. Idade da Pedra. Projecto PaleoLeba. Daniela de Matos
21.  Trabalho de campo com as mulheres ceramistas de Apiaí (Apiaí, Brasil). Arqueologia Histórica. Projecto Gênero, Memórias e Materialidades da Interação/Confluência: Mulheres Indígenas e Afrodescendentes na Arqueologia Histórica de São Paulo. Marianne Sallum e Francisco Silva Noelli
22. Trabalho de campo com comunidades Caiçaras da Ilha do Guarujá (Guarujá – Brasil). Arqueologia Histórica. Projecto Gênero, Memórias e Materialidades da Interação/Confluência: Mulheres Indígenas e Afrodescendentes na Arqueologia Histórica de São Paulo. Francisco Silva Noelli e Marianne Sallum
LABORATÓRIO / LAB
2. Abrigo da Gruta da Buraca da Moira (Leiria). Do Calcolítico ao Gravetense Médio. Projecto EcoPLis - Ecótonos Plistocénicos na Bacia do Rio Lis. Telmo Pereira
3. Abrigo da Senhora das Lapas (Tomar). Paleolítico Superior. Projecto ARQEVO 2 - Arqueologia e Evolução dos Primeiros Humanos na Fachada Atlântica da península Ibérica 2 (continuação). Luis Gomes, Mariana Nabais, Filipa Rodrigues e Alexandre Varanda
4. Gruta do Caldeirão (Tomar). Paleolítico Médio/Superior. Projecto ARQEVO 2 - Arqueologia e Evolução dos Primeiros Humanos na Fachada Atlântica da península Ibérica 2 (continuação). Luis Gomes, Mariana Nabais e Alexandre Varanda
5. Gruta 3 da Curva da Bezelga - Lapa Escura (Torres Novas). Paleolítico Superior. Projecto ARQEVO 2 - Arqueologia e Evolução dos Primeiros Humanos na Fachada Atlântica da península Ibérica 2 (continuação). Maria Melo, Filipa Rodrigues e Luís Gomes
6. Gruta do Aderno (Torres Novas). Paleolítico Inferior. Projecto Arqueologia e evolução dos primeiros humanos na fachada atlântica da Península Ibérica (ARQEVO 2). Henrique Matias, John Willman e João Zilhão
7. Lapa da Bugalheira (Torres Novas). Neolítico Antigo e Médio. Projecto ARQEVO: Arqueologia e Evolução dos Primeiros Humanos na Fachada Atlântica da Península Ibérica. Filipa Rodrigues e João Zilhão
8. Villa Cardílio (Torres Novas). Romano. Projecto Villa Cardílio: a romanização da bacia hidrográfica do Almonda. Victor Filipe
9. Cidade Romana de Ammaia (Marvão). Romano e Antiguidade Tardia. Projecto CRA Ludi. Anfiteatro da cidade romana de Ammaia. Carlos Fabião, Amílcar Guerra e Catarina Viegas
10. Povoado de Vila Nova de São Pedro (Azambuja). Calcolítico. Projecto Vila Nova de São Pedro, de novo no 3º milénio - VNSP3000. Mariana Diniz e César Neves
11. Bacia de Rio Maior (Vila Nova de São Pedro). Projecto MOBlades - Proveniência da matéria-prima das lâminas como indicador da mobilidade humana ao longo do Calcolítico do SW da Península Ibérica. Patrícia Jordão
12. Vale do Forno 8 (Alpiarça). Paleolítico Inferior. Projecto O tecno-complexo Acheulense no ocidente europeu: caracterização e variabilidade das indústrias acheulenses da vertente atlântica da Península Ibérica. Carlos Ferreira, João Pedro Cunha-Ribeiro e Eduardo Méndez-Quintas 
13. Alto da Vigia (Sintra). Romano e Medieval Islâmico. Projecto Alto da Vigia: Santuário Romano Astral e Ribat de Alconchel. Alexandre Gonçalves;
14. Laboratório de Processos Costeiros / FCUL. Últimos 500 anos. Projecto ECOFREEDOM - Ecologia da liberdade: Materialidades da escravidão e Pós-Emancipação no Mundo Atlântico. Ana Costa
15. Laboratório de inventário e catalogação de Capambonge Velho / FLUL. Idade da Pedra Inferior e Média. Projecto ARQMEM. João Pedro Cunha-Ribeiro e Paula Nascimento
16. Laboratório Casal Leitão / LARC. Mesolítico Antigo. Projecto Estruturas mesolíticas de Casal Leitão. Ana Cristina Araújo
17. Laboratório Abrigo do Lagar Velho / LARC. Paleolítico Superior. Projecto Testemunho Pendurado do Abrigo do Lagar Velho. Ana Cristina Araújo
19. Ciudad de Vascos (Toledo, Espanha). Andalusi (Ss. IX-XI). Projecto Intervenciones arqueológicas en Ciudad de Vascos (2025). Jorge de Juan Ares
Gruta do Aderno (Torres Novas)
Fotografia
A 6ª campanha de escavação na Gruta do Aderno, localizada no Sistema Cársico da Nascente do rio Almonda (Torres Novas), realizou-se entre os dias 7 de Julho e 15 de Agosto de 2025, num total de 6 semanas de trabalho de campo e laboratório. Os trabalhos foram dirigidos por Henrique Matias, John Willman e João Zilhão, tendo contado com a participação de estudantes da licenciatura em Arqueologia da Universidade de Lisboa.
Esta campanha teve como objectivo intervir sob duas áreas, num total de cerca de 9m². Uma dessas áreas corresponde a um dos cortes que, devido ao risco de colapso, teve de ser estabilizado. Aí, foram escavados níveis datados de há cerca de 400 mil anos, e foram recolhidos numerosos bifaces e outros utensílios bifaciais, assim como numerosos restos de cavalo, cervídeos e auroque.

