uniarq
Centro de Arqueologia da Universidade de Lisboa / Centre for Archaeology. University of Lisbon
Financiado por fundos nacionais através da FCT - Fundação para a Ciência e Tecnologia, no âmbito dos projectos
UID/00698/2025 (doi.org/10.54499/UID/00698/2025) e UID/PRR/00698/2025 (doi.org/10.54499/UID/PRR/00698/2025)
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Editorial
Mariana Diniz, Directora da UNIARQ / UNIARQ Director
No Verão quente de 2025, num quadro global de algum desnorte alfandegário, a acção de instituições como o Centro de Arqueologia da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa procura, pela consistência e solidez do trabalho que desenvolve, contribuir para a efectiva ampliação do Conhecimento e para a sua partilha a diferentes agentes e em diferentes palcos.
É este o enquadramento das diferentes notícias que integram este número da UNIARQ digital. Investigadores visitantes, Encontros internacionais, como o da Comissão Internacional do ICAZ, trabalhos de terreno e de laboratório, em diferentes geografias e sobre contextos de distintas cronologias, práticas de campo que envolvem procedimentos analógicos e procedimentos digitais, equipas multidisciplinares que reconstroem a dinâmica das paisagens, as áreas de captação de recursos, a diacronia - e a sincronia - das ocupações humanas conservadas em grutas e abrigos, em lugares de ar livre, em povoados com muralhas de pedra.
Neste número da UNIARQ digital, as notícias sobre escavações em sítios com ocupações paleolíticas e calcolíticas reflectem as dinâmicas consolidadas em áreas que têm sido nucleares na investigação desenvolvida na UNIARQ, ao mesmo tempo que outros questionários, como o da Ecologia das paisagens da escravidão, transportam para os sedimentos do rio Cacheu, na Guiné, um protocolo Geo-arqueológico onde se mede o impacto antrópico na história longa de um território costeiro.
A 24 de Julho assinalou-se também o Dia Internacional da Arqueologia, mais uma oportunidade para celebrar uma área cientifica, marcadamente multidisciplinar, fundamental na criação da profundidade cronológica das paisagens contemporâneas, fundamental na construção e conservação das memórias de sistemas sociais desaparecidos, mas parte decisiva do que somos hoje. Imaginemos um mundo sem Arqueologia, sem nenhuma Arqueologia e uma espécie de deserto estéril, uma versão de um mundo só de um Presente plastificado, emerge, com alguma repulsa, sob os nossos olhos.
Concluo este Editorial, desejando a todos os que venham a gozar férias neste mês de Agosto, que estas sejam de efectivo descanso.
Remato com uma referência breve, a um tópico que aqui voltará, o das obras de renovação das (de algumas das) instalações da UNIARQ, no Edifico Central da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, cujo início está marcado para o próximo dia. Renovar e adaptar os espaços, aos novos desafios que estão pela frente, grande lição aprendida nas muralhas de Vila Nova de São Pedro.
Um excelente Agosto!   

In the hot summer of 2025, in times of uncertainty in global political landscapes, the actions of institutions like the Centre for Archaeology of the School of Arts and Humanities at the University of Lisbon seeks,– through the consistency and solidity of their work – to contribute to the effective expansion of Knowledge and its sharing with different stakeholders and on different stages.
This is the framework of the different news items in this issue of UNIARQ digital. Visiting researchers, international meetings such as that of the ICAZ International Commission, field and laboratory work conducted in various geographies and on contexts of different chronologies, field practices involving analogue and digital procedures, multidisciplinary teams reconstructing the dynamics of landscapes, areas of resource capture, the diachrony - and synchrony - of human occupations preserved in caves and shelters, in open-air places, in settlements with stone walls.
In this issue of UNIARQ digital, the reports on excavations at sites with Paleolithic and Chalcolithic occupations reflect the well-established dynamics in areas that have been central to research developed at UNIARQ. At the same time, other projects – such as that on the Ecology of Landscapes of Slavery – bring a geoarchaeological protocol to the sediments of the Cacheu River in Guinea, measuring anthropogenic impact over the long history of a coastal territory.
July 24th also marked International Archaeology Day, another opportunity to celebrate a scientific field that is markedly multidisciplinary, essential in creating the chronological depth of contemporary landscapes, and fundamental to the construction and preservation of the memories of vanished social systems – but a decisive part of who we are today. Let us imagine a world without Archaeology – without any Archaeology at all – a kind of barren desert, a version of a world consisting only of a plasticised present, emerging, with some repulsion, before our eyes.
I conclude this editorial by wishing everyone who is going on holiday this August a truly restful break.

I will conclude with a brief reference to a topic that will return here, namely the renovation works on (some of) the UNIARQ facilities in the Central Building of the Faculty of Arts of the University of Lisbon, which are scheduled to begin next week. Renovating and adapting spaces to the new challenges that lie ahead is a great lesson learned within the walls of Vila Nova de São Pedro.
Have a wonderful August!

Tradução de CHATGPT revista por Daniel Sánchez-Gómez

NOTÍCIAS / NEWS
Zooarchaeology at the Crossroads: Lisboa acolheu reunião da Comissão Internacional do ICAZ
Entre os dias 2 e 5 de julho de 2025, a Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa acolheu a reunião bienal da Comissão Internacional do ICAZ – International Council for Archaeozoology, uma das mais importantes organizações internacionais que tem como objectivo valorizar e divulgar esta área científica.
A reunião da Comissão Internacional do ICAZ decorreu no dia 2 de julho na sala D. Pedro V, contando com a presença de 24 dos 40 membros que compõem este órgão, oriundos de vários continentes. Durante o encontro, foram debatidos temas centrais para o futuro da organização, incluindo estratégias para o fortalecimento da cooperação internacional, políticas editoriais, preparação de congressos futuros, e promoção do papel da zooarqueologia na investigação interdisciplinar.
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Nos dias 3 e 4 de julho, realizaram-se as jornadas científicas sob o título "Zooarchaeology at Crossroads", que reuniu várias comunicações, seguidas de discussão. Os temas abordaram questões tão diversas como domesticação, mobilidade animal, técnicas analíticas inovadoras, e mudanças ambientais e culturais vistas através dos restos faunísticos. Estas jornadas constituíram uma rara e valiosa oportunidade para os estudantes e jovens investigadores assistirem a trabalhos de referência a nível internacional e contactarem diretamente com estes investigadores.
O encontro terminou em tom descontraído no dia 5 de julho, com uma visita de campo ao Castro do Zambujal, um dos mais emblemáticos povoados calcolíticos da Península Ibérica. A visita foi conduzida pelo Prof. Michael Kunst, que há décadas estuda este sítio arqueológico, proporcionando aos participantes uma leitura aprofundada da história do local e das suas particularidades arqueológicas. O programa incluiu também uma visita ao Museu Municipal Leonel Trindade, em Torres Vedras, onde se encontram expostos vários materiais provenientes das escavações do Castro.
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Este evento reforça o papel central que a FLUL e a UNIARQ desempenham no panorama da Arqueologia internacional e sublinha a importância crescente da Zooarqueologia enquanto disciplina chave para a compreensão das sociedades humanas ao longo do tempo.
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Zooarchaeology at the Crossroads: Lisbon Hosted the Meeting of the ICAZ International Committee
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From 2 to 5 July 2025, the School of Arts and Humanities of the University of Lisbon hosted the biennial meeting of the International Committee of the International Council for Archaeozoology (ICAZ). ICAZ is one of the most prominent international organisations dedicated to the advancement and dissemination of this scientific field.
The meeting of the ICAZ International Committee was held on 2 July in the D. Pedro V room, with 24 of the 40 committee members in attendance, representing several continents. The meeting focused on key issues concerning the future of the organisation, including strategies to strengthen international cooperation, editorial policies, the planning of forthcoming congresses, and the promotion of zooarchaeology’s role in interdisciplinary research.