Fotografia
A outra área de escavação incidiu nos níveis mais antigos da cavidade, sob um horizonte de grandes abatimentos do tecto da gruta. Atingiu-se a base dos níveis arqueológicos e foi possível observar que estes se prolongam para o interior da galeria e que continuam a ser ricos em materiais arqueológicos, ainda que a amostra recolhida não permita a sua caracterização tecnológica e atribuição cultural; e em fauna que se encontra muito bem preservada. Entre estes vestígios destaca-se a presença de restos de ursídeos juvenis.
Tendo verificado que os depósitos flúvio-cársicos que correspondem à base dos níveis arqueológicos afloram a uma cota elevada em direcção à antiga entrada da gruta e que se conserva uma maior espessura sedimentar dos níveis arqueológicos em direcção do interior da Gruta do Aderno, nas próximas campanhas a escavação incidirá consistirá no alargamento da área já escavada na perspectiva de, com uma amostra maior, podermos caracterizar as ocupações humanas mais antigas até hoje identificadas nas grutas do sistema cársico do Almonda.
Esta campanha contou com o apoio logístico e financeiro da Câmara Municipal de Torres Novas, da STEA (Sociedade Torrejana de Espeleologia e Arqueologia), da PALEOALMONDA, Associação de Estudos Científicos e da Renova - Fábrica de Papel do Almonda, SA.

Fotografia
Gruta do Aderno (Torres Novas)
The sixth season of excavation at Gruta do Aderno, located in the karst system of the source of the Almonda River (Torres Novas), took place between July 7 and August 15, 2025. The campaign consisted of six weeks of fieldwork and laboratory activities. The excavation activities were directed by Henrique Matias, John Willman, and João Zilhão, with the participation of students from the University of Lisbon's Archaeology bachelor’s degree program.
Fotografia
During the campaign, achaeological interventions concentrated on two areas, covering a total of approximately 9m². The first area corresponded to one of the profiles that had to be stabilized due to the risk of collapse. Levels dating back around 400,000 years were excavated in that area, and numerous bifaces, other bifacial tools were discovered, in addition to numerous remains of horses, deer, and aurochs. 
The second excavation area focused on the oldest levels of the cavity, under a horizon of large blocks from the collapsed cave ceiling. The base of the archaeological levels was encountered and it was possible to observe that these levels extend into the interior of the gallery. Thus, they will continue to be rich in archaeological materials, although the sample collected does not allow for their technological characterization and cultural attribution. However, the fauna is very well preserved, and among these remains, the presence of juvenile ursid remains stands out.
Having verified that the fluvial-karst deposits corresponding to the base of the archaeological levels emerges at a high elevation in the direction of the old entrance to the cave, and that a thick sediment preserving the archaeological levels towards the interior of the Gruta do Aderno, the next campaigns will focus on expanding the area already excavated so that, with a larger sample, we can characterize the oldest human occupations identified to date in the caves of the Almonda karst system.
This campaign received logistical and financial support from the Torres Novas Municipal Council, STEA (Torrejan Society of Speleology and Archaeology), PALEOALMONDA, Association of Scientific Studies, and Renova - Fábrica de Papel do Almonda, SA.

Henrique Matias, John Willman e João Zilhão
De volta à Penascosa (Vila Nova de Foz Côa)
Aquando da descoberta das gravuras paleolíticas do Côa, na década de 1990, o sítio da Penascosa foi um dos primeiros a ganhar notoriedade pública, motivando desde logo a afluência de milhares de visitantes ávidos de ver algumas das rochas, que viriam a ser mais icónicas do Vale, como a rocha 3.
A Penascosa também mereceu imediatamente a atenção da equipa de arqueólogos que procurava vestígios paleolíticos no vale para melhor compreender o quotidiano e estratégias de subsistência destas comunidades de caçadores-recoletores. Porém, apesar da realização, ao longo dos últimos 30 anos, de várias campanhas de prospeção e sondagens arqueológicas no sítio (que permitiram até a descoberta de novos painéis de arte rupestre), nenhum destes trabalhos revelaria quaisquer vestígios materiais indiscutíveis dos acampamentos dos autores da arte paleolítica.
Até setembro de 2025!
Fotografia
30 anos após os primeiros trabalhos arqueológicos no sítio, uma nova campanha de sondagens realizada por uma equipa de investigadores da Fundação Côa Parque e da Dryas Octopetala com a colaboração de doutorandos da FCT e alunos da FLUL no âmbito do projeto “Côa3P: Paleogeografia, Paleoecologia e Paletnologia do Vale do Côa e territórios envolventes” revelou pela primeira vez a existência de utensílios de pedra lascada e restos de fogueiras, que atestam a presença de grupos humanos durante o Paleolítico superior a apenas alguns metros da famosa rocha 3 da Penascosa. As opções de aprovisionamento e métodos de exploração das matérias-primas (regionais e distantes) e as características morfotécnicas das lamelas retocadas de sílex e de outras rochas preferenciais apontam, para já, para várias estadias no sítio há cerca de 26.000 anos.
A Penascosa junta-se assim ao sítio do Fariseu onde até agora se conhecia o único caso de preservação de contextos de habitat junto a painéis gravados ao ar livre no Vale do Côa. Resultados como estes, em que se confirma a coincidência de vestígios de acampamento em áreas com rochas gravadas são cruciais para a compreensão das atividades e comportamentos dos artistas paleolíticos.
Concluída esta campanha de sondagens na Penascosa, a equipa de investigação procede a trabalhos de laboratório, como tratamento e estudo dos milhares de objetos líticos recuperados no terreno e ao processamento de amostras sedimentares para posteriores datações radiométricas e análises polínicas que vão permitir estabelecer a cronologia precisa destas ocupações humanas e reconstituir as paisagens e ecossistemas em que se movimentaram.

Fotografia
Back to Penascosa (Vila Nova de Foz Côa)
Fotografia
Upon the discovery of the Palaeolithic engravings of Côa in the 1990s, the site of Penascosa was among the first to gain public prominence, immediately attracting thousands of visitors eager to see some of the rocks that would become the most iconic of the Valley, such as Rock 3.
Penascosa quickly drew the attention of archaeologists searching the valley for Palaeolithic remains, seeking  to better understand the daily life and subsistence strategies of these hunter-gatherer communities. However, despite several survey campaigns and archaeological test pits carried out at the site over the past 30 years (work that  even led to the discovery of new rock art panels), no indisputable traces of the camps of the Palaeolithic artists had ever been found. That is, until September 2025!
Thirty years after the first archaeological work at the site, a new excavation campaign conducted by a team of researchers from the Côa Parque Foundation and Dryas Octopetala — together with PhD students from FCT and undergraduates from FLUL, within the framework of the project “Côa3P: Palaeogeography, Palaeoecology and Palethnology of the Côa Valley and surrounding territories” — revealed, for the first time, the presence of flaked stone tools and hearth remains. These finds attest to the presence of human groups during the Upper Palaeolithic, just a few metres away from Penascosa’s famous Rock 3. The provisioning choices and methods of exploiting raw materials (both regional and distant), as well as the morpho-technical features of the retouched flint blades and other preferred rocks, point, at this stage, to several occupations of the site around 26,000 years ago.
Fotografia
Penascosa thus joins the site of Fariseu, where until now the only known case of preserved habitation contexts associated with open-air engraved panels in the Côa Valley had been recorded. Results such as these, in which camp remains are confirmed in areas with engraved rocks, are crucial for understanding the activities and behaviours of the Palaeolithic artists.
With the test pit campaign  at Penascosa now completed, the research team is now carrying out laboratory work, including the treatment and analysis of the thousands of lithic objects recovered in the field, as well as the processing of sediment samples for subsequent radiometric dating and pollen analysis. Together, these studies will help  establish a precise chronology for the  human occupations and reconstruct the landscapes and ecosystems in which these groups lived and moved.

Thierry Aubry e Miguel Almeida; Tradução revista por Bianca Viseu
Intervenção Arqueológica no Abrigo da Senhora das Lapas (Tomar)
Entre os dias 8 e 26 de Setembro de 2025, decorreu mais uma campanha de escavação arqueológica no Abrigo da Senhora das Lapas, em Tomar, contando com a participação de vários membros da UNIARQ e integrando estudantes de todos os ciclos de ensino.
Descoberto em 2021, nas margens do rio Nabão, este sítio arqueológico com ocupação atribuída ao Paleolítico Superior tem vindo a ser objecto de escavações regulares desde 2022. A campanha deste ano centrou-se na continuação da escavação da sondagem teste iniciada em anos anteriores, bem como no seu alargamento para sul.
Os trabalhos permitiram identificar diversos níveis arqueológicos atribuíveis ao Solutrense Superior, para além da já conhecida ocupação Magdalenense, evidenciada por uma indústria lítica abundante e tipologicamente diversa. A elevada densidade de artefactos associados às várias etapas da cadeia operatória de produção de ferramentas em sílex, quartzito e quartzo aponta para uma ocupação humana intensiva do local. Destacam-se também as aparentes variações na modalidade de ocupação do sítio ao longo da sequência conhecida.

Fotografia
Foram ainda recolhidos inúmeros vestígios faunísticos, nomeadamente de mamíferos e peixes, com forte indicação de consumo humano. De referir, em particular, os restos de veado e espécies aquáticas, revelando padrões de subsistência diversificados.
A intervenção foi realizada com o apoio da associação PaleoAlmonda e da Sociedade Torrejana de Espeleologia e Arqueologia (STEA), beneficiando igualmente da participação activa de alunos e investigadores da UNIARQ, bem como do financiamento da Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT), no âmbito do projecto ARQEVO.

Archaeological Intervention at Senhora das Lapas Rockshelter (Tomar)
Fotografia
Between 8 and 26 September 2025, another archaeological excavation campaign took place at the Senhora das Lapas Rockshelter in Tomar, with the participation of several members of UNIARQ and the involvement of students from all levels of education.
Discovered in 2021 on the banks of the Nabão River, this archaeological site, attributed to the Upper Palaeolithic, has been the subject of regular excavations since 2022. This year’s campaign focused on continuing the excavation of the test trench initiated in previous years, as well as its extension to the south.

The work made it possible to identify several archaeological layers attributable to the Upper Solutrean, in addition to the already known Magdalenian occupation, evidenced by an abundant and typologically diverse lithic industry. The high density of artefacts associated with various stages of the operational sequence of flint, quartzite and quartz tool production points to intensive human occupation of the site. Apparent variations in the mode of occupation of the shelter throughout the known sequence were also observed.
Numerous faunal remains were also recovered, notably of mammals and fish, with strong indications of human consumption. Of particular note are the remains of deer and aquatic species, revealing diverse subsistence patterns.
The intervention was carried out with the support of the PaleoAlmonda Association and the Sociedade Torrejana de Espeleologia e Arqueologia (STEA), also benefiting from the active participation of UNIARQ students and researchers, as well as funding from the Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT), within the framework of the ARQEVO project.

Fotografia
Mariana Nabais, Luis Gomes, Filipa Rodrigues e Alexandre Varanda; Tradução revista por Bianca Viseu
Vale do Forno 8 (Alpiarça)
Entre 1 e 19 de Setembro do presente ano decorreu uma campanha de escavação no Vale do Forno, distrito de Alpiarça, uma área clássica dos estudos paleolíticos na fachada atlântica da Península Ibérica.
Fotografia
Cruzando-se os objetivos do Projeto de Investigação Plurianual em Arqueologia PaleoTejo – Paleolítico Inferior e Médio no Rio Tejo em território português, com a revisitação sistemática dos artefactos recolhidos no Vale do Forno durante o século XX, enquadrada no projeto de Doutoramento de um dos signatários (CF), estabeleceu-se como prioridade a realização de uma nova intervenção no sítio arqueológico do Vale do Forno 8 (CNS 7318).
Dando continuidade aos trabalhos arqueológicos liderados pelo Dr. Luís Raposo nos inícios dos anos 90, que resultaram na recolha de cerca de 3000 artefactos líticos talhados numa área de 20 m², a campanha de 2025 tinha como objetivo realizar uma sondagem de diagnóstico com vista a: aferir o grau de preservação (em termos estratigráficos e de extensão) da jazida na atualidade; precisar o nível no qual surgem os materiais, melhor complementando os dados de campo pré-existentes relativamente à natureza e origem da acumulação dos artefactos líticos; e recolher amostras de sedimento para datação do horizonte arqueológico. 