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On 3 and 4 July, the scientific meetings took place under the title "Zooarchaeology at Crossroads," bringing together various papers followed by discussions. The topics covered a wide range of issues, including domestication, animal mobility, innovative analytical techniques, and environmental and cultural changes observed through faunal remains. These academic sessions offered a rare and valuable opportunity for students and young researchers to engage with internationally recognised work and to interact directly with leading scholars in the field.
The meeting concluded on a relaxed note on 5 July with a field visit to Castro do Zambujal, one of the most iconic Chalcolithic settlements on the Iberian Peninsula. The visit was led by Professor Michael Kunst, who has been researching the site for decades, offering participants detailed insight into its history and archaeological significance. The programme also included a visit to the Leonel Trindade Municipal Museum in Torres Vedras, where a range of diverse materials from the Zambujal excavations are on display.
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This initiative reinforces the central role played by FLUL and UNIARQ in the international archaeological landscape and highlights the growing importance of zooarchaeology as a key discipline for understanding human societies through time.
Cleia Detry; Tradução de CHATGPT revista por Elisabetta Colla e Bianca Viseu

INVESTIGAÇÃO NA UNIARQ
RESEARCH AT UNIARQ
CAMPANHAS DE VERÃO
SUMMER CAMPAIGNS
Iniciaram-se, em junho, as campanhas de investigação de campo e de laboratório dos investigadores da UNIARQ, que se prolongarão até ao mês de setembro.
Field and lab research campaigns by UNIARQ researchers began in June and will continue until September.
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CAMPO / FIELD
1. Penascosa (Vila Nova de Foz Côa). Paleolítico. Projecto CÔA3P: Paleogeografia, Paleoclimatologia e Paletnologia do Côa e territórios envolventes. Thierry Aubry e Miguel Almeida
2. Olga Grande 4 (Vila Nova de Foz Côa). Paleolítico. Projecto CÔA3P: Paleogeografia, Paleoclimatologia e Paletnologia do Côa e territórios envolventes. Thierry Aubry e Miguel Almeida
3. Abrigo da Gruta da Buraca da Moira (Leiria). Do Calcolítico ao Gravetense Médio. Projecto EcoPLis - Ecótonos Plistocénicos na Bacia do Rio Lis. Telmo Pereira
4. Abrigo da Senhora das Lapas (Tomar). Paleolítico Superior. Projecto ARQEVO 2 - Arqueologia e Evolução dos Primeiros Humanos na Fachada Atlântica da península Ibérica 2 (continuação). Luis Gomes, Mariana Nabais, Filipa Rodrigues e Alexandre Varanda
5. Gruta do Caldeirão (Tomar). Paleolítico Médio/Superior. Projecto ARQEVO 2 - Arqueologia e Evolução dos Primeiros Humanos na Fachada Atlântica da península Ibérica 2 (continuação). Luis Gomes, Mariana Nabais e Alexandre Varanda
6. Gruta 3 da Curva da Bezelga - Lapa Escura (Torres Novas). Paleolítico Superior. Projecto ARQEVO 2 - Arqueologia e Evolução dos Primeiros Humanos na Fachada Atlântica da península Ibérica 2 (continuação). Maria Melo, Filipa Rodrigues e Luís Gomes
7. Gruta do Aderno (Torres Novas). Paleolítico Inferior. Projecto Arqueologia e evolução dos primeiros humanos na fachada atlântica da Península Ibérica (ARQEVO 2). Henrique Matias, John Willman e João Zilhão
8. Lapa da Bugalheira (Torres Novas). Neolítico Antigo e Médio. Projecto ARQEVO: Arqueologia e Evolução dos Primeiros Humanos na Fachada Atlântica da Península Ibérica. Filipa Rodrigues e João Zilhão
9. Villa Cardílio (Torres Novas). Romano. Projecto Villa Cardílio: a romanização da bacia hidrográfica do Almonda. Victor Filipe
10. Cidade Romana de Ammaia (Marvão). Romano e Antiguidade Tardia. Projecto CRA Ludi. Anfiteatro da cidade romana de Ammaia. Carlos Fabião, Amílcar Guerra e Catarina Viegas
11. Povoado de Vila Nova de São Pedro (Azambuja). Calcolítico. Projecto Vila Nova de São Pedro, de novo no 3º milénio - VNSP3000. Mariana Diniz e César Neves
12. Bacia de Rio Maior (Vila Nova de São Pedro). Projecto MOBlades - Proveniência da matéria-prima das lâminas como indicador da mobilidade humana ao longo do Calcolítico do SW da Península Ibérica. Patrícia Jordão
13. Vale do Forno 8 (Alpiarça). Paleolítico Inferior. Projecto O tecno-complexo Acheulense no ocidente europeu: caracterização e variabilidade das indústrias acheulenses da vertente atlântica da Península Ibérica. Carlos Ferreira, João Pedro Cunha-Ribeiro e Eduardo Méndez-Quintas 
14. Alto da Vigia (Sintra). Romano e Medieval Islâmico. Projecto Alto da Vigia: Santuário Romano Astral e Ribat de Alconchel. Alexandre Gonçalves
19. Castelo Velho de Safara (Moura). Calcolítico, Idade do Ferro, Romano Republicano. Projecto FOMEGA II. Mariana Nabais, Margarida Figueiredo e Rui Monge Soares
20. Ciudad de Vascos (Toledo, Espanha). Andalusi (Ss. IX-XI). Projecto Intervenciones arqueológicas en Ciudad de Vascos (2025). Jorge de Juan Ares
21. Gruta da Sassa (Sumbe, Província do Cuanza Sul) e Gruta do Tchivinguiro (Humpata, Província da Huíla). Angola. Idade da Pedra. Projecto PaleoLeba. Daniela de Matos
22.  Trabalho de campo com as mulheres ceramistas de Apiaí (Apiaí, Brasil). Arqueologia Histórica. Projecto Gênero, Memórias e Materialidades da Interação/Confluência: Mulheres Indígenas e Afrodescendentes na Arqueologia Histórica de São Paulo. Marianne Sallum e Francisco Silva Noelli
23. Trabalho de campo com comunidades Caiçaras da Ilha do Guarujá (Guarujá – Brasil). Arqueologia Histórica. Projecto Gênero, Memórias e Materialidades da Interação/Confluência: Mulheres Indígenas e Afrodescendentes na Arqueologia Histórica de São Paulo. Francisco Silva Noelli e Marianne Sallum
LABORATÓRIO / LAB
3. Abrigo da Gruta da Buraca da Moira (Leiria). Do Calcolítico ao Gravetense Médio. Projecto EcoPLis - Ecótonos Plistocénicos na Bacia do Rio Lis. Telmo Pereira
4. Abrigo da Senhora das Lapas (Tomar). Paleolítico Superior. Projecto ARQEVO 2 - Arqueologia e Evolução dos Primeiros Humanos na Fachada Atlântica da península Ibérica 2 (continuação). Luis Gomes, Mariana Nabais, Filipa Rodrigues e Alexandre Varanda
5. Gruta do Caldeirão (Tomar). Paleolítico Médio/Superior. Projecto ARQEVO 2 - Arqueologia e Evolução dos Primeiros Humanos na Fachada Atlântica da península Ibérica 2 (continuação). Luis Gomes, Mariana Nabais e Alexandre Varanda
6. Gruta 3 da Curva da Bezelga - Lapa Escura (Torres Novas). Paleolítico Superior. Projecto ARQEVO 2 - Arqueologia e Evolução dos Primeiros Humanos na Fachada Atlântica da península Ibérica 2 (continuação). Maria Melo, Filipa Rodrigues e Luís Gomes
7. Gruta do Aderno (Torres Novas). Paleolítico Inferior. Projecto Arqueologia e evolução dos primeiros humanos na fachada atlântica da Península Ibérica (ARQEVO 2). Henrique Matias, John Willman e João Zilhão
8. Lapa da Bugalheira (Torres Novas). Neolítico Antigo e Médio. Projecto ARQEVO: Arqueologia e Evolução dos Primeiros Humanos na Fachada Atlântica da Península Ibérica. Filipa Rodrigues e João Zilhão
9. Villa Cardílio (Torres Novas). Romano. Projecto Villa Cardílio: a romanização da bacia hidrográfica do Almonda. Victor Filipe
10. Cidade Romana de Ammaia (Marvão). Romano e Antiguidade Tardia. Projecto CRA Ludi. Anfiteatro da cidade romana de Ammaia. Carlos Fabião, Amílcar Guerra e Catarina Viegas
11. Povoado de Vila Nova de São Pedro (Azambuja). Calcolítico. Projecto Vila Nova de São Pedro, de novo no 3º milénio - VNSP3000. Mariana Diniz e César Neves
12. Bacia de Rio Maior (Vila Nova de São Pedro). Projecto MOBlades - Proveniência da matéria-prima das lâminas como indicador da mobilidade humana ao longo do Calcolítico do SW da Península Ibérica. Patrícia Jordão
13. Vale do Forno 8 (Alpiarça). Paleolítico Inferior. Projecto O tecno-complexo Acheulense no ocidente europeu: caracterização e variabilidade das indústrias acheulenses da vertente atlântica da Península Ibérica. Carlos Ferreira, João Pedro Cunha-Ribeiro e Eduardo Méndez-Quintas 
14. Alto da Vigia (Sintra). Romano e Medieval Islâmico. Projecto Alto da Vigia: Santuário Romano Astral e Ribat de Alconchel. Alexandre Gonçalves;