Fotografia
Sinteticamente, os trabalhos permitiram confirmar o prolongamento da jazida, ainda que os materiais recolhidos surjam num depósito com características distintas das anteriormente verificadas, e individualizar com precisão o pacote sedimentar associado à indústria lítica. Simultaneamente, realizaram-se trabalhos de prospeção noutros pontos do Vale do Forno, e no Vale da Atela, com vista ao planeamento de novas intervenções programadas que melhor permitam continuar a compreender e enquadrar cronologicamente as ocupações acheulenses densamente representadas nesta região.
Para o sucesso desta campanha, contribuiu a importante participação de alunos de Licenciatura e do Mestrado em Arqueologia da Faculdade de Letras de Lisboa – Carolina P
aulino, Catarina Almeida, Gonçalo Vitorino e Pedro Ramalhinho –, e o apoio logístico do Município de Alpiarça e da Associação para o Desenvolvimento da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.
Vale do Forno 8 (Alpiarça)
Between 1 and 19 September this year, an excavation campaign took place in the Vale do Forno, in the district of Alpiarça, a classic area for Palaeolithic studies on the Atlantic façade of the Iberian Peninsula.
Bringing together the objectives of the Multiannual Archaeological Research Project
PaleoTejo – Lower and Middle Palaeolithic on the River Tagus in Portuguese territory with the systematic reassessment of artefacts collected in the Vale do Forno during the 20th century—undertaken within the framework of the PhD project of one of the signatories (CF), it was decided that a new intervention at the archaeological site of Vale do Forno 8 (CNS 7318) should be prioritised.
Continuing the archaeological work led by Dr Luís Raposo in the early 1990s, which resulted in the recovery of around 3,000 knapped lithic artefacts from an area of 20 m², the 2025 campaign aimed to carry out a diagnostic trench in order to: assess the current degree of preservation (in stratigraphic terms and extension) of the deposit; determine more precisely the level at which the materials occur, thereby complementing pre-existing field data regarding the nature and origin of the accumulation of lithic artefacts; and collect sediment samples for the dating of the archaeological horizon.

Fotografia
In summary, the work confirmed the extension of the deposit, although the recovered materials were found in a sedimentary context with characteristics distinct from those previously identified, and enabled the precise definition of the sedimentary unit associated with the lithic industry. At the same time, survey work was carried out at other points in the Vale do Forno and in the Vale da Atela, with a view to planning forthcoming interventions that will allow a better understanding and chronological framing of the Acheulean occupations that are so densely represented in this region.
The success of this campaign was made possible by the valuable participation of undergraduate and Master’s students in Archaeology at the School of Arts and Humanities of the University of Lisbon – Carolina Paulino, Catarina Almeida, Gonçalo Vitorino and Pedro Ramalhinho – as well as the logistical support of the Municipality of Alpiarça and the Association for the Development of the School of Arts and Humanities of the University of Lisbon.

Fotografia
Carlos Ferreira e João Pedro Cunha-Ribeiro; Tradução revista por Daniel Sánchez-Gómez
Uma necrópole no anfiteatro de Ammaia (S. Salvador de Aramenha, Marvão)
Fotografia
Depois da definição da estrutura interna do anfiteatro identificado em 2019, a campanha deste ano do Projecto do anfiteatro da cidade romana de Ammaia centrou-se na definição do muro perimetral exterior do edifício e no acesso da porta norte, onde se identificou uma área de necrópole. 
Os trabalhos que se desenrolaram no âmbito de uma parceria internacional da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa (UNIARQ) e do Museo Nacional de Arte Romano (Mérida) com a Fundação Cidade de Ammaia, contam ainda com o apoio do Ministério de Cultura y Deporte de Espanha, no quadro dos Proyectos Arqueológicos en el Exterior, e tiveram este ano o apoio financeiro do Património Cultural IP, através do PNTA. Contaram com a participação de estudantes de Arqueologia da FLUL (licenciatura e mestrado) e de estudante da Universidade de Campinas, no âmbito da Escola de Verão Cidade Romana de Ammaia, uma iniciativa da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. 
Fotografia
Este ano, os trabalhos centraram-se em duas áreas distintas: na definição do muro perimetral do edifício e na zona da sua porta norte, desactivada num momento tardio do seu uso, onde já tinha sido identificada uma sepultura de incineração em 2024. A escavação deste ano revelou novas sepulturas que vieram ocupar o espaço de acesso a esta entrada do anfiteatro. 
O abundante material associado, de que se destaca um conjunto de vidros em excepcional estado de conservação, encontra-se ainda em estudo, mas permite já avançar que nos finais do séc. III ou mesmo já no séc. IV, a zona da sua entrada secundária tenha sido utilizada como espaço de necrópole. O espólio recolhido, constituído por cerâmica, vidro, metais, uma vez tratado no Laboratório da Ammaia e estudado virá a integrar as colecções expostas no museu da Fundação Cidade de Ammaia. 
O projecto do anfiteatro da cidade romana de Ammaia, que teve início em 2019, tem contado com o apoio de várias instituições como a Fundação Cidade de Ammaia, a Fundación de Estudios Romanos, o Museo Nacional de Arte Romano de Mérida e a Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa (UNIARQ), contou com o financiamento da Fundación "la Caixa", no âmbito do Programa Promove Regiões Fronteiriças – 2019. 
Além da vertente pedagógica e científica que o projecto tem assumido, pretende-se, no futuro, promover a sua conservação, integrá-lo no percurso visitável da cidade romana e eventualmente possibilitar a sua utilização e fruição pública.

A Necropolis at the Ammaia Amphitheatre (S. Salvador de Aramenha, Marvão)
After defining the internal structure of the amphitheatre identified in 2019, this year's campaign for the Roman city of Ammaia amphitheatre project focused on defining the building's outer perimeter wall and the northern gate entrance, where a necropolis area was identified.
The work was carried out within the framework of an international partnership between the School of Arts and Humanities of the University of Lisbon (UNIARQ) and the Museo Nacional de Arte Romano (Mérida), together with the Ammaia City Foundation, with the support of the Spanish Ministry of Culture and Sport, under the
Proyectos Arqueológicos en el Exterior. This year it also received financial support from Património Cultural IP, through the PNTA. The project involved Archaeology students from the School of Arts and Humanities of the University of Lisbon (undergraduate and master’s levels), as well as a student from the University of Campinas, as part of the Ammaia Roman City Summer School, an initiative of the School of Arts and Humanities of the University of Lisbon.
This year, work focused on two distinct areas: defining the perimeter wall of the building and the area around its north gate, deactivated at a late stage of its use, where a cremation burial had already been identified in 2024. This year's excavation revealed new burials that occupied the space leading to this entrance to the amphitheatre.

Fotografia
The abundant associated material, which notably includes a set of glass artefacts in an exceptional state of preservation, is still under study, but it can already be suggested that by the late 3rd century, or even by the 4th century, the secondary entrance area had been repurposed as a necropolis. The finds, comprising ceramics, glass, and metal objects, once processed at the Ammaia Laboratory and studied, will eventually be integrated into the collections displayed at the Ammaia City Foundation Museum.
Fotografia
The Ammaia Roman City Amphitheatre Project, launched in 2019, has received support from several institutions, including the Ammaia City Foundation, the Fundación de Estudios Romanos, the Museo Nacional de Arte Romano (Mérida), and the School of Arts and Humanities of the University of Lisbon (UNIARQ). It was also funded by the Fundación "la Caixa" under the Promove Border Regions Programme – 2019.
In addition to its pedagogical and scientific dimensions, the project also aims, in the future, to promote the conservation of the site, to integrate it within the visitor route of the Roman city, and eventually to allow its use and public enjoyment.

Fotografia
Carlos Fabião, Amílcar Guerra e Catarina Viegas; Tradução revista por Daniel Sánchez-Gómez
Escavações em Ciudad de Vascos
Fotografia
Entre 11 e 29 de Agosto decorreu a 51ª campanha de escavação no sítio arqueológico de Ciudad de Vascos (Navalmoralejo, Toledo).  A intervenção foi dirigida pelos investigadores da UNIARQ Jorge de Juan e Yasmina Cáceres, e contou com a participação de outros investigadores da UNIARQ, como Manuel Fialho, e de alunos de mestrado e do curso de Arqueologia da FLUL, numa equipa que incluiu tambem outros investigadores e estudantes de várias universidades espanholas e francesas (Universidade de La Laguna, Universidade de Castilla-La Mancha, Universidad Complutense, Universidade de Lyon).
Este sítio arqueológico está situado na zona ocidental da província de Toledo e corresponde a um antigo povoado fortificado islâmico que conheceu uma intensa ocupação entre os séculos IX e XI, sendo abandonado possivelmente em inícios do século XII. Ciudad de Vascos destaca-se pelo seu extraordinário estado de preservação, sendo um sítio arqueológico notável na Arqueologia do al-Andalus.

Fotografia
A campanha de 2025 focou-se na zona oriental, centrando-se em duas frentes. Por um lado, realizou-se uma intervenção na grande lixeira no lado oriental da “cidade”, situada extramuros e por onde se acedia através de um postigo aberto na muralha. Nesta zona foi realizada a recuperação de duas antigas sondagens, efetuadas em 1988, recuperando-se abundantes materiais arqueológicos e sedimentos. Assim, iniciou-se uma nova etapa no trabalho centrado em grande parte num estudo paleo-ambiental na análise da fauna e flora consumidas no sítio arqueológico. Uma investigação em que a UNIARQ participará ativamente, em colaboração com instituições de diversas nacionalidades.
A outra frente consistiu na limpeza do bairro intramuros, situado junto à referida lixeira, mas dentro do interior amuralhado. Pretendeu-se chegar a um duplo objetivo, por um lado realizar trabalhos de manutenção do sítio e por outro, realizar modelos 3D das estruturas arqueológicas escavadas há quase 4 décadas.

Fotografia
Excavations at Ciudad de Vascos
Between 11 and 29 August, the 51st excavation campaign took place at the archaeological site of Ciudad de Vascos (Navalmoralejo, Toledo). The intervention was led by UNIARQ researchers Jorge de Juan and Yasmina Cáceres, with the participation of other UNIARQ members such as Manuel Fialho, as well as master’s and undergraduate students in Archaeology from the University of Lisbon. The team also included other researchers and students from various Spanish and French universities (Universidad de La Laguna, Universidad de Castilla-La Mancha, Universidad Complutense, and the University of Lyon).
This archaeological site, located in the western part of the province of Toledo, corresponds to a fortified Islamic settlement that was intensively occupied between the 9th and 11th centuries, and abandoned in the early 12th century. Ciudad de Vascos stands out for its remarkable state of preservation, being a remarkable site in the archaeology of al-Andalus.
Fotografia
The 2025 campaign focused on the eastern area, concentrating on two fronts.  On the one hand, work was carried out on the large rubbish dump on the eastern side of the “city”, located outside the walls and accessed through an open gate in the wall. Here, excavators revisited trenches first opened in 1988, recovering abundant archaeological material and sediments. This marks the beginning of a new research phase, centred on palaeoenvironmental studies of the fauna and flora consumed at the site—an investigation in which UNIARQ will play a key role, in collaboration with international institutions.
The other front consisted of cleaning up the intramural neighbourhood, located next to the aforementioned rubbish dump, but within the walled interior. The aim was to achieve a dual objective: on the one hand, to carry out maintenance work on the site and, on the other, to create 3D models of the archaeological structures excavated almost four decades ago.
Fotografia
Fotografia
Fotografia
Fotografia
Fotografia
Manuel Fialho, Maria Vitória Araújo, Yasmina Cáceres e Jorge de Juan Ares; Tradução revista por Daniel Sánchez-Gómez
INVESTIGADOR VISITANTE NA UNIARQ
VISITING RESEARCHER AT UNIARQ
Lorena Pérez Yarza (Universidade de Varsóvia / University of Warsaw)
Fotografia
Lorena Pérez Yarza, professora associada de História Antiga na Universidade de Varsóvia, realizou uma estadia de investigação na UNIARQ durante o mês de julho. Pérez Yarza é especialista em epigrafia e história das religiões, com particular atenção aos processos de transformação religiosa em contextos de intercâmbio cultural, bem como à análise epigráfica da gravação de inscrições e da sua paleografia.
Durante a sua estadia na UNIARQ, prosseguiu a colaboração com Javier Herrera Rando no estudo comparativo das inscrições vernáculas lusitanas de Portugal. O seu trabalho centrou-se na autópsia das peças e na análise da sua paleografia e modos de produção, com o objetivo de aprofundar a contextualização histórica deste relevante conjunto patrimonial português. Esta cooperação dá continuidade a uma anterior colaboração com Herrera Rando, que visitou a equipa polaca no ano letivo de 2024/2025 para explorar a adaptação da metodologia paleográfica do projeto ERC Stone-Masters – dirigido pelo Dr. Paweł Nowakowski na Universidade de Varsóvia – às inscrições em granito.
Os resultados preliminares desta investigação foram apresentados na comunicação Sacred Words and Shared Identities: Religion Between the Local and Imperial in Northwest Roman Hispania, no XXIII Congresso da International Association for the History of Religions, realizado em Cracóvia entre 24 e 30 de agosto de 2025. Este trabalho contribui para reforçar os vínculos académicos entre a Universidade de Lisboa e a Universidade de Varsóvia, e contou com o apoio financeiro do Centre for Research on Ancient Civilizations (CRAC).
Lorena Pérez Yarza, Associate Professor of Ancient History at the University of Warsaw, carried out a research stay at UNIARQ in July. Pérez Yarza specialises in epigraphy and the history of religions, with a particular focus on processes of religious transformation in contexts of cultural exchange, as well as on the epigraphic study of letter carving and palaeography. 
During her time at UNIARQ, she continued her collaboration with Javier Herrera Rando on the comparative study of Lusitanian inscriptions from Portugal. Her work focused on the autopsy of the monuments and the analysis of their palaeography and modes of production, with the aim of further contextualising this significant corpus of Portuguese heritage. This collaboration builds on a previous exchange with Herrera Rando, who visited the Polish team during the 2024/2025 academic year to investigate the adaptation of the palaeographic methodology developed within the ERC Stone-Masters project – directed by Dr Paweł Nowakowski at the University of Warsaw – to inscriptions carved in granite. 
The preliminary results of this research were presented in the paper S
acred Words and Shared Identities: Religion Between the Local and Imperial in Northwest Roman Hispania, at the XXIII World Congress of the International Association for the History of Religions, held in Kraków from 24 to 30 August 2025. This work contributes to strengthening academic ties between the University of Lisbon and the University of Warsaw, and was supported by funding from the Centre for Research on Ancient Civilizations (CRAC).
Fotografia
Javier Herrera Rando