15. Laboratório de Processos Costeiros / FCUL. Últimos 500 anos. Projecto ECOFREEDOM - Ecologia da liberdade: Materialidades da escravidão e Pós-Emancipação no Mundo Atlântico. Ana Costa
16. Laboratório de inventário e catalogação de Capambonge Velho / FLUL. Idade da Pedra Inferior e Média. Projecto ARQMEM. João Pedro Cunha-Ribeiro e Paula Nascimento
17. Laboratório Casal Leitão / LARC. Mesolítico Antigo. Projecto Estruturas mesolíticas de Casal Leitão. Ana Cristina Araújo
18. Laboratório Abrigo do Lagar Velho / LARC. Paleolítico Superior. Projecto Testemunho Pendurado do Abrigo do Lagar Velho. Ana Cristina Araújo
20. Ciudad de Vascos (Toledo, Espanha). Andalusi (Ss. IX-XI). Projecto Intervenciones arqueológicas en Ciudad de Vascos (2025). Jorge de Juan Ares
Penascosa (Vila Nova de Foz Côa)
Terminou em Julho a campanha de escavação de 2025 no sítio da Penascosa, realizada no âmbito do Projeto de Investigação “Paleogeografia, Paleoecologia e Paleoetnologia do Vale do Côa e territórios envolventes" (Côa 3P). 
Na sequência da identificado de dois novos painéis gravados em 2018, os resultados de uma campanha de prospeção geofísica não intrusiva neste sítio admitiam a existência de mais painéis gravados e, eventualmente, vestígios arqueológicos cobertos por depósitos mais recentes do rio Côa. 
A intervenção agora concluída revelou o impacto da extração de pedra em época contemporânea, aportando novos dados para interpretar a distribuição atual das rochas gravadas pelos caçadores/artistas ao longo do Paleolítico e para reconstituir a evolução recente do preenchimento sedimentar no Vale do Côa.  
A equipa de trabalho integrou diversos Bolseiros de Doutoramento da FCT (Fundação para a Ciência e Tecnologia) e alunos da 
Licenciatura e Mestrado em Arqueologia da Faculdade de Letras de Lisboa.
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Penascosa (Vila Nova de Foz Côa)
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The 2025 excavation campaign at the Penascosa site, carried out within the framework of the research project Palaeogeography, Palaeoecology and Palaeoethnology of the Côa Valley and Surrounding Territories (Côa 3P), concluded in July.
Following the identification of two new engraved panels in 2018, the results of a non-intrusive geophysical survey at the site suggested the possible existence of further engraved panels and, potentially, archaeological remains buried beneath more recent deposits of the Côa River.
The recently completed fieldwork revealed the impact of stone extraction in the contemporary period, providing new data for interpreting  the current distribution of rocks engraved by Palaeolithic hunter-artists, as well as for reconstructing the recent evolution of sedimentary infill in the Côa Valley.
The team included several PhD grant holders from the FCT (Portuguese Foundation for Science and Technology) and
undergraduate and Master's students in Archaeology from the School of Arts and Humanities of the University of Lisbon.
Thierry Aubry e Miguel Almeida; Tradução de CHATGPT revista por Bianca Viseu
Gruta do Caldeirão (Tomar)
A Gruta do Caldeirão, situada na margem direita do rio Nabão (Tomar), tem vindo a revelar-se um sítio arqueológico de importância ímpar para o estudo do Paleolítico no ocidente peninsular. As campanhas arqueológicas realizadas entre 2021 e 2024 permitiram expandir significativamente o conhecimento sobre a cronologia e a cultura material associadas às fases mais antigas de ocupação da gruta, em particular no sector Vertente, onde se atingiu a base dos depósitos sedimentares. A recolha de centenas de artefactos líticos e restos faunísticos, bem como amostras para datação por luminescência opticamente estimulada (OSL), abre novas perspectivas para o entendimento das ocupações humanas prévias ao colapso do tecto da cavidade. Em 2025, os trabalhos centraram-se na escavação no sector da Sala do Fundo. Estas intervenções visaram registar o perfil estratigráfico de referência e sua modelação 3D, bem como uma melhor compreensão da morfologia da cavidade em profundidade.
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A continuidade destas intervenções arqueológicas inscreve-se no âmbito do projecto ARQEVO e resulta de uma estreita colaboração entre a UNIARQ – Centro de Arqueologia da Universidade de Lisboa, a Associação PALEOALMONDA e a Sociedade Torrejana de Espeleologia e Arqueologia (STEA). Tem a participação recorrente de diversos investigadores e voluntários com principal destaque para membros e alunos da UNIARQ dos três ciclos de ensino. Esta colaboração tem sido determinante para o aprofundamento do conhecimento sobre a transição entre o Paleolítico Médio e o Superior na Península Ibérica, contribuindo para o debate científico em torno das dinâmicas de povoamento, adaptação ambiental e evolução tecnológica das populações humanas pré-históricas.
Caldeirão Cave (Tomar)
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The Caldeirão Cave, located on the right bank of the Nabão River (Tomar), has proved to be an archaeological site of exceptional importance for the study of the Palaeolithic in the west of the Iberian Peninsula. The archaeological campaigns carried out between 2021 and 2024 significantly expanded our understanding of the chronology and material culture associated with the earliest phases of the cave's occupation, particularly in the Vertente sector, where the base of the sedimentary deposits was reached. The recovery of hundreds of lithic artefacts and faunal remains, as well as samples for optically stimulated luminescence (OSL) dating, opens up new perspectives for understanding human occupations prior to the collapse of the cavity ceiling.. In 2025, work focused on excavations in the Sala do Fundo sector. These interventions aimed to document the reference stratigraphic profile and its 3D modelling, as well as a better understanding of the morphology of the cavity in depth.
The continuation of these archaeological interventions is part of the ARQEVO project and is the result of close collaboration between UNIARQ - the Archaeology Centre of the University of Lisbon, the PALEOALMONDA Association and the Torrejana Society of Speleology and Archaeology (STEA). It has the recurrent participation of various researchers and volunteers, especially UNIARQ members and students from all three teaching cycles. This collaboration has been crucial in deepening knowledge about the transition between the Middle and Upper Palaeolithic in the Iberian Peninsula, contributing to the scientific debate around the dynamics of settlement, environmental adaptation and technological evolution of prehistoric human populations.
Mariana Nabais, Luis Gomes e Alexandre Varanda; Tradução de CHATGPT revista por Daniel Sánchez-Gómez
Escavação da Gruta 3 da Curva da Bezelga (Assentiz, Torres Novas)
A Gruta 3 da Curva da Bezelga é uma pequena cavidade formada nos calcários jurássicos da escarpa noroeste do canhão cársico da ribeira da Bezelga (Assentiz, Torres Novas), localmente conhecido como Fórnea de Fungalvaz. 
A jazida foi escavada pela primeira vez em 2007 por Filipa Rodrigues e Adelaide Pinto (STEA - Sociedade Torrejana de Espeleologia e Arqueologia), tendo esta intervenção consistido na realização de duas sondagens de diagnóstico: uma na zona interior da gruta (locus 1) e outra numa zona exposta por recuo da escarpa (locus 2). No locus 1, foram identificados restos materiais enquadráveis  na etapa final do Neolítico e, no locus 2, foi recolhido um conjunto significativo de lamelas – brutas e retocadas – integradas, a partir das características tecnológicas e tipológicas, no período Magdalenense.
Os trabalhos que se retomaram neste mês de Julho de 2025 têm os seguintes objetivos:
1. alargar a área de escavação no locus 2 para i) compreender os processos deposicionais associados à grande densidade de armaduras de caça, ii) aumentar a amostra artefactual para uma efectiva caracterização da ocupação ou ocupações humanas que deram origem ao abundante conjunto artefactual conhecido;
2. expor o nível de abatimento identificado na base da sondagem realizada em 2007 para, posteriormente, se documentar, por sondagem em profundidade, a totalidade da sequência estratigráfica do sítio.