FINANCIAMENTO COMPETITIVO
COMPETITIVE FUNDING

Água Doce, Água Salgada - Science4Policy – Projecto Financiado
Fotografia
Arrancou, no dia 1 de Setembro, o projecto Água-doce, água-salgada: património arqueológico em risco, num clima em mudança que visa monitorizar, em sítios arqueológicos, o impacto das alterações climáticas em curso, em particular o provocado pelos efeitos das águas da chuva e das águas do mar, obtendo informação multidisciplinar que permita antecipar cenários e riscos futuros, contribuindo para a definição das melhores políticas de minimização de impactos, sobre o património. Respondendo ao concurso Science4Policy (S4P) lançado pela PLANAPP — Centro de Planeamento e de Avaliação de Políticas Públicas, na edição de 2025, uma equipa multidisciplinar coordenada por Mariana Diniz (UNIARQ – FLUL)  e Conceição Freitas (IDL – FCUL) e da qual fazem parte Catarina Viegas, Joana Freitas, César Garcia, César Neves, Ana Costa, Rosário Carvalho, Jorge Capelo, Palmira Carvalho e Rui Almeida, tem como objectivo identificar os principais riscos, decorrentes da acção da água doce e da água salgada, em dois sítios arqueológicos em estudos em UNIARQ: o povoado calcolítico de Vila Nova de São Pedro (Azambuja) e o sítio romano de Loulé Velho (Loulé).  Os efeitos da chuva sobre as estruturas calcárias do povoado calcolítico, e os padrões de crescimento da vegetação endémica em Vila Nova de São Pedro, o impacto das alterações da linha de costa no sítio de Loulé Velho são alguns dos tópicos fundamentais deste projecto que agora se inicia.
Freshwater, saltwater - Science4Policy – Funded Project
On September 1st, the project 'Freshwater, saltwater: archaeological heritage at risk in a changing climate' was launched. Its goal is to monitor, in archaeological sites, the impact of ongoing climate change—particularly that caused by the effects of rainwater and seawater—by collecting multidisciplinary data that will make it possible to anticipate scenarios and future risks, contributing to the definition of the best policies for minimizing impacts on heritage.
In response to the Science4Policy (S4P) call launched by PLANAPP — Centre for Planning and Evaluation of Public Policies — in the 2025 edition, a multidisciplinary team coordinated by
Mariana Diniz (UNIARQ – FLUL) and Conceição Freitas (IDL – FCUL), and including Catarina Viegas, Joana Freitas, César Garcia, César Neves, Ana Costa, Rosário Carvalho, Jorge Capelo, Palmira Carvalho, and Rui Almeida, aims to identify the main risks arising from the action of freshwater and saltwater in two archaeological sites currently under study at UNIARQ: the Chalcolithic settlement of Vila Nova de São Pedro (Azambuja) and the Roman site of Loulé Velho (Loulé).
The effects of rain on the limestone structures of the Chalcolithic settlement, the growth patterns of endemic vegetation in Vila Nova de São Pedro, and the impact of coastline changes on the site of Loulé Velho are some of the key issues that this newly launched project will address.

Fotografia
Mariana Diniz

PEÇA DO MÊS
ARTEFACT OF THE MONTH

Estela Antropomórfica
Fotografia
Proveniência: Orca 1 dos Troviscos, Oliveira do Conde, Carregal do Sal, Viseu (CNS 35680) 

Cronologia: Bronze antigo (?). 

Direção dos trabalhos: Intervenção de 2023, direção de José Manuel Ventura. 