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Esta intervenção, integrada no Projecto ARQEVO – Arqueologia e Evolução dos Primeiros Humanos na Fachada Atlântica da Península Ibérica, é conduzida por investigadores da UNIARQ, associados da Paleoalmonda – Associação de Estudos Científicos e da STEA - Sociedade Torrejana de Espeleologia e Arqueologia.
Nela participam, em regime de formação, várias estudantes do mestrado em arqueologia da FLUL. 
Esta escavação conta com os seguintes apoios:
1. Município de Torres Novas, que, para além do financiamento, tem disponibilizado o centro de documentação do Núcleo de Arqueologia | Cerca da Vila (MMCR), para o estudo do conjunto artefactual e realização de trabalhos académicos executados no âmbito do Mestrado em Arqueologia da FLUL;
2. Renova, S.A.

Excavation of Cave 3 of Curva da Bezelga (Assentiz, Torres Novas)
Cave 3 of Curva da Bezelga is a small cavity formed in the Jurassic limestone of the northwestern escarpment of the karstic canyon of the Bezelga stream (Assentiz, Torres Novas), locally known as the Fórnea de Fungalvaz.
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The site was first excavated in 2007 by Filipa Rodrigues and Adelaide Pinto (STEA – Torrejan Society of Speleology and Archaeology). This intervention consisted of two diagnostic test pits: one inside the cave (locus 1) and another in an area exposed by the retreat of the escarpment (locus 2). In locus 1, material remains attributable to the final stage of the Neolithic were identified. In locus 2, a significant assemblage of bladelets — both unretouched and retouched — was recovered. Based on their technological and typological characteristics, these were assigned to the Magdalenian period.
The fieldwork resumed in July 2025 with the following objectives:
1. To extend the excavation area in locus 2 in order to: i) understand the depositional processes associated with the high density of hunting weaponry, ii) increase the artefactual sample to allow a more effective characterisation of the human occupation(s) responsible for the abundant artefactual assemblage identified at the site;
2. To expose the subsidence level identified at the base of the 2007 test pit and subsequently document the entire stratigraphic sequence of the site through deep sounding.
This intervention, part of the ARQEVO Project – Archaeology and the Evolution of Early Humans on the Atlantic Façade of the Iberian Peninsula, is led by researchers from UNIARQ, and associates from Paleoalmonda – Association for Scientific Studies and STEA – Torrejan Society of Speleology and Archaeology.
Several master's students in Archaeology from FLUL are taking part in the excavation as part of their training.

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The excavation is supported by:
1. Torres Novas Municipality, which, in addition to funding, has provided access to the documentation centre of the Archaeological Nucleus | Cerca da Vila (MMCR) for the study of the artefactual assemblage and the preparation of academic work within the scope of the FLUL Master’s in Archaeology;
2. Renova, S.A.

Filipa Rodrigues, Luis Gomes e Maria Melo; Tradução de CHATGPT revista por Bianca Viseu
Abrigo da Gruta da Buraca da Moira (Boa Vista, Leiria)
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Em julho de 2025 deu-se continuidade aos trabalhos de escavação do Abrigo da Buraca da Moira (Boa Vista, Leiria), no âmbito do projeto EcoPLis - Ecótonos Plistocénicos do Rio Lis. O objetivo desta investigação é compreender o papel dos vales encaixados da Estremadura Portuguesa durante as crises climáticas da Pré-história.
Localizado num vale estreito que liga a Serra d'Aire e Candeeiros às várzeas do Rio Lis, o sítio foi ponto de abrigo temporário para os caçadores-recoletores do Gravetense, Solutrense e Epipaleolítico que circulavam entre estas paisagens. Mais tarde, o sítio foi usado como necrópole para os defuntos das sociedades agro-pastoris do Neolítico e do Calcolítico. As vivências e gestos das pessoas que por ali passaram ficaram materializadas na diversidade de vestígios aí deixados, e que incluem artefactos em sílex, quartzo e quartzito, restos de veado, javali, cavalo e auroque, conchas de berbigão, ameijoa e lambujinha, bem como alguns adornos e partes dos esqueletos dos defuntos que, depois de decompostos, foram trasladados para outro local.
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A campanha de 2025 teve dois objetivos principais. Por um lado, recolher os dados necessários para responder às perguntas e esclarecer dúvidas levantadas por teses de mestrado e de doutoramento em curso. Por outro, estabelecer aspetos funcionais da escola de campo que se pretende oficializar a partir de 2026.
Buraca da Moira Cave Shelter (Boa Vista, Leiria)
In July 2025, excavation work continued on the Buraca da Moira Cave Shelter (Boa Vista, Leiria), as part of the EcoPLis project - Pleistocene Ecotones of the River Lis. The aim of this research is to understand the role of the incised valleys of Portuguese Estremadura during the climatic crises of Prehistory.
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Located in a narrow valley that connects the Serra d'Aire e Candeeiros to the floodplains of the Lis River, the site served as a temporary shelter for Gravettian, Solutrean, and Epipalaeolithic hunter-gatherers who moved between these landscapes. Later, the site was used as a necropolis for the dead of Neolithic and Chalcolithic agro-pastoral societies . The experiences and gestures of the people who passed through were materialised in the diversity of remains left there, which include flint, quartz and quartzite artefacts; the remains of deer, wild boar, horse and aurochs, cockle, clams and wedge shells, as well as some ornaments and parts of the skeletons of the deceased which, once decomposed, were moved elsewhere.
The 2025 campaign had two main objectives. On the one hand, to collect the data needed to answer questions and clarify doubts raised by ongoing master's and doctoral theses. On the other hand, to establish the functional aspects of the field school that is intended to be officialised from 2026.

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Telmo Pereira; Tradução de CHATGPT revista por Daniel Sánchez-Gómez
Vila Nova de São Pedro (Azambuja)
Interrompidos em 2024, pela partida trágica de Andrea Martins, os trabalhos de campo do projecto Vila Nova de São Pedro, de novo no 3º milénio – VNSP3000, coordenados por Mariana Diniz, César Neves e José Arnaud foram retomados no passado mês de Julho, na 7º campanha de escavações realizada, no âmbito deste projecto de investigação, neste povoado calcolítico.
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Entre os dias 30 de junho e 18 de julho, uma equipa alargada que reuniu actuais e antigos estudantes de Licenciatura, Mestrado e Doutoramento em Arqueologia da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, e também da Universidade de Évora, participou, com enorme entusiasmo, nas diferentes actividades programadas para esta campanha que contou com o apoio da UNIARQ, da Associação dos Arqueólogos Portugueses, da Câmara Municipal da Azambuja, da União de Freguesias de Manique do Intendente, Vila Nova de S. Pedro e Maçussa e do Património Cultural, IP.
Os trabalhos de escavação incidiram sobre dois troços da 2ª Linha de Muralha – estrutura pétrea muito robusta e de construção complexa – que desenha também na sua área Sul um possível bastião oco, anteriormente não documentado, e sobre a estrutura de talude/contraforte que apoia/monumentaliza a face exterior desta linha de muralha, permitindo uma documentação em diferentes suportes – desenho analógico, fotogrametria, registo 3D – dos processos construtivos destes aparelhos pétreos, ao mesmo tempo que a recolha de restos faunísticos em contextos preservados permitirá datar sucessivos episódios de construção e de derrubes que afectaram estas estruturas. Foi também aberta uma área de escavação entre a 2ª Linha de Muralha e o Reduto Central que veio a revelar a existência de um grande muro perpendicular a estas muralhas, compartimentando os espaços, como se verifica em outros povoados fortificados da Estremadura calcolítica.
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Outras actividades foram levadas a cabo nesta campanha, a prospecção geo-arqueológica na bacia de Rio Maior, dirigida por Patrícia Jordão, também noticia neste número da Uniarq digital, na área da Arqueologia Experimental, a produção, por Pedro Cura da Pre&historic Skills, de instrumentos de pedra polida sobre anfibolito destinados à experimentação controlada em trabalho de madeira, pedra e terra e foi também iniciada a prospeção geofísica de alguns sectores-chave do povoado de Vila Nova de São Pedro, realizada pela Morph e GeoAviz.
Como tem sido prática, desde 2017, o Dia Aberto em Vila Nova de São Pedro termina com um jantar pré-histórico, confecionado por Pedro Cura e oferecido pela Autarquia, para qual estão convidados todos os que visitaram o povoado calcolítico. Esta festa, um momento sempre de grande alegria pelo entusiasmo com que a população local, agora em franca renovação, recebe as equipas de Arqueologia fica também marcada pelo, imensamente comovente, descerrar de um monumento, erigido pela União das Juntas de Freguesia de Manique do Intendente, Vila Nova de S. Pedro e Maçussa, em memória de Andrea Martins que agora dá o seu nome ao Pátio, onde nos reunimos  sempre para comemorar mais um ano de escavações. 
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Mas o caminho faz-se, caminhando, e por isso está já em preparação a campanha de 2026!
Vila Nova de São Pedro (Azambuja)
Interrupted in 2024 by the tragic passing of Andrea Martins, the fieldwork of the  Vila Nova de São Pedro project, back in the 3rd millennium – VNSP3000, coordinated by Mariana Diniz, César Neves, and José Arnaud, was resumed last July in the 7th excavation campaign carried out as part of this research project in this Chalcolithic settlement.
Between 30 June and 18 July,a large team of current and former undergraduate, master's and doctoral students in Archaeology from the School of Arts and Humanities of the University of Lisbon and the University of Évora  took part with great enthusiasm in the different activities planned for this campaign, which was supported byUNIARQ, the Association of Portuguese Archaeologists, the Municipality of Azambuja, the Union of Parishes of Manique do Intendente, Vila Nova de S. Pedro and Maçussa, and Património Cultural, IP.
The excavation work focused on two sections of the 2nd Line of Wall – a very robust and complex stone structure – which also outlines a possible hollow bastion previously undocumented in its southern area, and on the slope/counterfort structure that supports/monumentalises the outer face of this wall line. This allowed for documentation across various formats – analogue drawing, photogrammetry, 3D recording – of the construction processes of these stone features, while the collection of faunal remains from preserved contexts will enable the dating of successive phases of construction and collapse that affected these structures.

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An additional excavation area was opened between the 2nd Line of Wall and the Central Redoubt, which revealed the existence of a large perpendicular wall, compartmentalizing the spaces, similar to what has been identified in other fortified Chalcolithic settlements in the Estremadura region.
Other activities carried out during this campaign included geoarchaeological survey in the Rio Maior basin, led by
Patrícia Jordão (also featured in this issue of Uniarq Digital), and in the field of Experimental Archaeology, the production of polished stone tools in amphibolite by Pedro Cura of Pre&historic Skills, aimed at controlled experimentation in wood, stone, and earth work and the geophysical survey of some key sectors of the settlement of Vila Nova de São Pedro, carried out by Morph and GeoAviz, has also begun.
As has been the tradition since 2017, the Open Day at Vila Nova de São Pedro concluded with a prehistoric dinner, cooked by Pedro Cura and offered by the local authority, to which all those who have visited the Chalcolithic settlement are invited.  This celebration, always a moment of great joy due to the enthusiasm with which the local population, now undergoing a revival, welcomes the archaeological teams, is also marked by the immensely moving unveiling of a monument, erected by the Union of Parish Councils of Manique do Intendente, Vila Nova de S. Pedro and Maçussa, in memory of Andrea Martins, who now gives her name to the Patio, where we always gather to celebrate another year of excavations.
But the path is made by walking 
– and so, preparations are already underway for the 2026 campaign!

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Mariana Diniz; Tradução de CHATGPT revista por Daniel Sánchez-Gómez
Bacia de Rio Maior (Vila Nova de São Pedro)
No âmbito do projecto exploratório 2023.13251.PEX MOBlades - Proveniência da matéria-prima das lâminas como indicador da mobilidade humana ao longo do Calcolítico do SW da Península Ibérica (FCT/FLUL/UNIARQ) decorreu em Julho a campanha de prospecção de sílex na Bacia de Rio Maior. A partir do sítio calcolítico de Vila Nova de São Pedro, procuraram-se as zonas de abastecimento mais próximas desta matéria-prima, para Oeste, na direcção da Serra de Montejunto, e para Norte, até à Serra d’Aire.
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Desde 2017, o estudo dos recursos líticos que estariam disponíveis na Pré-história na margem direita da Bacia do Baixo Tejo, permitiram afirmar a exploração directa de diversas rochas para variadas actividades, no sítio de Vila Nova de São Pedro. Não só o sílex, silcreto, quartzito, e quartzo para utensilagem, mas também arenitos e conglomerados para elementos de moagem.
No entanto, não tinha sido ainda identificado sílex adequado em tamanho e qualidade para a conformação de lâminas. Esta campanha teve assim como objectivo principal a recolha de blocos de matéria-prima para extracção experimental de lâminas que serão depois comparadas com as lâminas arqueológicas de Vila Nova de São Pedro e de Perdigões. Adicionalmente, foram recolhidas outras matérias-primas para utilização em trabalhos experimentais de conformação de indústrias macrolíticas.
A campanha de prospecção contou, pela primeira vez, com a participação de estudantes voluntários da licenciatura em Arqueologia da FLUL, durante os trabalhos de campo em Vila Nova de São Pedro (Projecto Vila Nova de São Pedro, de novo no 3º milénio - VNSP3000). Teve uma componente muito didáctica destinada a conhecer melhor o contexto geomorfológico de Vila Nova de São Pedro, desdobrando-se numa primeira parte de campo, para observação e prospecção de recursos líticos, e numa segunda parte de laboratório, em que os materiais recolhidos foram observados com maior detalhe.
Na sequência desta campanha, os materiais serão estudados também em microscopicamente, inventariados e disponibilizados para consulta na litoteca ARQUEOLit da UNIARQ.

Rio Maior Basin (Vila Nova de São Pedro)
As part of the exploratory project 2023.13251.PEX MOBlades – Provenance of blades’ raw material as an indicator of human mobility during the Copper age of the SW of the Iberian Peninsula (FCT/FLUL/UNIARQ), a flint survey campaign was carried out in July in the Rio Maior Basin. From the Chalcolithic site of Vila Nova de São Pedro, the aim was to identify the closest flint supply zones — to the west, towards the Serra de Montejunto, and to the north, up to the Serra d’Aire.
Since 2017, the study of lithic resources that would have been available during prehistory on the right bank of the Lower Tagus Basin has made it possible to confirm the direct exploitation of various types of rock for different activities at the site of Vila Nova de São Pedro. Not only flint, silcrete, quartzite, and quartz for tool-making, but also sandstones and conglomerates for grinding elements.
However, suitable flint in terms of size and quality for blade production had not yet been identified. The main objective of this campaign was therefore the collection of raw material blocks for experimental blade knapping, which will then be compared with archaeological blades from Vila Nova de São Pedro and Perdigões. In addition, other raw materials were collected for use in experimental work on the production of macrolithic tools.

For the first time, the survey campaign included the participation of undergraduate Archaeology students from the School of Arts and Humanities of the University of Lisbon, who volunteered during the fieldwork conducted at Vila Nova de São Pedro (Project ‘Vila Nova de São Pedro, again in the 3rd millennium – VNSP3000’). The campaign incorporated  a strong educational component aimed at better understanding the geomorphological context of Vila Nova de São Pedro. It was structured in two parts: an initial fieldwork phase focused on the observation and survey of lithic resources, followed by a laboratory phase in which the collected materials were examined in greater detail.