Descrição: Estela de formato subtriangular com gravação de uma linha no seu topo, identificada tombada na entrada da Câmara Megalítica.
Aparentemente a sua posição original seria na vertical, bloqueando o acesso a à Câmara, possivelmente em associação a uma estrutura tipo cista que foi implantada no sector norte do espaço funerário em momentos tardios da utilização do monumento, possivelmente coevos da redefinição da orientação astronómica dos corredores megalítico e intra-tumular bem como de um átrio frontal ao monumento. 
A estela apresenta apenas uma face gravada com linha ondulante com comprimento/altura máxima de 1,28 m, largura máxima de 1,21 m e espessura entre os 0,39 m na base e 0,21 m no topo. Os bordos laterais encontram-se totalmente boleados, enquanto os bordos da base apenas se encontram parcialmente boleados. 
O formato triangular e o arco da base parecem indiciar uma forma antropomórfica salientada pela linha gravada, que apresenta uma largura média de 1,7 a 1,8cm com uma profundidade variável entre os 1,5cm a 3,2cm. A gravação foi realizada primeiro com marcação por percussão e depois gravada por abrasão, com instrumentos de pedra ou metálicos. As linhas mais largas parecem ser reavivamentos recentes e efetuadas por instrumento metálico, provavelmente num momento mais moderno, sito já nos finais do séc. XIX ou inícios do XX, pelos dados disponibilizados durante as intervenções arqueológicas neste monumento. 
Pela estrutura e matéria-prima esta estela parece corresponder originalmente a uma antiga tampa do monumento – eventualmente do corredor megalítico original (?) – que foi reutilizada/recondicionada, para uma nova função como Estela Antropomórfica que encerraria a entrada da câmara megalítica.
Não foram detetados, até ao momento, indícios de pintura neste elemento. 
Pela possível reutilização de um elemento arquitetónico já existem, tudo parece indiciar um momento posterior à construção da câmara megalítica original (processo de «Desconstrução» e «Reconstrução») na sequência dos processos já identificados neste monumento no Corredor Megalítico e Área Frontal (Cf. Ventura, 2024). 
A forma, que também pode ser interpretada como «Fálica», insere-se no grupo de estela verticais identificadas em vários monumentos peninsulares, destacando o caso do identificado na câmara megalítica do dólmen de Katillotxu V, na Cantábria (López Quintana, Guenaga, Bueno & Balbín, 2010: 478) de formato muito similar ainda que sem gravação, bem como outros, mas de dimensões mais modestas, detetados fundamentalmente nos átrios, em diversos monumento megalíticos peninsulares (vide López Quintana, Guenaga, Bueno & Balbín, 2010:485). 
Estaremos aqui perante uma possível representação de uma figura humana, talvez um elemento identitário, da comunidade que nos finais do 3º Milénio, inícios do 2º Milénio cal AC, alterou a estrutura deste monumento megalítico e, que sem dúvida, estará associado ao conteúdo da estrutura em cista, identificada neste monumento.
Anthropomorphic Stele
Provenance: Orca 1 dos Troviscos, Oliveira do Conde, Carregal do Sal, Viseu (CNS 35680)

Chronology: Early Bronze Age (?)

Excavation: 2023 intervention, directed by José Manuel Ventura. 

Description: This stele, roughly triangular in shape, bears a single engraved line near its top. It was found fallen at the entrance to the megalithic chamber. Its original position was likely upright, blocking access to the chamber, possibly linked to a cist-like structure added in the northern sector of the funerary space during later phases of the monument’s use. These changes may have coincided with the redefinition of the astronomical alignment of the chamber and passage, as well as the construction of a forecourt in front of the monument.
The stele has only one decorated face, with a sinuous engraved line. It measures up to 1.28 m in height, 1.21 m in maximum width, and between 0.39 m (base) and 0.21 m (top) in thickness. Its sides are completely rounded, while the base edges are only partially rounded.
The triangular shape and curved base suggest an anthropomorphic form, emphasised by the engraved line. The incision, averaging 1.7–1.8 cm wide and 1.5–3.2 cm deep, was first made by percussion and then refined by abrasion, using stone or metal tools. Broader lines appear to be more recent reworkings with a metal instrument, probably dating to the late 19th or early 20th century, as suggested by evidence from archaeological excavation at the site.
In terms of structure and material, the stele may originally have been part of the monument’s covering – perhaps from the megalithic passage itself – later reused and reshaped to serve a new function as an anthropomorphic stele sealing the chamber entrance. No traces of paint have been identified so far.
This reuse of an architectural element suggests a later phase, following the construction of the original megalithic chamber – a process of “deconstruction” and “reconstruction” already documented in both the passage and forecourt of this monument (cf. Ventura, 2024).
The form, which may also be interpreted as “phallic”, belongs to a wider group of vertical stelae found in various Iberian megalithic monuments. A close parallel is the stele identified inside the megalithic chamber of the Katillotxu V dolmen, in Cantabria (López Quintana, Guenaga, Bueno & Balbín, 2010: 478), which is very similar in shape though undecorated. Other, smaller examples are mostly found in forecourts of Iberian megalithic sites (see López Quintana, Guenaga, Bueno & Balbín, 2010: 485).
This may therefore represent a symbolic human figure – perhaps an identity marker of the community which, in the late 3rd to early 2nd millennium BC, altered the structure of this megalithic monument. It is likely linked to the cist-like structure documented within the site.
Fotografia
Vídeo 3D da Estela Antropomórfica / 3D Video of the Antropomorphic Stele
Fotografia
Bibliografia/Bibliography:
LÓPEZ QUINTANA, J. C, GUENAGA, A., BUENO, P. & BALBÍN, R. (2010). “El código funerario megalítico en Bizkaia: estelas y estatuas en dólmenes de Urdabai y Gorbeia”. MUNIBE (Suplemento/Gehigarria). Nº 32. Donostia-San Sebastián. p. 472-486.
VENTURA, J.M.Q. (2024). “Remobilizações, Manipulações e Reorientações no Megalitismo da Plataforma do Médio Mondego”. FABIÃO, C., M. DINIZ, A.F. CARVALHO, A. VALERA, SILVA, F., Eds. De Gibraltar aos Pirenéus. Megalitismo, Vida e Morte na Fachada Atlântica Peninsular «In Memoriam João Carlos de Senna-Martinez. Lapa do Lobo (Nelas). in: Estudos e Memórias 25. UNIARQ/FLUL. p. 65-84. hdl.handle.net/10400.5/95883

José Manuel Ventura; Tradução revista por Bianca Viseu

AGENDA
Fotografia
XII Congreso Internacional del Centro de Estudios Fenicios y Púnicos
30 de setembro a 3 de outubro
Málaga / Vélez-Málaga / Manilva (Espanha)
Mais informação AQUI
Fotografia
II Encontro Nacional de Estudantes de Património
1 a 3 de outubro
Faculdade de Letras da Universidade do Porto
Mais informação AQUI

Fotografia
Aula Aberta
Estudos de Proveniência de Materiais Líticos
por Patrícia Jordão

3 de outubro | 9h-12h30
Museu Arqueológico D. Diogo de Sousa (Braga)

Fotografia
Lançamento do livro
El Campamento Legionario de Cáceres el Viejo
Carlos Pereira e Ángel Morillo (eds.)