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Following this campaign, the materials will also be studied microscopically, catalogued, and made available for consultation in the ARQUEOLit lithotheque at UNIARQ.
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Patrícia Jordão; Tradução de CHATGPT revista por Bianca Viseu
Laboratório ECOFREEDOM no Laboratório de Processos Costeiros da FCUL
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1 – Equipa de alunos que participaram no Laboratório ECOFREEDOM / Student team who took part in the ECOFREEDOM Laboratory
Num ambiente ligeiramente diferente dos que geralmente são experienciados pelos alunos de Arqueologia da FLUL inscritos na disciplina Trabalho de Campo e Laboratório, o Laboratório ECOFREEDOM decorreu no laboratório de sedimentologia da FCUL (laboratório de Processos Costeiros), entre os dias 30 de junho e 18 de julho.
Durante este período, os alunos Carolina Amaro, George Gavrila e David Magalhães
(Fotografia 1), aprenderam algumas das metodologias de processamento de amostras de sedimentos, frequentemente empregues no âmbito de trabalhos Geoarqueológicos, utilizando para tal materiais recolhidos em sondagens longas nas margens do estuário do rio Cacheu em 2025 e amostras de diversas unidades estratigráficas recolhidas nas sondagens arqueológicas durante a campanha de campo de 2022, em Cacheu.
Numa cadeia de processamento (qual SPA sedimentológico), mais de 140 amostras foram homogeneizadas com recurso a almofariz de porcelana e pilão de borracha, e quarteadas para obtenção de sub-amostras representativas de cada amostra total. As sub-amostras foram preparadas para separação granulométrica, e determinação de teor em matéria orgânica e carbonato de cálcio.
Posteriormente, por processo de crivagem a húmido e recurso a um crivo de 63 mm, foi separada a fração grosseira (fração da dimensão das areias) da fração fina (fração da dimensão dos siltes + argilas) de uma sub-amostra por amostra em estudo
(Fotografia 2). A fração grosseira foi a secar em estufa a 105ºC (será sauna?), enquanto a fração fina secou (e decantou) calmamente num banho de areia seca a uns ligeiros 60ºC (Fotografia 3).
Uma sub-amostra por amostra foi ainda moída num almofariz de ágata até ser reduzida a pó, e destas, 30 (+ respectivos duplicados) foram queimadas na mufla a dois patamares distintos de temperatura (280ºC e 520ºC) durante 6h cada queima
(Fotografia 4). Não restou matéria orgânica alguma para contar a história, e por diferença ponderal entre o peso inicial e final de cada sub-amostra foi possível determinar o teor da matéria orgânica total de cada amostra! Não possível nesta campanha determinar o teor em carbonato de cálcio das amostras em estudo, este será um procedimento para futuras experiências laboratoriais (e sensoriais).
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2 – Fração grosseira preparada para a estufa de 105ºC / Coarse fraction prepared for the 105°C oven
As análises realizadas às sondagens longas vai permitir caracterizar o sedimento que se deposita nas margens do Cacheu, em áreas onde se desenvolve mangal, onde se planta arroz, onde o mangal foi recentemente re-plantado em campos abandonados de arroz, ou onde os campos de arroz foram abandonados por outros motivos. Variações dos diversos indicadores (os analisados no Laboratório do ECOFREEDOM ou outros ainda a realizar) em profundidade, a datação absoluta dos sedimentos (através de diferentes metodologias) e a construção de modelos de idades, podem ajudar a compreender como foram utilizadas as margens do estuário ao longo do tempo.
As análises realizadas nas amostras recolhidas nos perfis das sondagens arqueológicas permitem caracterizar o sedimento das diferentes unidades estratigráficas e irão contribuir para a compreender a ocupação do sítio.
Foram ainda separadas por crivos de diferentes dimensões, areias de praias atuais que ocorrem nas margens do rio Cacheu, e areias sobre as quais assentam as unidades estratigráficas identificadas no decurso dos trabalhos arqueológicos que tiveram lugar em Cacheu em 2025. A comparação das areias atuais com as areias que ocorrem na base das áreas de escavação de 2022 e de 2025 vai ajudar a compreender o ambiente do local de estudo antes das primeiras fases de ocupação que ali tiveram lugar. 
Este Laboratório decorreu no âmbito do projeto ECOFREEDOM – Ecologias da Liberdade: Materialidades da Escravidão e Pós-Emancipação no Mundo Atlântico (PTDC/ HAR-ARQ/4540/2021)
(Fotografia 5). Contou com a colaboração dos técnicos do Laboratório de Processos Costeiros da FCUL, Mafalda Freitas e Vera Lopes e de Maria da Conceição Freitas, também investigadora do ECOFREEDOM.   
ECOFREEDOM Laboratory at the Coastal Processes Laboratory, Faculty of Sciences, University of Lisbon (FCUL)
In a slightly different environment from those usually experienced by archaeology students from the School of Arts and Humanities of the University of Lisbon (FLUL) enrolled in the Field and Laboratory Work course, the ECOFREEDOM Laboratory took place at the sedimentology laboratory of the FCUL (Coastal Processes Laboratory), between 30 June and 18 July.
During this period, students Carolina Amaro, George Gavrila, and David Magalhães
(Photo 1) learned several sediment sample processing methodologies commonly used in geoarchaeological research. These methods were applied to materials collected in deep core drillings along the margins of the Cacheu River estuary in 2025, as well as to samples from various stratigraphic units obtained during archaeological excavations carried out in the 2022 field campaign in Cacheu.
In a processing sequence (resembling a sedimentological "SPA"), over 140 samples were homogenised using porcelain mortars and rubber pestles and quartered to obtain representative sub-samples from each bulk sample. These sub-samples were prepared for granulometric separation and for determining the organic matter and calcium carbonate content.

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3 – Fração fina a secar em, banho de areia a 60ºC / Fine fraction drying in a sand bath at 60°C
Subsequently, through a process of wet sieving using a 63 μm mesh sieve, the coarse fraction (sand-sized particles) was separated from the fine fraction (silt- and clay-sized particles) of one sub-sample per studied sample (Photo 2). The coarse fraction was dried in an oven at 105°C (a true sauna?), while the fine fraction was left to dry (and settle) gently in a dry sand bath at around 60°C (Photo 3).
One sub-sample per sample was also ground in an agate mortar until reduced to powder. Of these, 30 (plus duplicates) were combusted in a muffle furnace at two distinct temperature levels (280°C and 520°C), each for six hours
(Photo 4). No organic matter was left to tell the tale, and the total organic matter content of each sample was determined through the weight difference between the initial and final sub-sample mass.
It was not possible in this campaign to determine the calcium carbonate content of the samples under study—this will be a procedure for future (and sensorial) laboratory experiments.
The analyses carried out on the deep cores will enable characterisation of the sediments deposited along the Cacheu River margins—areas where mangroves thrive, where rice is cultivated, where mangroves have recently been replanted in abandoned rice fields, or where rice fields have been abandoned for other reasons. Variations in different indicators (those analysed in the ECOFREEDOM Laboratory and others yet to be undertaken) with depth, along with the absolute dating of sediments (using different methodologies) and the construction of age models, may help us understand how the estuary’s margins have been used over time.
The analyses of the samples collected from the profiles of the archaeological test pits  allow for the characterisation of the sediments from different stratigraphic units and will contribute to understanding the site's occupation history.
Sands from present-day river beaches along the Cacheu River and sands forming the base of the stratigraphic units identified during the 2025 archaeological work in Cacheu were also separated using sieves of different mesh sizes. Comparing these modern sands with those found at the base of the excavation areas from 2022 and 2025 will help reconstruct the local environment prior to the earliest phases of human occupation at the site.
This laboratory was carried out within the framework of the ECOFREEDOM project – Ecologies of Freedom: Materialities of Slavery and Post-Emancipation in the Atlantic World (PTDC/HAR-ARQ/4540/2021)
(Photo 5). It benefitted from the collaboration of the technicians of the Coastal Processes Laboratory at FCUL, Mafalda Freitas and Vera Lopes, and of Maria da Conceição Freitas, also a researcher in the ECOFREEDOM project.
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4 – Sub-amostras na mufla para determinação da matéria orgânica total / Sub-samples in the muffle furnace for total organic matter determination
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5 – Final dos trabalhos do Laboratório ECOFREEDOM (ver pin em detalhe) / End of the ECOFREEDOM Laboratory work (note the pin detail)
Ana Costa; Tradução de CHATGPT revista por Bianca Viseu
O projeto Gênero, Memórias e Materialidades da Interação/Confluência: Mulheres Indígenas e Afrodescendentes na Arqueologia Histórica de São Paulo (FAPESP 2024/04746-1)
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1. Marina Gomes, Associação de Mulheres Artesãs, Apiaí, Vale do Ribeira / Marina Gomes, Women Artisans’ Association, Apiaí, Vale do Ribeira.
O Brasil possui milhares de comunidades que vivem fora dos centros urbanos, compostas por povos indígenas, afro-indígenas, afrodescendentes e comunidades tradicionais que habitam biomas florestais e campestres, explorando recursos terrestres e aquáticos. Algumas são reconhecidas como comunidades piscatórias, outras dedicam-se ao bioextrativismo vegetal, e outras ainda praticam a agricultura familiar. Todas dependem dos ecossistemas para manter as suas práticas ancestrais, muitas vezes associadas à produção de materialidades com vários séculos de história.
O projecto desenvolve investigações colaborativas com comunidades que possuem registos genealógicos que remontam a 300 anos em Apiaí e a 500 anos no Guarujá, marcos históricos que encontram plena correspondência nos contextos arqueológicos. Em Apiaí, estamos a recolher dados actuais sobre a produção de vasilhas por linhagens de mulheres ceramistas, com o objectivo de compará-los com os registos provenientes de escavações arqueológicas futuras, a realizar nos terrenos das suas ancestrais.
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3. Arte Looze, Apiaí, Vale do Ribeira (Dina Looze)
Na ilha do Guarujá, estamos a conduzir entrevistas com residentes dos morros da zona conhecida como “Rabo do Dragão”, recolhendo informações sobre a localização de vestígios de antigas habitações que hoje se encontram no interior de áreas florestais, onde são visíveis diversas evidências de ocupações pretéritas.
The project Gender, Memories, and Materialities of Interaction/Confluence: Indigenous and Afro-descendant Women in the Historical Archaeology of São Paulo (FAPESP 2024/04746-1)
Brazil is home to thousands of communities living outside urban centres, composed of Indigenous peoples, Afro-Indigenous peoples, Afro-descendants, and traditional communities who inhabit forest and grassland biomes, depending on land and water resources. Some are recognised as fishing communities, others are dedicated to plant-based bio-extractivism, and still others practise family farming. All of them depend on ecosystems to sustain their ancestral practices, which are often associated with the production of material culture with several centuries of history.
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2. Comunidade de caiçaras, Guarujá / Caiçara community, Guarujá (Wendel Dalitesi, Francisco S. Noelli, Luis Miguel Rocha Pinto, Alexandra Studebaker, Harun)
The project is carrying out collaborative research with communities that have genealogical records dating back 300 years in Apiaí and 500 years in Guarujá — historical milestones that fully correspond to the archaeological contexts. In Apiaí, we are collecting current data on the production of ceramic vessels by lineages of women potters, with the aim of comparing them with the records that will emerge from future archaeological excavations on the land of their ancestors.
On the island of Guarujá, we are conducting interviews with residents of the hills in the area known as the “Dragon’s Tail”, gathering information about the location of traces of former dwellings, now situated within forested areas. In these zones, various remains of past occupations are still visible.

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4. Museu Casa do Artesão de Apiaí, estudante Maria Eduarda Souza Escorcio (UNIFESP) / Apiaí Artisan House Museum, student Maria Eduarda Souza Escorcio (UNIFESP).
Marianne Sallum e Francisco Silva Noelli; Tradução de CHATGPT revista por Daniel Sánchez-Gómez
INVESTIGADOR VISITANTE NA UNIARQ
VISITING RESEARCHER AT UNIARQ

Daniel Mateo Corredor (Universidad de Alicante)
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Daniel Mateo Corredor, Professor Titular da área de Historia Antigua e investigador do Instituto Universitario de Investigación en Arqueología y Patrimonio Histórico (INAPH) da Universidade de Alicante, está a realizar, durante os meses de verão, uma estadia de investigação na UNIARQ. Especialista em história e arqueologia romana, a sua principal linha de investigação centra-se no estudo da economia e do comércio neste período, com especial atenção à análise das ânforas e dos seus conteúdos.
Durante a sua permanência, Daniel Mateo está a realizar uma revisão bibliográfica, bem como uma análise de repertórios anfóricos provenientes de diversos sítios arqueológicos, com particular interesse nas produções locais e regionais. Este trabalho permitirá melhorar a identificação e a caracterização das ânforas lusitanas encontradas em contextos arqueológicos no sudeste da Península Ibérica, como é o caso do Portus Ilicitanus (atual Santa Pola, Alicante), que atualmente está a estudar.
A sua passagem pela UNIARQ está também a contribuir para reforçar as relações académicas entre este centro e a Universidade de Alicante, particularmente com investigadores e investigadoras que partilham interesses comuns relacionados com o estudo da economia romana através da análise da cultura material cerâmica associada.
Esta estadia enquadra-se no projeto RURITANIA. Arqueología de los paisajes rurales de la Antigüedad: sociedad y espacio agrario de la Protohistoria a la Tardoantigüedad en el este de Iberia (Generalitat Valenciana) e conta com apoio financeiro do programa José Castillejo (Ministerio de Universidades do Governo de Espanha).

Daniel Mateo Corredor, Associate Professor in the field of Ancient History and researcher at the Instituto Universitario de Investigación en Arqueología y Patrimonio Histórico (INAPH) at the University of Alicante, is undertaking a research stay at UNIARQ during the summer months. A specialist in Roman history and archaeology, his principal area of research focuses on the economy and trade of the Roman period, with particular emphasis on  the analysis of amphorae and their contents.
During his time at UNIARQ, Daniel Mateo is conducting a review of the relevant literature, alongside an analysis of amphora assemblages from various archaeological sites, with a particular interest in local and regional productions. This work aims  to improve the identification and characterisation of Lusitanian amphorae found in archaeological contexts in the southeast of the Iberian Peninsula, notably at  Portus Ilicitanus (present-day Santa Pola, Alicante), which is the subject of his current research.
His stay is also contributing to the strengthening of academic ties between UNIARQ  and the University of Alicante, particularly among researchers with shared  interests in the study of the Roman economy through ceramic material culture.
This research visit forms part of the RURITANIA project - Arqueología de los paisajes rurales de la Antigüedad: sociedad y espacio agrario de la Protohistoria a la Tardoantigüedad en el este de Iberia (Generalitat Valenciana) and is financially supported by the José Castillejo programme (Ministry of Universities of the Government of Spain).

Daniel Mateo Corredor; Tradução de CHATGPT revista por Bianca Viseu

PEÇA DO MÊS
ARTEFACT OF THE MONTH
Skyphos vidrado
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Skyphos vidrado da necrópole de Paredes / Glazed shyphos from the necropolis of Paredes
Proveniência: Alenquer. Necrópole romana entre Paredes e Sete Pedras.
 
Cronologia: Romano, século I d.C.
 
Direcção dos trabalhos: Hipólito Cabaço, 1934.
 
Descrição: Museu Hipólito Cabaço – N.º 1820. Taça fabricada a molde, revestida por vidrado de tom verde do lado exterior e de tom amarelo no interior. A pasta é branda, homogénea, com escassos elementos não plásticos, de tom branco. Peça troncocónica de lábio arredondado e pé em anel, evidencia duas asas em forma de argola, encimadas por uma superfície plana e ornadas com um pequeno botão na base.
O Skyphos é decorado em toda a volta com um motivo de duas figuras, que se repetem alternadamente perfazendo um total de oito.
O motivo ornamental é uma alegoria dionisíaca, constituída por dois efebos, despidos e de pé:
O primeiro com o tronco de frente, a cabeça virada à direita, os membros inferiores em atitude de marcha, virados à esquerda, segurando, com o braço direito estendido e descaído, um tirso (bastão envolvido em hera e ramos de videira e encimado por uma minha, elemento utilizado por Dionísio ou Baco e pelas seguidoras da divindade, as ménades ou bacantes), enquanto o braço esquerdo, curvado, mostra uma coroa da qual pendem drapejamentos
O segundo, virado à direita, mas com a cabeça de frente, segura com o braço o que parece ser uma lira, enquanto a mão direita empunha um objeto pontiagudo que é talvez o plectro (vara de marfim com que se tocavam as cordas da lira).
Dimensões: Larg. 16,5 cm, Alt. 8,3 cm