8 de outubro | 19h (hora de Madrid)
Instituto Arqueológico Alemão de Madrid
Mais informação AQUI
Fotografia
2.º Encontro de Arte Rupestre no Tempo e no Espaço
9 de outubro
Museu Arqueológico D. Diogo de Sousa (Braga)

Mais informação AQUI
Fotografia
Colóquio Internacional Instrumentum
De la Fibre à l'Étoffe
14 a 16 de outubro
Clermont-Ferrand (França)
Mais informação AQUI

Fotografia
1.º Festival de Cinema da UNIARQ
Curtas... em Arqueologia

INSCRIÇÕES até 15 de OUTUBRO

Regulamento AQUI
Fotografia
Jornadas
La Joya y su Tiempo
ritos y creencias funerarias en la cultura tartésica
17 e 18 de outubro
Museu de Huelva

Fotografia
9th PURPUREAE VESTES
International Symposium

22 a 24 de outubro
Faculdade de Letras de Lisboa

Mais informação AQUI
Fotografia
Arqueologia em Construção 10 (2025): Sessão 4
28 de outubro
Faculdade de Letras de Lisboa
Mais informação AQUI
Fotografia
PZAF 2026
16 a 19 de junho de 2026
Faculdade de Letras de Lisboa

CALL FOR ABSTRACTS ATÉ
30 de OUTUBRO

Mais informação AQUI
Fotografia
5th Roman Period Working Group Meeting of the International Council for Archaeozoology (ICAZ)
30 de junho a 3 de julho de 2026
FLUL
Mais informação e inscrições
AQUI

Participações em Congressos, Colóquios e Conferências
Participation in Congresses, Meetings and Conferences

31st EAA Annual Meeting «Intertwined Pasts»
Participação de Alice Baeta, Ana Beatriz Santos, Ana Costa, Ana Cristina Araújo, Ana Margarida Arruda, Ana Maria Silva, Carina Nunes, Carine de Souza, Carlos Fabião, Catarina Costeira, Catarina Viegas, Cátia Delicado, Cleia Detry, Cristina Gameiro, Daniel Carvalho, Francisco B. Gomes, João Zilhão, Linda Melo, Luis Almeida, Manuel Fialho, Mariana Nabais, Maurizio Zambaldi, Miguel Almeida, Mónica Corga, Nelson J. Almeida, Patrícia Aleixo, Rafael Lima, Rui Gomes Coelho, Samuel Melro, Sara Simões, Telmo Pereira e Victor Filipe
2 a 6 de setembro | Belgrado (Sérvia) - Online
4th EAAA Conference - European Association for Asian Art and Archaeology
Participação de Elisabetta Colla, Diana Nukushina e Mariana Diniz na Comissão Organizadora. Participação de Mariana Diniz como keynote speaker
 8 a 13 de setembro | Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa
International Conference Rural History 2025
Participação de Fernando Mouta
9 a 12 de setembro | Universidade de Coimbra

ARIES project meeting 2025: 15 years of Archaeogenetics research in Portugal
Participação de Ana Beatriz Santos, Cleia Detry, Maria João Valente, Mariana Diniz, Nelson J. Almeida, Silvia Valenzuela e Simon Davis
11 e 12 de setembro | Campus Agrário de Vairão
MESO 2025: 11th International Conference of the Mesolithic in Europe
Participação de Ana Costa, Ana Cristina Araújo, Ana Rosa, César Neves, Diana Nukushina, Joaquina Soares, Mariana Diniz, Rafael Lima e Rita Peyroteo-Stjerna
15 a 19 de setembro | Ferrara (Itália)
5th Meeting of the AGSTR: Worlds of Stone: interdisciplinary approaches οf ground stone technologies
«Technical-Morphological Approach to Polished Stone Tools: the collection from the Chalcolithic settlement of Vila Nova de São Pedro (Azambuja, Portugal)»

Comunicação de Ana Rosa, Mariana Diniz, César Neves e Paulo Fonseca
15 a 19 de setembro | Thessaloniki (Grécia)

Congresso Internacional «Arqueologia Urbana: Que Futuro?»
Participação de Carlos Fabião
18 a 20 de setembro | Auditório do Museu D. Diogo de Sousa (Braga)
Encuentros en Prado Vargas: Neandertales, sapiens y científicos
«De Murcia a Portugal, del MIS-5 al MIS-3: la vida humana durante el Paleolitico medio desde cinco ventanas con muy buenas vistas»

Comunicação de João Zilhão
23 a 26 de setembro | Merindad de Sotoscueva, Burgos (Espanha)
15th Annual ESHE Conference
Participação de Cristina Gameiro e Luis Gomes
25 a 27 de setembro | Paris, França
Mesa redonda «Byzantium in the Iberian Southwest (V-VIII)»
Participação de Catarina Viegas, Hermenegildo Fernandes, Carlos Fabião e Manuel Fialho
27 de setembro | Palácio Beau-Séjour, Benfica


Provas Académicas
Academic Examinations

Tese de Doutoramento/PhdThesis "O consumo e a gestão animal em Olisipo entre os séculos II a.C. e V d.C."
por/by Ana Beatriz Pereira Amaral dos Santos
23 de outubro | 14h30 | Sala D. Pedro V da Faculdade de Letras de Lisboa & Online (Teams)

Subscreva o Boletim UNIARQ DIGITAL
Subscribe Newsletter UNIARQ DIGITAL

Subscrever / Subscribe
Está a receber a ligação para esta newsletter porque o seu endereço de e-mail se encontra nas nossas bases de dados.
Não está interessado? Pode cancelar a subscrição para o endereço [email protected].

You are receiving the link to this newsletter because your contact is in our database.
If not interested in it, you may cancel your subscription by sending an email to [email protected].

Direcção / Direction Board: Mariana Diniz, Cleia Detry, Elisa de Sousa
Edição e Textos / Edition and Texts: Alexandre Varanda, Amílcar Guerra, André Pereira, Bianca Viseu, Carlos Fabião, Carlos Ferreira, Catarina Viegas, Daniel Sánchez-Gómez, Elisabetta Colla, Filipa Rodrigues, Francisco B. Gomes, Henrique Matias, Javier Herrera Rando, João Pedro Cunha-Ribeiro, João Zilhão, John Willman, Jorge de Juan Ares, José Manuel Ventura, Luis Gomes, Manuel Fialho, Maria Vitória Araújo, Mariana Diniz, Mariana Nabais, Miguel Almeida, Thierry Aubry, Yasmina Cáceres


Copyright © 2025 UNIARQ, Todos os direitos reservados / All rights reserved

O nosso endereço / our address:
Centro de Arqueologia da Universidade de Lisboa (UNIARQ)
Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa
Alameda da Universidade
1600-214 Lisboa

PORTUGAL

[email protected]

Siga as nossas actividades também no facebook, bluesky, instagram e youtube

Follow us on facebook, bluesky, instagram and youtube
Powered by Create your own unique website with customizable templates.