Comentário: Os recipientes cerâmicos com revestimento vidrado não são particularmente abundantes em época romana na Hispania (Morais, 1997-1998). A maioria das peças vidradas correspondem a formas de mesa, em concreto recipientes para beber e servir líquidos, imitando as tipologias mais habituais dos serviços metálicos (Morillo Cerdán, 2017). Desde os seus produtores na costa da Ásia menor, estas peças difundem-se por todo o Mediterrâneo alcançando Itália e as províncias ocidentais desde o século I a.C. atingindo o seu auge na primeira metade do século I d.C. O sucesso destes produtos conduz a que produção de cerâmica vidrada na Hispania, se desenvolva, estando esta atestada desde finais do século I d.C., sendo que nos últimos anos tem vindo a ser igualmente valorizado a produção de cerâmica vidrada na Gallia e na península Itálica (Morillo Cerdán, Morais e Durán Cabello, 2019).
Este extraordinário Skyphos fazia parte do conjunto funerário de um dolium, utilizado como urna cinerária descoberto e escavado em 1943 por Hipólito Cabaço (Pereira, 1970). Todo o conjunto se preserva hoje no Museu epónimo do incansável investigador alenquerense.
Esta sepultura faz parte de uma extensa e prolífera necrópole romana que se desenvolvia ao longo de mais de 1 Km, de tumulizações sucessivas quer de incineração, quer de inumação ente o sítio de Paredes e Sete Pedras (Pimenta e Domingos, 2015).
Associado ao dolium identificou-se uma lápide funerária, dedicada a um Q(uiníus) V(alerius) por Terentia, decerto a esposa e por sua mãe. O espólio desta sepultura é numeroso e heterogéneo, cerca de 60 artefactos, que permitem datá-la de meados da primeira metade do século I d.C.. Composto além da peça que aqui descrevemos por 3 unguentários de vidro; 2 taças de vidro azul-cobalto; um copo de vidro lapidado; 1 lucerna; 2 pratos Drag. 15-17 e 1 taça de Terra Sigillata da forma Ritt, 8 de produção Sud- Gálica; paredes finas etc.
Destaca-se o vasto conjunto metálico, particularmente bem representado onde se regista a presença diversas peças indubitavelmente de cariz militar como a ponta de um pilum, diversos elementos de cinturão militar/balteum militare, um botão em L de extremo em anel, Phalerae, arreios de cavalo etc. (Pimenta, 2024)
A singularidade desta sepultura masculina levou a que fosse proposto podermos estar perante o enterramento de um soldado emérito (Silva, 2013)
 
Local de depósito: Museu Municipal Hipólito Cabaço, Alenquer.
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Fotografia de alguns dos vidros exumados neste contexto funerário / Photograph of some of the glassware recovered from this burial context
Glazed skyphos
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Estampa de alguns dos materiais desta sepultura / Illustration of some of the items from this grave - segundo Pereira, 1970, Est. II. /
Provenance: Alenquer. Roman necropolis between Paredes and Sete Pedras.

Chronology: Roman, 1st century AD.

Direction of the works: Hipólito Cabaço, 1934.

Description: Hipólito Cabaço Museum – No. 1820. Mould-made bowl, coated with a green glaze on the exterior and yellow on the interior. The fabric is soft, homogeneous, with few non-plastic inclusions, and of a whitish tone. The vessel is truncated conical in shape, with a rounded rim and a ring foot, featuring two ring-shaped handles surmounted by a flat surface and adorned with a small knob at the base.
The
skyphos is decorated all around with a motif comprising two figures, alternating in sequence to form a total of eight.
The decorative motif is a Dionysiac allegory, consisting of two nude ephebes standing:
The first figure stands with his torso facing forward, his head turned to the right, and his lower limbs in a marching stance turned to the left.   With his right arm extended downward, he holds a thyrsus — a staff entwined with ivy and vine shoots and topped with a pine cone, an attribute of Dionysus (or Bacchus) and his female followers, the Maenads or Bacchantes. His left arm, bent at the elbow, displays a crown from which drapery hangs.
The second figure, facing to the right but with his head frontally positioned, holds in one arm what appears to be a lyre, while his right hand grasps a pointed object, likely a plectrum (an ivory rod used to strike the strings of the lyre).
Dimensions: Width 16.5 cm, Height 8.3 cm

Commentary: Glazed ceramic vessels are not particularly abundant in Roman Hispania (Morais, 1997–1998). Most glazed pieces correspond to tableware forms, specifically vessels intended for drinking and serving liquids, imitating the typologies commonly found in metal (Morillo Cerdán, 2017). Originally produced on the coast of Asia Minor, these pieces spread throughout the Mediterranean, reaching Italy and the western provinces from the 1st century BC, attaining their height in the first half of the 1st century AD. The success of these products led to the development of glazed ceramic production in Hispania, which is attested from the late 1st century AD onwards. In recent years, increasing value has also been placed on the production of glazed ceramics in Gaul and the Italian peninsula (Morillo Cerdán, Morais and Durán Cabello, 2019).
This extraordinary skyphos formed part of the funerary assemblage of a dolium used as a cinerary urn, discovered and excavated in 1943 by Hipólito Cabaço (Pereira, 1970). The entire assemblage is preserved today in the eponymous museum of the tireless researcher from Alenquer.
This burial belonged to an extensive and prolific Roman necropolis that extended for over 1 km, comprising successive cremation and inhumation burials between the sites of Paredes and Sete Pedras (Pimenta and Domingos, 2015).
Associated with the dolium was a funerary inscription dedicated to one Q(uinius) V(alerius) by Terentia, presumably his wife, and by his mother. The grave goods from this burial are numerous and heterogeneous, comprising around 60 artefacts which allow it to be dated to the middle of the first half of the 1st century AD. In addition to the piece described here, the assemblage included: 3 glass unguentaria; 2 cobalt-blue glass bowls; a cut glass beaker; 1 lamp; 2 plates of Dragendorff form 15–17; a terra sigillata bowl of Ritt. form 8 of South Gaulish production; thin-walled ware; and other items.
Of particular note is the extensive collection of metal objects, remarkably well represented, including several items clearly of military character, such as the tip of a pilum, various elements of a military belt (balteum militare), an L-shaped button with a ringed end, phalerae, and horse harness fittings, among others (Pimenta, 2024).
The singular nature of this male burial has led to the hypothesis that it may represent the interment of an emeritus soldier (Silva, 2013).

Depository: Hipólito Cabaço Municipal Museum, Alenquer.


Bibliografia/Bibliography:
MORILLO CERDÁN, A. (2017) - La cerámica vidriada romana en Hispania. Manual de Cerámica romana III. Cerámicas romanas de época altoimperial en Hispania. Cerámica común de mesa, cocina y almacenaje. Imitaciones hispanas de producciones romanas universales (C. Fernández Ochoa, A. Morillo, M. Zarzalejos eds.). Alcalá de Henares, p. 381-433.
MORILLO CERDÁN, A.; MORAIS, R.; DURÁN CABELLO, R. (2019) – La cerámica Vidriada romana en los contextos altoimperiales del campamento de León (Aspaña). Sagvmtvm (P.L.A.V.). 51, P. 151-175.
MORAIS, R. (1997-1998) - Estudo de duas lucernas vidriadas de época romana encontradas em Bracara Augusta. Cadernos de Arqueologia. Série 2. 14-15, p. 165-173.
PEREIRA, M. A. H. (1970) - O Dolium Cinerário, com Skypos vidrado a verde, da necrópole de Paredes (Alenquer). Conimbriga. IX: Coimbra. Instituto de Arqueologia da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, p. 45-74.
PIMENTA, J. (2024) – Monte dos Castelinhos e as dinâmicas da conquista romana da Península de Lisboa e baixo Tejo. Estudos & Memórias. N.º 24, 2 vols. Lisboa: UNIARQ – FLUL. doi.org/10.51427/chi.2024.24 (vol. I) oi.org/10.51427/chi.2024.25 (vol. II)
PIMENTA, J. (Coord.) (2015) – O Sítio Arqueológico de Monte dos Castelinhos – Vila Franca de Xira- em busca de Ierabriga. Museu Municipal de Vila Franca de Xira.
PIMENTA, J.; DOMINGOS, J. B. (2015) – O povoamento romano em torno do Monte dos Castelinhos. In Catálogo da Exposição “O Sítio Arqueológico de Monte dos Castelinhos – Vila Franca de Xira- em busca de Ierabriga.” Museu Municipal de Vila Franca de Xira, p. 125-134.
SILVA, R. B. (2012) – As “marcas de oleiro” na terra sigillata e a circulação dos vasos na Península  de Lisboa. Dissertação para a obtenção do grau de Doutor em Historia, especialidade em Arqueologia, orientada pela Professora Dr.ª Rosa Varela Gomes, apresentada a Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Disponível em http://hdl.handle.net/10362/9472
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